Maternidade e jiu jitsu: conheça a história de Camila Nobre

Na entrevista de hoje, sobre maternidade e jiu jitsu, trouxemos a inspiradora Camila Nobre, que é mãe de dois (um deles acaba de nascer, a princesa Amália), fotógrafa especializada em jiu-jitsu e profissional de marketing digital. Ela compartilhou conosco como é a rotina de mãe, trabalho e, é claro, sobre jiu-jitsu. Confira:

Maternidade, jiu jitsu e a carreira como repórter

Como você equilibra sua carreira como jornalista, repórter e fotógrafa especializada em jiu jitsu com as responsabilidades da maternidade e sua prática pessoal do esporte? (Sabemos que não está treinando por causa do pós-parto, mas como acredita que será ao retornar?)

Camila: Tive que aprender, meio que forçada, a criar uma rotina e organizar o máximo possível meus horários para dar conta de tudo, inclusive da maternidade e jiu jitsu. Mas toda mãe sabe o quão difícil é encontrar esse equilíbrio. Há dias que tudo dá certo e dias em que nada sai conforme planejado, e está tudo bem. A demanda já é muito grande para a mulher, e no meu caso, como mãe solo, parece ser ainda maior, rs. Criar filhos, cuidar da rotina e administração da casa, além de se manter ativa no meio profissional (ou você fica para trás), é uma missão de construção diária. Maternidade e jiu jitsu, meus amigos!

Maternidade e jiu jitsu: trabalho de marketing e mídia

Foto: arquivo pessoal

maternidade e jiu jitsu
Foto: arquivo pessoal

Sendo pioneira na assessoria de atletas, cobertura de eventos e na mídia especializada em jiu-jitsu, quais foram os maiores desafios que você enfrentou ao introduzir e desenvolver este nicho de mercado?

Camila: Há 10 anos, acho que nem imaginava que a mídia no jiu-jitsu tomaria essa proporção. Para você ter uma ideia, era difícil vender uma foto para um atleta por míseros 10 reais. Não havia essa força da mídia que temos hoje, ajudando a elevar o nível do nosso esporte.

No sul do Brasil, quando comecei em 2014, eu era a única mulher fotografando lutas, e isso pareceu dificultar ainda mais a luta pelo crescimento. E, para completar, eu era faixa branca, “rsrs”. Só depois de começar a mostrar alguns trabalhos de fotos e entrevistas que ganhei uma certa “moral” com a galera da luta.

Foi uma construção lenta, principalmente pela falta de apoio e experiência. Pensei muitas vezes em desistir de tudo, mas amo muito esse esporte, e isso me manteve firme no meio da comunicação. Contei com a ajuda de veículos que agregaram muito na minha bagagem, como a Graciemag e a Revista Tatame, e assim também consegui chegar à faixa preta com a ajuda da minha família, mestres e amigos.

Maternidade e jiu jitsu: acompanhando outros pais e mães na jornada

Como a maternidade e jiu jitsu influenciou sua abordagem ao trabalhar especialmente cobrindo histórias de atletas que também são pais e mães?

Camila: Acho que, após a maternidade, nosso olhar para o mundo muda naturalmente, e no meio da luta, isso ajuda muito a ver um lado da construção do ser humano que talvez, antes de ter filho, eu não notasse tanto. Temos muitos exemplos nas artes marciais, de professores que se doam como uma mãe e um pai na formação de alunos, e de atletas que são transformados pelo esporte desde a juventude.

É sempre muito gratificante acompanhar crescimentos e histórias inspiradoras no nosso meio!

Você acredita que sua prática no jiu-jitsu influenciou sua gravidez de alguma forma, seja no aspecto físico, mental ou na preparação para a maternidade pela segunda vez?

Camila: “O Jiu-Jitsu prepara para a vida” — a frase é clichê, mas é verdadeira, rs. Acho que a maturidade e força que o Jiu-Jitsu me trouxe ao longo dos anos me ajudam muito a manter a mente e o corpo ativos.

A segunda gestação trouxe algumas complicações, como hipertensão gestacional, agravadas por um relacionamento tóxico que estava vivendo, e me “obrigou” a optar pela maternidade solo. Acho que já ter enfrentado muitas vezes pressão psicológica na luta foi fundamental para lidar com tudo isso. Graças a Deus.

Eu acompanho o trabalho da Camila desde que ela era faixa azul (e eu, branca), e desde essa época ela já se virava, fazia cobertura de eventos, entrevistas e tudo o mais, e eu achava lindo a dedicação dela para aumentar a visibilidade do esporte. Como já trabalhei como fotógrafa em eventos, sei o quanto é cansativo acompanhar atletas, estar lá na hora da luta, se virar às vezes para fotografar duas lutas ao mesmo tempo… é cansativo mesmo! Vendo a Camila viver a maternidade e o jiu jitsu de forma direta e indireta é muito inspirador. E agora com duas crianças então, e ela continua trabalhando, se esforçando por esses dois pequenos que com certeza trazem mais luz à vida dela, apesar das dificuldades. Obrigada Camila por sua entrevista, que você continue inspirando nós mulheres hoje e sempre.

Oss!

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