Mamães jiujiteiras – parte 1


Hoje é dias das mães e nada melhor do que dar esse espaço para as mamães jiujiteiras, não é mesmo? Pegamos o depoimento de algumas mulheres que conciliam os treinos, a maternidade e a vida. São depoimentos com as mais variadas experiências e vale muito a pena ler! Muito obrigada a todas que toparam participar.

Thayna Cardinal – faixa branca@thaynacardinal

Sempre pratiquei artes marciais, comecei com 15 anos no taekwondo fui até a ponta preta, depois casei, tive dois filhos e comecei no Muay Thai. Como tenho 2 crianças e a academia que eu treinava tinha jiu-jitsu resolvi por meu menino mais novo. Ele começou e a irmã abandonou o ballet pra ir pro tatame e eu lá sempre participando muito, nos campeonatos eu gritava enlouquecidamente pra eles. O professor começou a oferecer uma aula aos sábados para os pais e eu fui e adorei, mas logo mudamos de cidade. Eles tinham uma turma feminina, me matriculei e me apaixonei pelo jiu-jitsu.

Pra mim é uma superação de dificuldades, porque eu nem virava uma cambalhota e morro de medo de cair, porém hoje nos campeonatos eu já sei pelo menos o que dizer pra meus pequenos, e o mais engraçado eles super me incentivam me falam ‘mãe você está indo super bem’. Uma pena que pela pandemia demos uma parada, mas logo logo voltaremos!

Thiene Moreira – faixa roxa – @thienemoreira

Conheci o jiu-jitsu em 2016 como uma válvula de escape depois de ter finalmente saído de um relacionamento abusivo de muitos anos, que de bom só me deu meu filho mais velho João Victor. O jiu-jitsu me ajudou muito nessa fase e eu me apaixonei pelo esporte. No tatame conheci o amor da minha vida, e casei de novo, alguns anos depois tivemos o Mike que agora está com 10 meses. Treinei grávida do Mike, e fui graduada a faixa roxa ano passado pelo meu marido com Mike bebezinho no meu colo. Hoje em dia moramos na Inglaterra e damos aula aqui de jiu-jitsu. Dou aula para mulheres e mães, sempre incentivando esse esporte lindo que me trouxe tantas alegrias.

Andréia Araújo – faixa azul – @araujo_andreia_araujo

Entrei no mundo do jiu-jitsu através do meu irmão, antes da gravidez e até hoje treinando. Levei meu filho de 4 anos, ele não era muito fã mas hoje é apaixonado pelo esporte. Meus irmãos são lutadores, só tem jiujiteiro na família. Mas como todos sabem, não é só sucesso, temos nossas lutas diárias. Pra quem é mãe, esposa, dona de casa, que trabalha fora, não é fácil, às vezes sinto um fardo tão pesado, é muita responsabilidade. Diante de tudo isso, arranjamos um tempo pra fazer nosso treino do dia a dia. O cansaço chega, mas a partir do momento que coloco meu pé no tatame a história muda, chego em casa leve e com o dever cumprido. Às vezes até pensamos que não vamos conseguir, em desistir devido ao dia a dia, mas Deus nos sustenta, nos capacita e damos conta do recado. Somos mães, esposas, filhas, jiu-jiteiras, somos guerreiras. Parabéns a todas nós!

Iuri Medeiros – faixa preta – @iurimedeirosbjj

Eu faixa azul tinha acabado de pagar a inscrição do Grand Slam de 2016 e uma semana depois descobri a gestação. Não competi, óbvio, mas não perdia um treino, ia só pra assistir. Tenho que falar, os 9 meses só assistindo fez diferença no meu Jiu-Jitsu. Meu marido na época era faixa roxa, eu ainda grávida inscrevi ele pra seletiva do Felipe Preguiça e 3 dias depois do nascimento da nossa filha ele se mudou para Minas, pois passou no projeto. Foi triste mas era a carreira dele. Porém ele não se adaptou lá e meses depois voltou. Minha vida é cercada pelo jiu-jitsu, minha filha sempre teve contato com isso e sei que será uma grande amante do esporte também, ela ama acompanhar os treinos e participar também!

Vitória Cristina – faixa branca – @vitoriacristina_20

Minha história com jiu-jitsu começou através das minhas filhas. Há três anos que coloquei elas para treinar e sempre acompanhava todos os treinos do início ao fim. No início achava coisa de maluco, muita “agarração”, posições arriscadas, cheguei até pensar em tirar minhas filhas dessa loucura toda kkkkk (bobinha eu).

No início desse ano eu já estava mais que apaixonada pela arte, assistindo vários vídeos e me encantando cada vez mais com o jiu-jitsu, até que decido fazer uma aula experimental. E aqui estou hoje completamente apaixonada, cada roxinho ou dorzinha no corpo é uma sensação de estar construindo algo muito importante na vida. Hoje vejo que o jiu-jitsu vai além de “agarração” e riscos. É uma terapia, que estremece o corpo e acalma a alma.

Pamela Celina Pereira Jacintho – faixa azul – @pamjacintho

Comecei o jiu-jitsu 2019, minha grande influenciadora foi minha filha Melissa que começou aos 6 anos (hoje ela está com 11). Quando comecei, foi muito porque eu queria emagrecer, eu pesava 90kg (hoje peso 62kg), então eu decidi unir o útil ao agradar minha filha. Mas mesmo assim eu ainda precisava de um empurrão, que foi da minha amiga e hoje minha professora Kati Mello. Ela me fez sentir que não importava o meu peso, o fato de nunca ter feito nada parecido na vida ou o quão desengonçada eu era, porque eu iria conseguir, tudo só dependia da minha força de vontade. E o jiu-jitsu transformou minha vida, meu corpo, minha mente e acabou que a família toda foi pro tatame e nos tornamos as pessoas que cancelam encontros porque tem treino 🤣

Eu me apaixonei pelo jiu-jitsu, mudou todo o jeito que eu me enxergo, o jeito de me entender, de me superar e me deu coragem pra ser e fazer tantas coisas. Hoje não vivo sem o jiu-jitsu, é uma correria no dia, escola da mais velha pela manhã, escola da mais nova a tarde, treino das crianças, depois meu treino e ainda tem os dias do marido, mas somos mães e super heroína nós define né 😍 Hoje o jiu-jitsu é um tudo nos meus dias e eu sou grata a tudo que ele tem me proporcionado e a todos que tem colocado em minha vida.

Claudia Alves de Ramos – faixa marrom – @claudinha_nutri

Comecei o jiu-jitsu com mais de 30 anos e após ser graduada a faixa roxa eu engravidei. Tinha medo de treinar grávida e fiquei fora do tatame a minha gestação toda. Após o nascimento da minha filha eu voltei a treinar e com 5 meses do nascimento dela até voltei a competir! Não fico longe do tatame mais por nada e hoje ela tem 2 anos e meio e já me acompanha na academia.


Leia aqui:

parte 2

parte 3

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