Competir ou não competir, eis a questão!


Você já deve ter ouvido o seguinte ditado: “ganhar não é tudo, não é a única coisa importante”, e essa citação faz sentido quando se considera que o  jiu-jitsu utiliza citações de armlock e chaves a fim de decidir explicitamente entre um “vencedor” e um “perdedor”.

Ao mesmo tempo, no Credo Olímpico – sem dúvida, o mais alto nível de realização de esportes no mundo – lê-se: “A coisa mais importante nos Jogos Olímpicos não é vencer, mas participar, assim como a mais importante coisa na vida não é o triunfo, mas a luta. O essencial não é ter vencido, mas ter lutado bem”.

Eu acho que a verdade está em algum lugar entre essas duas grandes citações. Enquanto as pessoas podem primeiro unir-se ao BJJ motivadas por visões de vitória, as pessoas que se mantêm nele – apesar dos desafios inevitáveis ​​– veem o valor da concorrência como justo, ou mais importante do que os resultados de qualquer luta particular.

Em primeiro lugar, você não pode controlar a qualidade dos seus adversários, mesmo que você esteja competindo com outras pessoas do mesmo sexo, cor da faixa, classe de peso, e – no caso de eventos de graduação – idade relativa.

É frustrante, sim! Mas só assim alguns lutadores só melhoram  coordenação, resistência física, capacidade de resolver problemas, ou a força.

Em segundo lugar, é importante saber que a concorrência pode ser apreciada em qualquer idade. Em um estudo recente da Universidade de Oregon, estudantes montaram um estande em um shopping local e escolheram pessoas de forma aleatória. Elas tiveram a oportunidade de resolver problemas simples de Matemática em troca de uma pequena recompensa em dinheiro para cada resposta correta, ou poderiam escolher competir contra pessoas, aqueles que escolheram  competir receberiam duas vezes mais dinheiro se ganhassem, mas eles não ganhavam nada se perdessem.

 Por que este estudo utilizou as pessoas de todas as idades, enquanto estudos anteriores tendiam a usar apenas os indivíduos em idade universitária? Os pesquisadores foram capazes de voltar atrás na crença de que os jovens eram mais competitivos do que seus colegas mais velhos, presumivelmente mais maduros, em vez disso, o estudo mostrou que o desejo de competir permaneceu forte por cerca de 50 anos, e mesmo depois dessa idade, ele só se mostrou um pouco menor. A mensagem de “take-away” aqui é: mesmo que você não esteja interessado ​​na concorrência, como uma pessoa mais jovem, ainda há tempo de sobra para aprender as atitudes e habilidades mentais usadas ​​por atletas de sucesso.

Outro achado interessante do estudo foi que as mulheres, em geral, são menos propensas a se envolverem em concorrência, mesmo quando têm as habilidades necessárias para ganhar. Nem sempre é o melhor atleta que ganha, mas, mais especificamente, o atleta de Jiu-Jitsu que compete e (ainda melhor) está preparado para “batalha”, seja com um bom condicionamento físico, habilidades afiadas, uma auto-mensagem positiva e metas realistas.

BJJ, como outras artes marciais, ensina você a ficar legal consigo mesmo, lembrar o que lhe foi ensinado, aplicar as habilidades no momento certo da melhor maneira possível, e terminar o que começou. Se você quiser falar com o seu professor ou treinador sobre maneiras de melhorar, isso é ótimo, meus caros! E aproveitem para descobrir o que você pode aprender com a decisão ou resultado do árbitro, e seguir em frente, enquanto aprecia a chance de estar no pódio.

Texto traduzido e adaptado de: http://www.girl-jitsu.com/2015/12/20/pursue-competition-not-winning/

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