O jiu-jitsu e a união das mulheres

Foto: instagram Yasmira Pires Dias

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Muito tenho me questionado sobre as mulheres negras e a união de todas as mulheres na arte suave. Nós mulheres, estamos a cada dia mais unidas e dispostas a entrar para o jogo. Sim! Campeonatos, seminários e arbitragem: lá estamos nós muito bem representadas. É da raça feminina, o empenho, a força e a garra para se destacar, e a mulher negra está nesses cenários, ainda que pouco representadas.

Hoje existem muitas mulheres que posso citar aqui, mas irei relatar algumas para que todos possam as conhecer, são elas: a sinistra Rosângela Silva da Conceição (Zanza), Yasmira Pires Dias (Yas), Gabi Peçanha, Nina Moura, Vanessa Gonçalves, Dayana Silva, Jéssica Santos, Rosa Muacefo, Sabrina Gomes e a Raquel Félix.

Qual a tua força, mulher? 

A força da mulher brota, geme, entorta, mas a força não se esvai. O poder desta força supera a submissão, a dominação institucional e relacional, o medo, a violência e ganha empoderamento na economia solidária, na vivência do ser mulher, na afirmação da identidade feminina, no amor despendido nas relações e na construção coletiva de “outro mundo possível”.

Sim isso mesmo, já é possível vermos estes sinais, hoje as mulheres estão ocupando espaços antes inatingíveis para nós. São elas que muitas vezes deixam a casa e os filhos com o seu marido para se dedicarem ao jiu-jitsu. Sim, o cenário está mudando!

A mulher negra sempre esteve presente nas lutas de seu povo. E foi assim também na arte suave, querendo conquistar o seu lugar, elas estão a cada dia ganhando mais destaque estando entre as melhores do mundo, sendo como professoras, árbitras ou atletas da arte suave.

Sororidade 

Segundo Elen Milek: “Crescemos em uma sociedade onde não fomos estimuladas a termos parceria entre as mulheres, ainda podemos assistir comentários como “mulher se arruma para causar inveja nas outras” e “tapa na cara das inimigas”. Enfim uma enxurrada de comentários que moldam crenças e comportamentos. Mas isso está mudando principalmente dentro do tatame aonde mulheres se unem para que tenhamos uma arte suave de todas, trazendo a sororidade  para junto de nós.

E isso precisa estar presente com todas nós, inclusive as manas pretas, como comentei no início. Em outro texto por aqui, a atleta Thayna de Paula já comentou sobre a falta de representatividade das mulheres negras em perfis de jiu-jitsu. Se vamos caminhar juntas, precisamos abraçar todas, e não só uma parcela das mulheres.

Como disse Michelle Obama:

“Apenas tente algo novo. Não tenha medo. 

Saia de sua zona de conforto e voe”. 

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Agradecimento ao árbitro Alexandre Nascimento.

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