Acredite sempre que é possível! (entrevista com Sarah Frota, A Treta)

Nascida no dia 14 de abril, em Taguatinga no Distrito Federal e hoje com 30 anos, Sarah Frota mora em Goiânia e tem ganhado grande destaque por seu desempenho no jiu-jitsu, e também no MMA. Há cerca de dez anos na prática da arte suave, pegou sua faixa preta ano passado e se diz ainda estar em reconhecimento dos grandes desafios desta faixa. Devido às lutas de MMA, tem procurado conciliar o os treinos de pano com os de Wrestling e No Gi. Atualmente treina na academia Prime Gym com o professor Jonatas Lessa.

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A atleta cita que sempre teve apoio familiar em relação ao jiu-jitsu, porém, no começo do MMA sua mãe ficou contrariada, mas quando viu o desenvolvimento da filha, se tranquilizou. Apaixonada por jiu-jistu, decidiu fortemente viver do esporte desde cedo, e afirma que o caminho para isso não foi nada fácil, tendo que dar muitas aulas para pagar suas contas. No passado, ela sentiu a ausência de investimento para lutar eventos maiores, por isso foi deixando as competições um pouco de lado.

E quem compete sabe como faz falta não estar no tatame disputando um título. Foi por isso que Sarah entrou, na época, pra academia Gracie Barra, aos treinos do professor Henryque Porhal, que tem uma equipe de competição bastante ativa tanto no Jiu quanto no MMA.

O tempo foi passando e Sarah foi pegando o ritmo novamente. Sua disciplina mental e física foi aumentando até aparecer a chance de sua primeira luta de MMA com uma adversária fortíssima na categoria do Muay Thai. Movida a desafios, Sarah aceitou, venceu e deslanchou também neste esporte. Ao todo, até hoje são seis vitórias e nenhuma derrota, além de ser detentora de três cinturões em organizações diferentes na região do Centro-Oeste: Arena Fire Fight, NP Fight e Samurais do Cerrado. Com muito suor, ocupa o segundo lugar no ranking de MMA nacional, tanto na categoria peso por peso quanto na galo.

Seu ritmo de treinos neste segundo semestre está bem puxado, treinando todas as manhãs e a tarde, e duas vezes por semana a noite. Tudo para enfrentar sua próxima luta de MMA, em que será a possível conquista do seu primeiro cinturão nacional, em novembro pelo Áspera FC. Após este desafio, A Treta já planeja aumentar seu ritmo de treino no jiu-jitsu para se preparar para o Mundial de 2018.

“Quero continuar vencendo e ir, pouco a pouco, conquistando meu espaço sem queimar etapas. Quero, em 2018, participar de uma luta internacional e ter possibilidades de treinar fora do Brasil. Seria sensacional para minha carreira”, cita.

“A Treta”, apelido que expressa sua atitude forte e destemida, carrega vários títulos na modalidade da arte suave, devido ter começado a competir ainda quando faixa branca e nunca ter parado. Entre suas vitórias estão vários pelo Campeonato Goiano, um no Paulista, um no Panamericano quando faixa roxa e no Brasileiro, como faixa marrom. Na preta, adquirida no final de 2016, carrega o título de campeã na categoria absoluto e primeiro lugar com kimono no Campeonato Brasiliense 2017.

 

Para lutar jiu-jitsu, A Treta diz não fazer dieta, pelo contrário, gosta de lutar forte e se alimentar bem na noite anterior ao campeonato. Já para o MMA, precisa descer sempre dez quilos e isso às vezes é complicado, segundo ela. Em dias normais, antes do primeiro treino da manhã, fica de jejum para manter seu metabolismo acelerado. Almoça normalmente, e antes dos treinos noturnos não dispensa um açaí ou uma água de coco. Quando está em épocas fora de competições, mantém sua alimentação com comida caseira e muitas frutas, evitando refrigerantes e frituras.

A arte marcial mudou praticamente tudo em sua vida. Era muito ativa e ansiosa e foi no tatame que buscou o equilíbrio interior. A luta hoje é o que a mantém nos eixos e a faz ser uma pessoa melhor. Através do MMA, tem tudo o que precisa pra viver e, com o apoio de seus patrocinadores e empresários, acredita que tem tudo para chegar ao topo.

Como inspirações dentro do tatame, estão a família Gracie em geral, por “abrasileirar” o jiu-jitsu tradicional japonês, seu mestre Rocian Gracie Jr, que a acompanhou na época que morou em São Paulo (até hoje ela ainda é muito ligada e agradecida a ele). Atualmente, diz gostar muito de estudar o que Eddie Bravo propõe com seu jiu-jitsu adaptado para o MMA, além de buscar sua performance para o MMA através do trabalho de Chris Cyborg. Fora isso, dá muito valor a quem está no dia a dia melhorando seu jogo e lhe dando dicas.

Para finalizar, A Treta sugere para quem está começando a aproveitar ao máximo os primeiros anos, pois é quando tudo é novo e possível, um ápice da criatividade inocente. E para quem está já na estrada como ela, acrescenta que deve-se persistir e RESISTIR. Sempre!

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