Fabiana Borges, da favela em Cascadura a quatro academias Gracie Barra no Texas

A Fabiana Borges começou no jiu-jitsu aos 11 anos, num projeto social em Cascadura, na zona norte do Rio. Vinte e sete anos depois, ela é faixa preta 5º grau, hexacampeã brasileira e bicampeã Pan-Americana, e toca quatro academias Gracie Barra em San Antonio, no Texas. A gente conversou com ela sobre o caminho inteiro, do primeiro armlock até dar aula com nove meses de gravidez.

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BJJ Girls: Você começou no jiu-jitsu aos 11 anos, em Cascadura, dentro de um projeto social. Como foi esse primeiro contato com o tatame, e o que o jiu-jitsu representou pra menina que você era na época?

Fabiana: Quando eu tinha 11 anos, eu estava procurando um esporte para fazer. Tentei futebol, tentei corrida, vôlei, mas nada clicou comigo. Aí teve um projeto social perto da minha casa e meu tio me levou pra treinar, eu e meu primo. Na primeira aula eu já senti um empoderamento muito grande no jiu-jitsu como menina. Eu lembro que puxei pra guarda, raspei, montei, peguei o braço. Foi uma coisa que eu aprendi naquele dia, e lembro até hoje a sensação do meu primeiro armlock. Foi muito empoderamento, eu gostei, e o jiu-jitsu me cativou, me deu essa força. Foi um momento muito marcante, uma menina de 11 anos procurando algo pra fazer, e foi uma coisa minha mesmo, de querer fazer um esporte. Peguei a ficha de inscrição, fui pra casa, pedi 30 reais ao meu pai na época pra comprar meu kimono, assinei com o jiu-jitsu, e desde aquele dia não parei mais. O jiu-jitsu sempre esteve na minha vida e formou quem eu sou hoje.

Imagem: arquivo pessoal

BJJ Girls: Naquele tempo, ainda nos anos 90 e começo dos 2000, como era ser menina treinando jiu-jitsu no Rio? Você tinha outras meninas treinando com você ou era quase sempre a única?

Fabiana: Comecei a treinar em 1999, muito tempo. Quando comecei tinha sim outras meninas treinando, e como era um projeto social ele acontecia em várias áreas do Rio de Janeiro, então tinha umas meninas. Mas elas sempre vinham e saíam, vinham e saíam, porque o jiu-jitsu era bem difícil naquela época. Eu lembro que uma professora sempre falava que todo mundo é igual, não tem essa diferença de homem ou mulher, então acho que só ficaram as mais bravas, e a maioria só ia até a faixa azul. Como comecei com 11 anos, muitas meninas eram tipo 14, 15, e as crianças ficavam até a faixa amarela, as mulheres até a azul, com muita rotação. Eu acho, e não tenho certeza, que naquela época o jiu-jitsu não era inclusivo pra mulher, então você tinha que ser a menina mais dura ou, infelizmente, a namorada do professor. Mas tinha algumas meninas, bem poucas. Quando comecei a treinar pra competição, meu treino era só homem, só menino, e se chorasse no tatame tinha que ir pro banheiro, porque a maioria era menino. Foi uma época marcante. Mas, pra ser honesta, com 11 anos eu não via essa diferença, se tinha menino ou menina. Eu nunca coloquei o rótulo feminino em mim, talvez porque meu professor sempre dizia que não tem homem ou mulher. Então eu não via essa discriminação, ou que eu era a única menina do tatame. Pra mim eu era a única lutadora ali e treinava com os meninos, e isso era o normal. E o que era o normal dos anos 2000? Que todo mundo era aluno, não tinha esse negócio de menino ou menina.

BJJ Girls: O projeto social tirou muita gente de uma realidade dura. Pra além do tatame, o quanto você pode dizer que o jiu-jitsu mudou o rumo da tua vida?

Fabiana: O projeto social foi um divisor de águas na minha vida. Antes do jiu-jitsu eu experimentei outros esportes, corrida, atletismo, futebol, e nada clicou como o jiu-jitsu, nada me deu a confiança que ele me deu. Foi a partir do projeto social que eu comecei a viajar, a ter chances de competir, e isso ajudou a minha confiança. E me tirou daquela vida da favela onde eu cresci. Cresci numa comunidade em Cascadura, e as meninas ali estavam namorando gente do tráfico. O jiu-jitsu me deixava ocupada, me dava uma coisa pra olhar pra frente e um futuro diferente. A partir desse projeto social eu comecei a ter outras perspectivas de vida e a conhecer lugares novos, que abriram o meu horizonte, a minha mente, pra uma vida diferente de dentro da favela. Também ganhei uma bolsa num colégio particular e comecei a conviver com pessoas que sonhavam em entrar pro militar ou viajar, coisas que eu nunca sonhava morando na favela. Foi um grande divisor de águas pra mim e pra minha perspectiva de vida.

BJJ Girls: Você foi bicampeã Pan-Americana e hexacampeã brasileira. Tem uma dessas conquistas que pesa mais no coração, que você lembra com mais detalhe até hoje?

Fabiana: Os campeonatos brasileiros sempre foram bem divertidos. Competi muito na faixa de criança, faixa amarela, e bastante na azul. Na época eu não tinha dimensão do que era um campeonato brasileiro. Eu era nova e o negócio era lutar, ganhar aqueles títulos pra poder sair de onde eu vim, da vida de favela. E quando ganhei a bolsa no colégio particular, eu tinha que manter bons resultados no tatame pra manter a bolsa. Então era um jeito de brigar pra sair de onde eu vim. Os Pan-Americanos foram bem especiais, porque eu já estava morando nos Estados Unidos. Se não me engano foi em 2010 e 2011, e eu já era faixa preta, um momento em que eu estava com dificuldades aqui nos Estados Unidos também, mas vi onde eu estava no jiu-jitsu, competi internacionalmente e ganhei, e isso me deu uma confiança muito maior, me mostrou que o meu jiu-jitsu era bom. Acho que teve um ano que lutei com a Nicolini e ganhei. A Nicolini já era uma estrela no jiu-jitsu, e se não me engano no MMA também, e eu estava subindo na carreira dela. Foram títulos bem importantes na minha carreira.

BJJ Girls: Você recebeu a faixa preta em 2007, no mesmo dia em que ganhou o teu sexto título brasileiro. Como foi viver as duas coisas no mesmo dia?

Fabiana: Em 2007 eu ganhei minha faixa preta no pódio do Brasileiro, e foi um momento muito especial, primeiro porque eu não estava esperando, e segundo porque dividi o pódio com uma das minhas melhores amigas, a Miriam Cardoso. Foi bem legal porque a gente sempre competia uma com a outra desde a faixa amarela, então teve ano que eu levei, teve ano que ela levou, e esse eu levei. E o mais interessante pra mim é que a gente competiu e ela foi a primeira a me dar um abraço. Isso me mostrou muito que até os seus adversários no tatame não precisam ser seus inimigos. A gente construiu uma amizade muito boa na vida. Ela foi o motivo de eu ter vindo pros Estados Unidos. Foi muito bom dividir essa sensação com ela. E sim, ganhei o Brasileiro naquele ano e depois a faixa preta no pódio. Eu tinha 17 anos, foi em maio, se não me engano dia 10 de maio de 2007. Foi uma sensação muito boa de conquista, e de ver que as pessoas que estavam ali lutando comigo não precisavam ser minhas inimigas, e torciam por mim também.

BJJ Girls: Você é de uma geração que abriu caminho pro jiu-jitsu feminino de competição. Além de trilhar esse caminho, quem eram suas inspirações na época?

Fabiana: Eu sou old school. Tem algumas pessoas que eu lembro. Trabalhei muito nos campeonatos da CBJJ, e lembro de ver as lutas, eu como faixa roxa, trabalhando de coordenadora se não me engano. Então tem gente cujas lutas eu consigo lembrar vividamente. Uma era a Poliana, ela tinha um jiu-jitsu muito bom e um sorriso muito acolhedor. A Hannette, que sempre foi um ícone. A Leka, que também competia na época. E a que eu sou mais fã é a Bianca Andrade. Lembro da Bianca Andrade lutando com a Poliana, e a Bianca, na pena, pegou a Poliana num armlock lindo. Essas mulheres foram com certeza referências pra mim, e hoje na Gracie Barra eu tenho muito contato com a Bianca, e falo pra ela que ela foi o motivo de eu ter vindo pra Gracie Barra, porque eu era muito fã, o jiu-jitsu dela é lindo, guardeira, finalizadora, me inspirei muito nela. Mas a Hannette também, tive o privilégio de treinar diretamente com ela no Brasil e aprender muito. Então seriam essas, a Leka, a Hannette e a Bianca me inspiraram muito. Outra que eu enfrentei foi a Letícia, ela também foi uma grande inspiração, mas não tive muito contato direto. Foram mulheres que eu vi lutando e tive o privilégio de aprender e treinar também.

BJJ Girls: Na época, vocês tinham noção de que estavam construindo tudo isso, abrindo caminhos?

Fabiana: Cara, muito boa essa pergunta. Não, eu comecei o jiu-jitsu muito nova, com 11 anos. Não tinha noção de que às vezes eu era a única mulher no tatame, não tinha noção de que muitas das piadas ali eram machistas. Eu também tinha um pensamento muito machista que tive que mudar, trabalhar muito nisso. E não, não tinha noção de que estava abrindo caminhos. Fui como lutadora. De novo, o jiu-jitsu foi uma válvula de escape pra mim, pra fugir daquela vida da favela. Então não tinha noção de que estava sendo pioneira em várias coisas. Indo pro lado do business, abrir a academia como única mulher, também não achava que estava fazendo uma grande coisa. Eu não senti muito o machismo, não senti muito que eu era a única mulher no tatame, porque acho que comecei muito nova, então pra mim era normal, eu estou fazendo um esporte, somos todos bros, somos todos iguais. Mas eu acredito que seja por eu ter começado muito nova e não ter ainda a vivência de mulheres que começam o jiu-jitsu mais velhas. Então, por um lado, acho que até foi bom, porque eu não vivi o machismo, ou vivi mas não sabia o que era o machismo em si, e não sabia que estava abrindo portas pra outras mulheres, inspirando outras mulheres. Me sinto muito grata e honrada hoje de ver a minha trajetória e ver que realmente eu abri caminho pra outras mulheres não sofrerem o que eu sofri. Graças a Deus eu era muito nova e não sabia que aquilo era sofrimento. Não sei se faz sentido, mas hoje eu vejo assim.

BJJ Girls: De 2007 pra cá são muitos anos de faixa preta, e você já está no 5º grau. O que mudou na tua relação com o jiu-jitsu, da atleta que competia pra sua trajetória como dona de academia e professora que é hoje?

Fabiana: De 2007 pra cá foram muitas mudanças. Eu transitei de atleta, fui atleta por muito tempo, do início da carreira até, acredito, 2023, quando competi pela última vez, e acho que 2024 também. Mas eu fiz a faculdade do jiu-jitsu. Fui atleta, trabalhei na Gracie Barra e aprendi sobre administração de academia, sobre como dar aula, e passei a ser professora e atleta. Depois virei dona de academia, e já faz 10 anos que sou dona. Então me sinto muito privilegiada de ter passado por todas as categorias no ramo do jiu-jitsu, atleta, professora, administradora e dona de academia. Hoje eu lidero um time de 20 a 25 pessoas, com quatro academias. E agora estou no topo da liderança das escolas da Gracie Barra também, quando eles precisam.

BJJ Girls: Tem alguma lição que só veio com o tempo de faixa preta, que você não tinha como entender quando era mais nova?

Fabiana: Acho que uma lição que eu tive na faixa preta, e levei pra vida, é lutar por você. Quando a gente está nas faixas de base, se preocupa muito com o professor, com os outros, com a opinião dos outros. E quando você entende que é a sua luta diária de melhorar quem você é dentro e fora do tatame, acho que melhora a sua relação com o jiu-jitsu, porque você não está colocando quem você é nos seus resultados. A gente é quem é, independente do resultado. Não sei se faz sentido, mas eu aprendi a lutar por mim e pra mim, e não pros outros, tipo um professor, um aluno. E quando aprendi isso, o jiu-jitsu ficou mais divertido e mais interessante pra minha evolução como ser humano também.

BJJ Girls: Em algum momento já te disseram que você não conseguiria algo no jiu-jitsu, por ser mulher? Se sim, comenta um pouco com a gente.

Fabiana: Cara, eu fui muito abençoada por ter vindo pra Gracie Barra como faixa preta, e a Gracie Barra ser uma academia que abre muitas portas pra liderança feminina. Então, não, nunca me disseram. Teve uma vez uma pessoa que veio na academia pegar informação, e quando viu que era uma mulher, que era head instructor, não quis assinar. Mas hoje eu entendo que tem lugar pra todo mundo, tem gente que está ok e tem gente que não quer, que prefere um ambiente com um líder homem, e está tudo certo. Mas não, dei muita sorte e fui muito abençoada por ter vindo pra Gracie Barra.

BJJ Girls: A GB é gigante e tem um método muito definido. O que esse método tem que faz diferença na hora de formar aluno, principalmente mulher?

Fabiana: Acho que ter um método dentro da GB ajuda nessa questão de ser mulher ou homem, porque quem está ensinando tem que ter o carisma e tem que usar o método da GB. E o método funciona pra mulher, pra homem e pra criança. Então, desde que você tenha o amor e o carisma de ensinar, não importa se é uma mulher ou um homem na frente da aula, a gente segue a metodologia, segue a estrutura da GB, e fica mais fácil de passar a mensagem do jiu-jitsu ou uma técnica pra todo mundo. Na real, eu acho que ser mulher ajuda até a atingir um público maior, porque geralmente a mulher consegue dar aula de criança, de adulto e de feminino. O homem às vezes não tem tanto esse tato, não é da cultura dele dar aula pra criança ou pra mulher. E tem mulheres que preferem ter aula com mulher. Então acho que ser mulher ajuda ainda mais a atingir um público maior. E claro, tem homem que não quer ter aula com mulher, e está tudo certo. Mas eu gosto de ter coaches mulheres e homens também. O método da GB ajuda a deixar tudo uniforme e a atender um público maior.

BJJ Girls: Você é a primeira mulher faixa preta a ter uma escola Gracie Barra solo em San Antonio, e toca quatro academias. Como é carregar esse pioneirismo?

Fabiana: Eu fui a primeira mulher, se não me engano, no jiu-jitsu, a abrir uma academia sem um homem faixa preta ou um homem na administração. Eu tinha um sócio, e esse sócio era investidor, mas nunca fez parte da academia. Então, como eu disse, eu não era casada com faixa preta e abri a academia. Se não me engano, eu fui a primeira. Hoje conheço mulheres dentro e fora da GB que são donas de academia e não têm marido, ou não têm marido ativo dentro da academia. Mas acho que até mundialmente, se não me engano, fui a primeira. Hoje temos quatro academias e eu tenho sim uma sócia, minha aluna, minha amiga e professora, com sociedade nas academias. Me sinto muito honrada, e às vezes converso com mulheres que têm esse medo de abrir a academia porque não têm marido no jiu-jitsu, ou têm medo da rejeição dos alunos homens, e acho que a minha história ajuda muitas mulheres a se inspirarem. Hoje vejo que foi um grande marco. Entendo que ter um parceiro é bem melhor, mas não é impossível fazer sozinha. Ter um time por trás de você, como eu tive a Gracie Barra, ter um método e uma estrutura de aula, me ajudou muito. Mas é isso.

BJJ Girls: Você viu o jiu-jitsu feminino do Rio dos anos 2000 e vê o de agora nos Estados Unidos. Na sua opinião, o que é o melhor dos dois mundos, da cultura brasileira e da cultura americana?

Fabiana: Cara, o jiu-jitsu nos anos 2000 era sobrevivência, não sei se vejo coisa boa nessa época. Acho que a coisa boa foram as muitas mulheres que sobreviveram, mas era sobrevivência, era você sobreviver à adversidade de uma academia suja, de não ter uma academia acolhedora. Acho que o melhor disso é que essa realidade nos fez resilientes, então diria que é o melhor daquela época. Eu sou apaixonada pelo jiu-jitsu que a gente tem hoje, mais abrangente, mais acolhedor, mais inclusivo. Vejo mulheres na minha academia e em outras que você talvez olhasse e dissesse que não treinariam, talvez são muito mais femininas, ou têm quatro, cinco filhos, marido, carreira, e não teriam tempo, mas porque as academias são mais acolhedoras e inclusivas, elas estão no tatame. Antigamente a gente treinava pra ser uma máquina de resultado. Hoje vejo mulheres treinando pra ganhar confiança, pra perder peso, pra fazer amizade, pro estresse do dia a dia. Então sou fã demais do que a gente vive agora e do jiu-jitsu que aprendi aqui nos Estados Unidos. Acredito que no Brasil está mudando muito também. Mas eu sou apaixonada pelo que a gente vive agora.

BJJ Girls: Hoje você está gestante e segue à frente das academias. Como tem sido viver o jiu-jitsu nessa fase, mais no papel de professora e líder do que de atleta?

Fabiana: Essa é uma fase nova pra mim. Como eu disse, passei por todas as etapas dentro do jiu-jitsu. E hoje estou com nove meses de gravidez e ainda dando aula. E mais uma vez eu vejo como o respeito é construído com as suas atitudes e com o legado que você construiu ao longo da carreira. Meus alunos me respeitam, aceitam que eu dou aula, e me respeitam no tatame por quem eu sou, e não porque eu bato neles ou treino duro com eles. Eles respeitam a minha história, o que construí no tatame, o que construí como líder. E hoje estou dando aula de boa. Claro, tenho um time maravilhoso que me ajuda a administrar as academias, e pretendo ficar um pouco fora do tatame pra curtir essa fase nova de ter um filho. Mas graças a Deus construí o time, o time está forte, o que me dá essa flexibilidade, esse privilégio de entrar numa fase nova de ser mãe. Espero voltar a competir, tem várias mulheres que me inspiram, que são mães, donas de academia e competem, então não está fora do meu radar. Mas eu competi desde os 11 anos, e acredito que 2024 foi minha última competição. Então quero viver essa fase sem pressa, sem ter que provar nada pra ninguém. E ser mãe, dar o melhor de mim, como sempre fiz em todas as fases da minha vida, como atleta, professora, dona de academia, líder. Quero ser a melhor mãe também e me dedicar a isso, sem pressa de voltar aos tatames, e voltar por mim, competir de novo por mim e não pra provar nada pra ninguém.

BJJ Girls: Pra menina que está começando agora, talvez vinda de uma realidade parecida com a tua lá em Cascadura, o que você diria?

Fabiana: Eu falaria pras meninas se prepararem, tanto no inglês quanto no jiu-jitsu, mas se prepararem pras oportunidades, porque Deus manda as oportunidades, mas às vezes a gente não está preparada, não está confiante, e perde uma por falta de preparo. Na vida, a preparação tem que estar alinhada com as oportunidades. E acreditar que dá pra viver do jiu-jitsu. Eu sou prova viva disso. Tem outras mulheres, outras meninas, que hoje vivem só disso. É um esporte que ainda está crescendo, crescendo muito, mas estejam bem preparadas. Dentro do tatame, aprendendo a dar aula, não só a competir, mas também a dar aula, e agarrem as oportunidades que a vida dá, não tenham medo de agarrar e de crescer com os aprendizados da vida. Às vezes a gente acredita que uma derrota, uma coisa que não aconteceu, é uma derrota, mas se você muda isso e vê como aprendizado, o crescimento é muito, muito maior.

Entrevista conduzida pela redação do BJJ Girls Mag.

Fabiana, máximo respeito por sua trajetória e por ajudar a abrir espaço para tantas outras mulheres dentro do jiu-jitsu. A equipe Bjj Girls Mag deseja a você vida longa e que você conquiste muito mais dentro desse esporte que muda vidas!

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