Conor McGregor visitou nesta semana a AOJ, academia dos irmãos Mendes em Costa Mesa, na Califórnia, e levou o filho pra treinar com Ace Mendes, filho do multicampeão mundial Gui Mendes. Páginas de mídia da modalidade, como o BJJ Cria, publicaram registros da visita, e o atleta da casa Cole Abate também postou fotos ao lado do irlandês. Nos comentários das publicações, seguidores recebem o ex-campeão do UFC com mensagens como “lenda” e “zerou o game”. A recepção, porém, não foi unânime: nas mesmas publicações, sobretudo no post de Abate, parte do público responde às homenagens relembrando os casos judiciais do lutador.
McGregor, hoje faixa preta de jiu-jitsu, acumula também um histórico de casos judiciais que atravessou os últimos oito anos. Abaixo, o registro de cada um, com o desfecho exato.
O caso Nikita Hand na Justiça da Irlanda
Em novembro de 2024, um júri da High Court de Dublin concluiu, em ação cível movida pela irlandesa Nikita Hand, que McGregor a estuprou num quarto de hotel em dezembro de 2018, e fixou indenização de 248 mil euros. O lutador recorreu duas vezes. A Corte de Apelação rejeitou todos os fundamentos do recurso, por unanimidade, em julho de 2025, e a Suprema Corte irlandesa negou a última tentativa em dezembro de 2025, encerrando o caso em definitivo. A conclusão do júri está mantida e não cabe mais recurso na Irlanda.
A responsabilização é da esfera cível. O Ministério Público irlandês não apresentou denúncia criminal pelo episódio, e foi Hand quem levou o caso à Justiça. McGregor negou a acusação em todas as fases do processo, afirmou que a relação foi consensual e classificou o veredito como injusto.
A condenação criminal por agressão em Dublin
Em abril de 2019, num pub de Dublin, McGregor deu um soco no rosto de um cliente que havia recusado uma dose do uísque da marca do lutador. Ele se declarou culpado, foi condenado por agressão e pagou multa de mil euros, além de compensação de valor não divulgado à vítima.
Em 2018, durante a semana do UFC 223 em Nova York, McGregor atacou com um carrinho de carga um ônibus que levava lutadores do evento, ferindo dois atletas. Declarou-se culpado de conduta desordeira e cumpriu acordo com serviço comunitário.
As acusações arquivadas ou encerradas
Dois outros casos de natureza sexual não passaram da fase de acusação. Na Córsega, em 2020, uma mulher acusou o lutador de tentativa de agressão sexual, e a promotoria de Bastia arquivou o caso em 2021 por falta de provas materiais. Em Miami, em 2023, uma executiva o acusou de agressão sexual num banheiro da arena do Miami Heat durante as finais da NBA. A promotoria da Flórida não apresentou denúncia, e a própria autora encerrou a ação cível em definitivo. McGregor negou as duas acusações.
Nota editorial
Esta matéria se baseia exclusivamente em decisões judiciais públicas e na cobertura da imprensa internacional, linkadas ao longo do texto. O BJJ Girls Mag, portal de comunicação e informação especializado em jiu-jitsu feminino, registra que Conor McGregor nega todas as acusações de natureza sexual aqui relatadas, que a responsabilização no caso Nikita Hand se deu na esfera cível e que, nos casos arquivados ou encerrados, o desfecho está informado no próprio texto.


