Sobre o BJJ Girls Mag
Dando voz, visibilidade e oportunidades ao jiu-jitsu feminino há mais de 10 anos.
O BJJ Girls Mag começou em outubro de 2015 como o primeiro portal dedicado exclusivamente ao jiu-jitsu feminino no Brasil. Dez anos depois, seguimos firmes, em dois idiomas, com um time enxuto e uma comunidade que não para de crescer.
Como tudo começou
Tudo começou antes do site, em 2014, quando entrei num grupo de WhatsApp do perfil Guerreiras BJJ. Foi ali que conheci a Pâmela e a Jéssica, e foi a minha primeira conexão com uma comunidade feminina de jiu-jitsu a nível Brasil. Pouco depois, a Pâmela criou a Sinistras BJJ e me convidou pra colaborar, e foi uma das minhas primeiras experiências como social media, numa época em que o Instagram ainda era “tudo mato” e a gente aprendia sobre conteúdo, hashtags e engajamento na prática.
Eu já tinha background em redação, WordPress e sites, e sentia que faltava um espaço só pro jiu-jitsu feminino. Me inspirei no BJJ Mag do Anderson Melo e no SheRolls.com, que hoje não existe mais, e assim nasceu a ideia.
A era das gestoras
Foi nesse período que a Mayara Munhos entrou pra história do BJJ Girls Mag. Ela escrevia pro EspnW, se envolveu tanto com a gente que acabou virando minha sócia, e juntas começamos a expandir o site e as redes sociais. A Carolina Lopes, que já era redatora, aos poucos também foi se envolvendo cada vez mais, virou social media do projeto e deu um passo gigante na produção de conteúdo educativo, reflexivo e em vídeo pro YouTube, ajudando muita mulher a se encontrar no jiu-jitsu.
Foi nessa fase que lançamos a mentoria Passando o Carro no Conteúdo e o primeiro e-book de marketing digital pra atletas de jiu-jitsu no Brasil. Fomos pioneiras em unir jiu-jitsu e marketing digital por aqui, um marco que inspirou outras iniciativas depois, além de eventos que uniram mulheres e apoiaram causas sociais.
Com o tempo, a Carol começou uma segunda faculdade (Educação Física), se afastou um pouco do jiu-jitsu e decidiu encerrar o ciclo dela aqui, mas o espaço dela fica sempre aberto, foi um período de muito aprendizado juntas.
Um modelo construído em comunidade
Na época eu já era redatora voluntária no site Ideia de Marketing e achei incrível o modelo que eles usavam, então resolvi replicar aqui, trazer gente do meio pra escrever e dividir as próprias histórias. No fim de cada mês, os textos mais lidos recebiam recompensas dos patrocinadores, camisetas, patches, brindes, uma forma simples de valorizar quem ajudava a construir o projeto.
A primeira leva de redatores foi inesquecível, Erika, Fernanda, David, Pamella, Sarah, Priscila e Fabiana, e um pouco depois vieram a Mayara e, em 2016, a Carol.
A era das gestoras
Foi nesse período que a May entrou pra história do BJJ Girls Mag. Ela escrevia pro EspnW, se envolveu tanto com a gente que acabou virando minha sócia, e juntas começamos a expandir o site e as redes sociais. A Carol também foi se envolvendo cada vez mais, virou social media do projeto e deu um passo gigante na produção de conteúdo educativo, reflexivo e em vídeo pro YouTube, ajudando muita mulher a se encontrar no jiu-jitsu.
Foi nessa fase que lançamos a mentoria Passando o Carro no Conteúdo e o primeiro e-book de marketing digital pra atletas de jiu-jitsu no Brasil. Fomos pioneiras em unir jiu-jitsu e marketing digital por aqui, um marco que inspirou outras iniciativas depois, além de eventos que uniram mulheres e apoiaram causas sociais.
Com o tempo, a Carol começou a faculdade de Educação Física, se afastou um pouco do jiu-jitsu e decidiu encerrar o ciclo dela aqui, mas o espaço dela fica sempre aberto, foi um período de muito aprendizado juntas.
O time hoje
Hoje o BJJ Girls Mag segue comigo e com a Jéssica do Jiu-Jitsu para Mulheres, que cuida da parte de mídia. Seguimos firmes, conectando e fortalecendo mulheres dentro e fora do tatame.
A história em 3 carrosséis no Instagram
Contamos os 10 anos em três partes, com fotos, nomes, marcos e muita história junto.
Nossas bandeiras
O BJJ Girls Mag tem posição clara sobre o que está em jogo quando a mulher entra numa academia.
Mulher em primeiro lugar. Todo conteúdo é pensado no bem-estar da mulher no tatame.
Sem espaço pra corpo mole. Apesar de sermos mulheres, é importante lembrar que o jiu-jitsu é um esporte onde é preciso treino duro, ou seja, vai ter lesão, dor, vitória e frustração, então aqui a gente fala a verdade, afinal, sem isso, fica difícil continuar treinando.
Comunidade. Prezamos sempre pelo jiu-jitsu que acontece nos bastidores, como por exemplo, naquela cidade pequena que tem algumas poucas professoras dando aula, nos eventos que estão crescendo, na mulher que está procurando um lugar seguro.
Representatividade. Mulher que chega na academia precisa ver outra mulher no tatame, no pódio, no comando da aula, na foto de capa, então fazemos o máximo pra que em todas as academias tenha pelo menos uma mulher pra receber outras, e mostrar isso é parte do trabalho.
O BJJ Girls Mag em números
Samanta Fonseca
Faixa preta há quase 3 anos e mais de 10 anos no jiu-jitsu. Moro em San Antonio, Texas, e dou aula pra mulheres e crianças numa academia da região, vendo de perto como o esporte transforma quem entra no tatame. Paralelo a isso, construí carreira em marketing digital, e isso me deu uma lente diferente: enxergo o jiu-jitsu como ferramenta de transformação, afinal, quem aguenta a pressão do treino, aguenta a pressão da vida lá fora também. Criei o BJJ Girls Mag em 2015 pra dar voz a quem não estava sendo vista, e hoje divido meu tempo entre treinar, ensinar e construir projetos que conectam esporte e comunicação.
Que venham mais 10 anos
Seja praticante de 6 meses, atleta de competição ou faixa preta de 15 anos, aqui é seu lugar. Segue, assina a newsletter, lê o blog, comenta, divide. Esse espaço é feito de todo mundo que está junto, afinal, é como chegamos até aqui, e é como a gente vai muito mais longe.