Professor de jiu-jitsu Anderson Ulysses, da Equipe Liga Oeste é alvo de registros policiais por crimes sexuais e violência doméstica

Boletins de ocorrência lavrados em três delegacias de São Paulo entre 2019 e 2024 apontam o professor de jiu-jitsu Anderson Ulysses Batista, de 43 anos, como autor em registros cujas naturezas incluem estupro, estupro de vulnerável, armazenamento de imagem de adolescente e violência doméstica. As vítimas nesses registros são duas mulheres da mesma família, e esta redação não as identifica.

Anúncio

Ele nega. Procurado pelo BJJ Girls Mag, respondeu no mesmo dia, em nome próprio e por escrito, apresentou sua versão do que chama de contexto, e afirmou que as acusações partem de uma tentativa de vingança da ex-mulher. Sua manifestação está publicada na íntegra ao final desta matéria.

Anderson consta na lista de professores graduados homologados de 2026 da Federação Paulista de Jiu-Jitsu, como faixa preta 1º grau vinculado à equipe Liga Oeste. No site da própria equipe, ele aparece como responsável pela academia UFT, Ullysses Fight Team, na zona leste da capital. Em email a esta redação, afirmou que dá aulas de jiu-jitsu e que essa é hoje sua única fonte de renda.

O que dizem os registros policiais

O registro mais recente foi lavrado em 16 de maio de 2024, na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, no centro de São Paulo. Traz duas naturezas, ambas como crime consumado: estupro, previsto no artigo 213 do Código Penal, e estupro de vulnerável, do artigo 217-A. A vítima é a enteada dele, hoje adulta. O documento delimita o período dos fatos entre 1º de maio de 2010 e 1º de maio de 2019, ou seja, do início da adolescência dela até os 17 anos.

No histórico, a autoridade policial registrou que a declarante narrou abusos ocorridos ao longo desse período, consignou que a ação penal para os crimes ali capitulados é pública incondicionada e que, portanto, não há como impedir o prosseguimento do feito. Também dispensou o exame de corpo de delito em razão do tempo decorrido e encaminhou o registro à delegacia da circunscrição dos fatos.

Um segundo registro, de setembro de 2019, na 8ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Mateus, tem como natureza o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, que trata de adquirir, possuir ou armazenar fotografia ou vídeo com conteúdo de cena de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente. A vítima é a mesma, então com 17 anos, e quem compareceu foi a mãe dela, na condição de representante legal.

Naquele documento, a autoridade policial escreveu entender presentes indícios suficientes de materialidade para a lavratura do boletim, e dispensou a oitiva da adolescente com fundamento na Lei 13.431/2017 e no Comunicado Conjunto 1948/2018, medida prevista justamente para evitar revitimização. Consta ainda pedido de medidas protetivas, com proibição de aproximação e de contato.

Sobre esse registro, Anderson afirma a esta redação que nunca tirou as fotos e que a denúncia foi arquivada por falta de provas. A redação não teve acesso ao andamento desse procedimento e não pôde confirmar nem descartar a informação, e por isso a registra como declaração dele.

Há ainda dois boletins por violência doméstica, ambos de 2019, tendo como vítima a então mulher dele. Um deles, lavrado em agosto na 8ª DDM de São Mateus, narra um episódio de fevereiro de 2017 em que ela teria sido empurrada contra a parede durante uma discussão e sofrido fratura de clavícula, com afastamento do trabalho por dois meses e meio. O documento registra requisição de exame de corpo de delito indireto e pedido de medidas protetivas. O outro, de 30 de agosto de 2019, no 69º Distrito Policial, registra desentendimento entre os dois.

Ele confirma o episódio da fratura e diz que foi condenado

Em sua manifestação, Anderson não nega o episódio da clavícula. Diz que estava sendo agredido pela então mulher enquanto segurava a filha do casal no colo, que a empurrou, que ela bateu na parede e caiu, e que a fratura foi constatada em atendimento médico.

Ele afirma ainda que foi julgado e condenado por esse fato, que não recebeu intimação e não teve oportunidade de se defender, e que solicitou à Defensoria Pública a revisão dessa condenação.

Esta redação não teve acesso à sentença. Existe uma ação penal decorrente de violência doméstica em que ele figura como réu, com audiências de instrução designadas em 2023 e 2024, e o processo corre sob segredo de justiça, o que impede a consulta pública ao seu conteúdo e ao seu andamento. Por essa razão, o número do processo, a vara e o juízo não são publicados, e a existência da condenação é registrada aqui como afirmação dele.

Sobre os fatos relatados pela enteada, situação distinta da anterior, não há, até esta publicação e até onde esta redação apurou, indiciamento pela autoridade policial, denúncia oferecida pelo Ministério Público ou condenação.

Onde ele atua

Além da homologação pela Federação Paulista de Jiu-Jitsu em 2026 e do registro no site da Liga Oeste como responsável pela UFT, Anderson atua como árbitro de artes marciais mistas.

Em novembro de 2020, uma reportagem da ESPN Brasil sobre erros de arbitragem em um evento de MMA amador em São Paulo atribuiu a ele, na condição de vice-presidente da Comissão Atlética Nacional de MMA, a CANMMA, o comunicado em que a entidade reconheceu falhas e afastou árbitros estagiários.

Em 25 de fevereiro de 2026, em publicação aberta ao público em seu perfil no Facebook, ele escreveu: “Na @canmmaoficial nós atuamos em todos os eventos com o mesmo profissionalismo. Ajustamos o cronograma com a identidade de cada evento. Temos a melhor equipe de arbitragem de MMA do Brasil”. A imagem que acompanha o texto o mostra ao lado de um ringue, falando a pessoas sentadas a uma mesa de arbitragem.

Questionado por esta redação em 9 de setembro de 2026, ele afirmou que não integra a CANMMA há cerca de um ano. A redação registra as três datas e não atribui a ele qualquer contradição, porque não teve acesso aos registros internos da entidade e porque a expressão usada por ele comporta mais de uma leitura.

O que diz a Liga Oeste

O BJJ Girls Mag procurou a equipe Liga Oeste em 8 e 9 de setembro, por email e por mensagem ao seu fundador, com pedido de manifestação sobre o vínculo atual dele com a equipe, sobre o conhecimento da existência dos registros e sobre eventual procedimento interno. A equipe respondeu por escrito na noite de 10 de setembro, e o posicionamento vai reproduzido abaixo na íntegra.

Prezada Redação,

Em atenção ao contato realizado e em respeito ao compromisso da Equipe Liga Oeste com a transparência e a responsabilidade institucional, prestamos os seguintes esclarecimentos.

A Liga Oeste, com 35 anos de atuação no ensino e desenvolvimento do Jiu-Jitsu na cidade de São Paulo, tem como princípios fundamentais a ética, o respeito, a integridade e a segurança de seus alunos, atletas, professores e colaboradores, repudiando veementemente qualquer forma de violência, inclusive violência doméstica ou sexual.

Em relação aos questionamentos apresentados acerca do professor Anderson Ulysses Batista, esclarecemos que os fatos mencionados dizem respeito a alegações relacionadas à esfera da vida privada e familiar do mesmo, não havendo, até o presente momento, qualquer notícia de que os fatos investigados tenham ocorrido nas dependências da Equipe Liga Oeste, no ambiente de treinamento ou no exercício de suas atividades como professor da equipe em sua academia própria.

Temos conhecimento de que os fatos estão sendo objeto de apuração pelas autoridades competentes, tendo o professor prestado os esclarecimentos solicitados no âmbito da investigação.

Nesse contexto, a Liga Oeste entende que não lhe cabe antecipar qualquer juízo acerca de fatos que ainda se encontram sob investigação, tampouco substituir as autoridades competentes na apuração de eventual responsabilidade. A entidade observará rigorosamente os princípios do devido processo legal, do contraditório e da presunção de inocência.

Por essa razão, neste momento, não será adotada qualquer medida disciplinar relacionada aos fatos mencionados, sem prejuízo de que a Liga Oeste permaneça atenta ao desenvolvimento da apuração e, caso surjam elementos concretos que tenham repercussão no âmbito institucional ou desportivo, sejam avaliadas as providências internas eventualmente cabíveis, de acordo com suas normas e com a legislação aplicável.

Reiteramos que a Liga Oeste não compactua com qualquer forma de violência ou abuso e que sua prioridade permanente é preservar um ambiente seguro, respeitoso e adequado à prática do Jiu-Jitsu.

Por fim, solicitamos que eventuais referências ao professor e à Equipe Liga Oeste observem o estágio atual da apuração, evitando-se a apresentação de alegações ainda não definitivamente apuradas como fatos incontroversos, especialmente diante dos possíveis impactos sobre a honra e a reputação das pessoas envolvidas.

A Equipe Liga Oeste permanece à disposição para prestar esclarecimentos exclusivamente relacionados à sua atuação institucional e desportiva.

Atenciosamente,

Equipe Liga Oeste

O que diz Anderson Ulysses Batista

O BJJ Girls Mag ofereceu a ele o direito de resposta previsto na Lei 13.188/2015 em 8 de setembro, por mensagem em rede social. Ele respondeu na manhã seguinte solicitando o envio por email, recebeu o documento completo e se manifestou quatro vezes no mesmo dia, em nome próprio, sem advogado.

As quatro manifestações vão reproduzidas abaixo na íntegra, com as supressões sinalizadas no texto. Foram retirados os nomes de pessoas que esta matéria não identifica e um trecho que descreve a intimidade de uma criança, porque o Estatuto da Criança e do Adolescente veda a divulgação de qualquer elemento que permita identificar criança ou adolescente, e essa vedação não é afastada por autorização de familiares. O trecho suprimido trata de um registro policial que esta matéria não aborda em nenhuma linha. Nenhum argumento dele sobre os fatos aqui publicados foi removido. A grafia e a pontuação originais foram mantidas.

Primeira manifestação, 9 de setembro, 11h

Boa tarde. Tentei fazer um resumo de tudo que está acontecendo, pois é muita informação e não posso deixar que fique fora do contexto:

O que vem acontecendo é o seguinte, fui casado com a (nome oculto), mãe da (nome oculto) por 10 anos, construímos uma família, uma casa e uma vida juntos. Quando a conheci, ela tinha dois filhos, a (nome suprimido) com 7 anos na época e o (nome suprimido) com 2 anos na época. Nos conhecemos em 2009 e assumi os filhos dela com se fossem meus, tanto que amigos em comum, nem sabiam que eles não eram meus filhos, de tanto que eu cuidava de ambos com amor e carinho, em 2013, tivemos nossa filha, (nome suprimido). Em maio de 2019, nosso casamento deu uma reviravolta, comecei a desconfiar que a (nome suprimido) estava me traindo, não tinha provas, mas tudo indicava que sim. Em certo momento ela pediu a separação, como eu a amava, insisti, dizia que tínhamos uma família e que não podíamos terminar assim, foram meses de sofrimento.

No início do mês de agosto de 2019, depois de muito sofrimento, resolvemos nos separar, na época eu tinha uma academia de jiu jitsu e resolvi que iria me mudar para lá. No dia 9 de agosto de 2019, já estava tudo combinado, eu já havia levado minhas coisas para a academia e iria dormir fora da minha casa pela primeira vez. No fim da tarde daquele dia, recebi uma mensagem da (nome suprimido), no celular. Ela disse: “Pai, a mãe mandou mensagem e disse que está em uma operação e que vai dormir fora de casa”. Aquela mensagem acabou comigo, a primeira noite que eu iria dormir fora de casa e ela já estava fazendo isso? Infelizmente eu ainda a amava e tinha esperança de que fossemos ficar juntos. Tive uma atitude errada e agindo por emoção fiquei esperando ela escondido no batalhão que ela trabalhava. Por volta de umas 22h30 o pelotão dela voltou para o batalhão e eu continuei esperando, cerca de uma hora depois ela saiu junto com outro policial, mas ao invés de ir para a moto dela que estava estacionada, seguiu em direção aos fundos do estacionamento e entrou no carro desse policial, eu perdi meu chão naquele momento e fui em direção ao carro, assim que ela me viu, saiu de dentro do carro e começou a gritar comigo, eu disse apenas que não merecia aquilo e o policial que estava com ela, ligou o carro e saiu do local. No momento eu virei para ela e disse: Eu levaria um tiro por você e olha o que seu amante fez, largou você aqui.

De repente apareceram vários policiais que trabalhavam com ela, me abordaram para verificar o que estava acontecendo, disseram que um policial passou na porta do batalhão e disse que tinha um casal brigando no fundo do estacionamento, fomos para dentro do batalhão e ao perguntarem o que estava acontecendo eu disse que éramos casados e que eu a segui e encontrei ela dentro do carro de outro policial (hoje eu entendo que não devia ter feito isso, mas no dia eu ainda a amava).

Para resumir, todo mundo ficou sabendo que ela estava me traindo, nessa época ela estava fazendo curso para ser sargento da PM e ficou muito mal falada, como tenho contato com muitos policiais, fiquei sabendo que a história ficou famosa e, hoje sei que ela deve ter sofrido muito. Enfim, a mãe da (nome suprimido), vem tentando fazer de tudo para acabar com a minha imagem. No dia seguinte ao ocorrido ela já pediu uma medida protetiva que foi negada, pois eu não a ameacei, não fiz nada. Em seguida, ela voltou a delegacia e abriu um BO de agressão, disse que apanhava de mim quando éramos casados, porém ela sempre foi muito agressiva e tenho várias testemunhas disso, ela disse que certa vez eu a agredi e quebrei sua clavícula, quando fui ouvido, dei minha versão e disse que no dia, não lembrava o motivo, pois ela sempre foi muito agressiva, estava com a minha filha no colo e sendo agredido por ela, em certo momento a empurrei e bateu na parede e caiu, achei que ela estava fingindo, mas quando percebi que ela sentia dor, fomos ao OS e foi constatado que ela havia fraturado a clavícula. Fui julgado e condenado por isso, sem nem ao menos ter tido direito a defesa, não recebi intimação nenhuma, nada, inclusive tenho um pedido na Defensoria pública para revisão dessa condenação.

A mãe da (nome suprimido) percebendo que não conseguia o que queria com essas denuncias, continuou infernizando minha vida, foi na porta da academia me intimidar armada, nesse dia inclusive eu liguei 190 e chamei uma viatura pedindo que tirassem ela do local. Logo depois ela registrou outro BO dizendo que “encontrou” fotos que eu tirei da (nome suprimido), porém nunca tirei tais fotos e por falta de provas essa denuncia foi arquivada, foi uma tentativa seguida da outra. (trecho suprimido por descrever a intimidade de uma criança e por se referir a registro policial que esta matéria não aborda, nos termos dos artigos 17, 18 e 143 do Estatuto da Criança e do Adolescente)

Tenho certeza que ela “fez a cabeça” da (nome suprimido) e agora, depois de tantos anos, resolveram me denunciar por abuso sexual. Qualquer cego vê que é mais uma tentativa de me prejudicar, porque essa denúncia não foi feita antes? A mãe da (nome suprimido) é policial, o pai dela é policial, a vó dela é policial civil, não é possível que se realmente tivesse ocorrido alguma coisa, ela não teria falado nada para nenhum deles. Eu cuidei dessa menina com todo amor e carinho, como um pai e hoje estou passando por isso. Por esse monte de mentiras e sujeiras. Quem pega essas informações fora de contexto, acha que sou um monstro, mas se você vê tudo que está acontecendo desde 2019, vê que tudo não passa de mentira, de várias tentativas de vingança da mãe dela.

Sobre as pesquisas que vocês fizeram, não faço parte da CANMMA há quase um ano, tenho sim meus registros nas federações, pois gosto de fazer tudo certo, infelizmente, a mãe da (nome suprimido) e ela estão pegando carona nesses casos que surgiram e estão tentando mais uma vez denegrir minha imagem.

Infelizmente, mesmo provando minha inocência, ninguém vai lembrar disso, pois o que vale é a mentira.

Segunda manifestação, 9 de setembro, 11h24

Complementando esse e-mail, atualmente estou desempregado a minha única renda vem das aulas de Jiu jitsu, como elas viram quem não conseguiram me atingir, fizeram contato com vocês, pois assim, conseguem pelo menos colocar uma dúvida na cabeça dos meus alunos, tirando o resto que eu tenho e assim, não vou conseguir pagar pensão e aí serei preso, porque não tem nada para me incriminar, além de boletins de ocorrência que qualquer um pode fazer.

Terceira manifestação, 9 de setembro, 11h53

Sobre essa acusação eu simplesmente nego, não exite nenhuma prova! Ela está fazendo isso por influência da mãe, com a intenção de me atingir de alguma forma. Ela simplesmente me acusou, sem qualquer tipo de provas, fazendo isso anos depois. Apenas com a intenção de se vingar pela sua mãe. E entrou em contato com vocês se aproveitando de um assunto que atrai mídia para tentar manchar minha imagem. Estou em contato com meu advogado para que ela possa responder também por essas mentiras.

Quarta manifestação, 9 de setembro, 11h59

E, só pra constar, acho um absurdo e falta de respeito, vocês postarem algo, sem nenhum tipo de provas, apenas com base nas palavras de alguém. Não houve julgamento, nem condenação nenhuma. Uma postagem assim, acaba com a imagem de qualquer pessoa e, depois mesmo com prova de inocência, a informação já foi jogada e não tem mais como voltar voltar ao normal.

Nota da redação

Esta matéria não afirma que Anderson Ulysses Batista cometeu os crimes cujas naturezas constam dos boletins de ocorrência descritos acima. Ela registra que os registros existem, o que está escrito neles, em que estágio cada um se encontra até onde foi possível apurar, e o que ele responde a respeito. Ele é tratado como investigado do começo ao fim, porque é isso que ele é.

Ele levantou, na quarta manifestação, a objeção mais séria que se pode fazer a um texto como este. Disse que uma publicação assim destrói a imagem de qualquer pessoa, e que a informação não volta atrás nem quando vem prova de inocência. A redação considera essa objeção legítima, e a resposta a ela está na forma como o texto foi construído. Nenhuma linha aqui declara culpa, o estágio de cada procedimento está dito com todas as letras, as quatro manifestações dele foram publicadas na íntegra possível, e o que a redação não conseguiu verificar foi apresentado como declaração de parte, e não como fato.

O critério para publicar com o nome dele é o interesse público, e ele é objetivo neste caso. Anderson ensina jiu-jitsu com homologação de uma federação estadual, consta como responsável por uma academia própria no site da equipe a que se vincula, e atua na arbitragem de eventos de artes marciais. São atividades exercidas sobre pessoas, muitas delas jovens, num ambiente de contato físico e de relação de autoridade. Os fatos narrados no registro de 2024 teriam começado quando a vítima era adolescente e vivia na mesma casa que ele.

A manifestação da Liga Oeste, reproduzida na íntegra acima, trata do vínculo do professor com a equipe, do local dos fatos e dos princípios institucionais da entidade. Como é possível observar, ela não menciona a vítima, não registra oferta de apoio a ela e não trata de afastamento cautelar do professor enquanto a apuração corre. Esta redação registra a resposta como ela foi enviada, e a equipe segue com espaço aberto para complementar o que entender necessário.

A Liga Oeste pediu que eventuais referências observassem o estágio atual da apuração, e que alegações ainda não apuradas não fossem apresentadas como fatos incontroversos. O pedido é pertinente e foi seguido.

O BJJ Girls Mag acompanha o caso. Esta matéria será atualizada, com o mesmo destaque, se houver indiciamento, denúncia do Ministério Público, arquivamento, decisão judicial ou nova manifestação de qualquer das partes, inclusive de advogado constituído por ele. O canal para isso é bjjgirlsmag@gmail.com.

O BJJ Girls Mag é um portal de comunicação e informação especializado em jiu-jitsu feminino. Esta é uma apuração editorial, e não substitui investigação policial nem processo judicial, que correm nas instâncias próprias.

Receba conteúdo exclusivo sobre jiu-jitsu feminino!
Dicas, entrevistas e novidades direto no seu email. Grátis.

Não se preocupe, nunca enviamos spam

Posts relacionados