Mais um caso de assédio envolvendo professor de jiu-jitsu em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, vem à tona. O alvo da denúncia é o faixa-preta brasileiro Carlos Henrique Cardoso de Brito, que tinha como aluna uma adolescente de 12 anos na época em que iniciou a troca de mensagens analisadas pelo BJJ Girls Mag.
As conversas, em poder da redação e cuja autenticidade foi verificada com fontes confiáveis, mostram padrão clássico de aliciamento sexual de menor de idade. Pela legislação brasileira, manter relação ou conduzir comportamento de natureza sexual com pessoa menor de 14 anos é crime de estupro de vulnerável (Código Penal, Art. 217-A), com pena de 8 a 15 anos em regime fechado.
Atualização — 8 de maio de 2026
Em 8 de maio, o advogado do acusado, Mateus Magalhães (OAB/RS 136.498), enviou notificação extrajudicial à redação manifestando preocupação com a publicação. A redação reitera que toda manifestação formal do acusado, ou de seu representante legal, será incorporada à matéria com a devida atribuição.
O padrão das mensagens
As mensagens revisadas mostram comportamento manipulativo e sexualmente inapropriado por parte do professor. Carlos Brito pedia explicitamente que a adolescente mantivesse segredo dos pais e das amigas sobre o conteúdo das conversas. Em outros momentos, fazia comentários sexualmente carregados disfarçados de comentários sobre treino, pedia fotos pessoais e enviava mensagens noturnas requisitando conteúdo para “manter-se acordado”.

O que sabemos sobre o paradeiro
Fontes confiáveis confirmaram ao BJJ Girls Mag que Carlos Brito foi desligado da Palms Sports e já deixou os Emirados Árabes Unidos. As mesmas fontes indicam que ele teria voltado ao Brasil e estaria atualmente em Teresópolis, no Rio de Janeiro. A redação não conseguiu confirmar oficialmente o motivo do desligamento até o fechamento desta edição.
Os pais da adolescente registraram queixa formal sobre o caso. Como o acusado já não está nos Emirados, o avanço da investigação local fica condicionado à cooperação internacional ou ao registro de queixa em jurisdição brasileira.
Tentativas de contato e direito de resposta
Antes da publicação, BJJ Girls Mag procurou diretamente as partes envolvidas para garantir o contraditório:
- Carlos Henrique Cardoso de Brito não pôde ser localizado para se manifestar. O acusado teve seus perfis públicos em redes sociais desativados e seu número de contato não foi possível obter por canais públicos.
- Os pais da vítima foram contatados pela redação e não responderam até o fechamento desta edição.
- Palms Sports, organização nos Emirados Árabes onde Carlos Brito atuava como professor, foi procurada pela redação e não respondeu até o fechamento desta edição.
A matéria permanece aberta para atualização. Caso o acusado, a Palms Sports, a família da vítima ou qualquer pessoa com informações relevantes sobre o caso queira se manifestar, a redação está disponível pelo email bjjgirlsmag@gmail.com. Toda manifestação será analisada e, sendo o caso, incorporada à matéria com a devida atribuição.
Segundo caso em sequência
Esta é a segunda denúncia consecutiva envolvendo professores de jiu-jitsu em ambiente esportivo dos Emirados Árabes Unidos. Em abril de 2026, o BJJ Girls Mag publicou ampla cobertura sobre o caso de André Luís Siqueira Pinheiro, conhecido como “André Motoca”, também faixa-preta brasileiro condenado pela Justiça de São Paulo por estupro de vulnerável e que se encontra foragido nos Emirados Árabes.
O padrão recorrente de casos envolvendo professores brasileiros em organizações esportivas no exterior tem chamado atenção da comunidade do jiu-jitsu feminino e levantado discussões sobre controle de antecedentes e mecanismos de proteção a alunas em academias.
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