Paolla Oliveira e o jiu-jitsu na TV


Esta semana a atriz Paolla Oliveira, estreou na nova novela das nove em um canal aberto de televisão, sua personagem é uma policial e praticante de artes marciais, que também treina jiu-jitsu. Muito se falou a respeito dos treinos e de toda a preparação da atriz, e mesmo com críticas e elogios, avançamos mais alguns degraus e é tempo de comemorar!
Ter o jiu-jitsu em uma novela de horário nobre é uma grande responsabilidade e também uma conquista para o esporte. O jiu-jitsu precisa ser comercial nesse sentido para crescer, e também para que, você que treina, seja visto e reconhecido. Isso aumenta o interesse do público e proporciona avanços para um esporte há tanto tempo marginalizado. As pessoas precisam conhecer o jiu-jitsu! E a televisão é um excelente lugar para isso acontecer.
Os pais precisam saber que seus filhos não vão chegar em casa seriamente lesionados quando começarem a treinar, que não vão brigar na rua ou na escola, situações pontuais podem acontecer como em qualquer outra modalidade, mas que serão respeitados de acordo com suas dificuldades, e categorias de peso nas lutas. Isso é fundamental para que o jiu-jitsu se destaque quanto esporte, principalmente aumentando o número de praticantes, o que aumenta o número de atletas, automaticamente mais pessoas vão querer investir em premiação, patrocínios, aumentando a venda de kimonos, incentivando o aparecimento de novas marcas e modelos, ou seja, é um efeito em cadeia, que pode beneficiar quem quiser seguir essa carreira, que pra muitos é uma profissão.
Mais escolas especializadas podem se abrir, dando oportunidade a tantos professores que, dedicaram toda sua vida ao jiu jitsu e muitas vezes precisam deixar suas famílias e se mudarem para outros países, em nome de um sonho e de uma vida melhor.
É isso que essa visibilidade em rede nacional pode trazer.
Precisamos estar preparados
Atrelado a esses e outros benefícios, vêm as responsabilidades. E as equipes tem que ter essa consciência, preservando valores como humildade, amizade, e respeitando a individualidade de cada um. Não dando ênfase e prioridade apenas para os atletas ou para os alunos que você julga estar mais interessado. A individualidade e prioridades de cada um deve ser olhada mais de perto. Não podemos querer um alto rendimento de pessoas que estão ali por Hobby. É como no futebol, mesmo não sendo um astro, você pode jogar sua ” bolinha” nos fins de semana e ser respeitado por isso.
Ajude a propagar a arte suave
Convide seus amigos, vizinhos e pessoas próximas a você para conhecer a academia onde você treina, aproveite a curiosidade que a novela despertará nas pessoas e plante a semente do interesse, ao inves de dizer: ” o jiu jitsu não serve  para você”.
Não subestime as pessoas
Um erro comum que cometemos é subestimar as pessoas quanto à sua capacidade, flexibilidade, e disposição para encarar os desafios. Nao possuímos as mesmas características físicas e Psicológicas, e não há uma regra de biotipos a ser seguida no jiu-jitsu, e o que foi difícil pra você, pode ser fácil para o outro. Não é porque você demorou anos para fazer um armlock com perfeição, que isso tem que ser uma dificuldade para todos que chegarem.
Com a desmistificação do jiu-jitsu, pessoas novas vão aparecer para treinar no seu tatame, e pode ser que essas pessoas só consigam fazer um “rola”, pode ser que estejam procurando um lugar para ser acolhido e fazer amigos, podem estar apenas passando o tempo, e pode ser que essa pessoa queira ser um atleta e motive você.
Vamos aproveitar esse nova fase do esporte, e parar de dizer que o jiu-jitsu para todos é um desserviço para o esporte, porque não é! E ele também pode ser pra você.
Oss.

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