Atleta da Semana – Isabelle Pelim


Fala, galera! Hoje batemos um papo com a Isabelle Pelim, faixa roxa do Demian Maia, de Marília – SP.
Ela contou pra gente como começou a treinar, sua rotina de treinos, dificuldades e mais. Confira!

Como conheceu o jiu-jitsu e há quanto tempo treina?

Eu conheci o Jiu-Jitsu mais ou menos no final de 2014, fazia Arquitetura e Urbanismo e via nas redes sociais que um amigo meu da faculdade treinava e achei legal, perguntei pra ele se poderia fazer um treino pra conhecer, mas mesmo assim demorei um pouquinho pra ir. Aí nas férias da faculdade eu resolvi ir fazer um treino e acabei me apaixonando. Faz quase 6 anos que treino, porém precisei ficar um ano parada por conta do TCC.

Como é a sua rotina de treinos? (contando jiu-jitsu e atividades extras, como preparação ou
musculação e alimentação também)

Minha preparação física é feita de segunda a sábado, sendo que 3 vezes na semana eu treino com meu personal Luan Machioni na academia e o restante dos dias os treinos são feitos em casa. Tenho treinos de Jiu-Jitsu de segunda a sexta, sendo 1 a 2 vezes por dia, e de terça e quinta são treinos focados para competição.

Atualmente as terças e quintas eu comando uma das aulas de Jiu-Jitsu kids e juvenil da minha equipe.

Quem cuida da minha alimentação é minha nutricionista Thaís Alves. Minha dieta somente é bem restrita próximo às competições, mas procuro sempre manter uma dieta balanceada para que não precise perder muito peso próximo das minhas lutas.

Além de ser atleta, eu trabalho atualmente como gerente de faturamento em uma empresa de transporte de produtos alimentícios e faço vídeos para o meu canal no YouTube.

Quais são as principais dificuldades no esporte e na carreira de atleta?

Minha maior dificuldade é viver do esporte, ou seja, conciliar os treinos com o trabalho. Minha carga horária de trabalho é alta, por este motivo muitas vezes não consigo me dedicar aos treinos como eu queria.

Já sofreu por causa do machismo no esporte?

Um pouco, acredito que todas nós mulheres já passamos por situações nas quais os homens não querem lutar com a gente por acharem que somos fracas, ou até mesmo quando lutam, agem fazendo pouco caso.

Apesar dessas situações incomodarem, eu estou lá pra treinar, independente do que seja, eu vou lutar normal, do faixa branca ao faixa preta, do mais leve ao mais pesado, do homem até a mulher. Eu não escolho adversário, eu estou ali pra lutar.

Quais os benefícios que o jiu-jitsu trouxe para a sua vida?

Acredito que foram diversos benefícios, tanto físicos quando psicológicos. Porém, acredito que o maior benefício que o Jiu-Jitsu trouxe para mim foi o controle das minhas emoções.

Sempre fui uma pessoa muito estourada e agressiva, e após um certo tempo lutando, pude perceber que assim como no jiu-jitsu eu controlava as situações, na vida eu também estava fazendo o mesmo.

Qual o estilo de jogo que mais gosta e qual sua finalização preferida?

Eu sou passadora, mas gosto dos dois tipos de jogo. Quando comecei a treinar, uma das minhas maiores fraquezas era jogar como guardeira, e de tanto treinar minhas dificuldades, me sinto confortável em qualquer posição, porém se eu tiver que escolher uma posição que eu me sinta mais favorável, será como passadora.

Eu não tenho uma única finalização favorita, gosto de estrangulamento, principalmente os de lapela.

Quais os seus principais títulos?

Bi campeã Copa Xtreme

Multi campeã do CIJJ, entre outros títulos.

Quem são seus/suas maiores inspirações no esporte?

Eu me inspiro muito na Bia Basílio, no Micael Galvão, Leandro Lo, Raul Basílio, Letícia Cardoso, Michelle Nicolini, entre outros.

Como você está se adaptando nessa quarentena?

Recentemente adquiri uns equipamentos pra treinar, pois acredito que essa fase de quarentena vai durar um longo período ainda. Faço treinos diariamente, corro, ou faço uma caminhada de leve, estou em conjunto com personal e nutricionista pra minimizar os efeitos que essa crise vai provocar, e estou mantendo o plano, não estou treinando com a mesma intensidade que antes, pra que não haja desgaste físico nem emocional, mas faço treinos diários focados em manutenção de massa magra e perda de gordura.

Deixe um recado pra quem tá começando e deseja seguir carreira, como você

Não desista, será um caminho bem difícil, ser atleta no Brasil é difícil, muitas vezes nós pensamos em abandonar tudo, mas no final todo esforço compensa. E outra coisa, se você quer ser atleta, seja 100% atleta, da hora que você acorda até a hora que você dorme. Durma como atleta, viva como atleta, coma como atleta, treine como atleta… pode ter certeza que essa é a receita do sucesso. Querer e acreditar é o primeiro passo.

 

Muito obrigada pela entrevista, Belle! Desejamos muito sucesso em sua jornada. Oss!


Gostou? Compartilhe com seus amigos!

0

Qual sua reação

Curtir Curtir
1
Curtir
Amei Amei
2
Amei
Haha Haha
0
Haha
uau uau
0
uau
Triste Triste
0
Triste
Grr Grr
0
Grr

Comments 0

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Atleta da Semana – Isabelle Pelim

log in

reset password

Voltar para
log in