Representatividade feminina nos campeonatos

Foto: @areadeluta

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Atualmente, o número de mulheres frequentando academias de jiu-jitsu aumentou significativamente. Mesmo encarando o cansaço devido ao trabalho, faculdade, filhos, muitas mulheres criam um tempo no dia para se dedicar à arte suave. Muitas vezes esse momento é o único onde se pode extravasar o estresse do cotidiano e ainda por cima se exercitar. E isso é uma combinação perfeita para a mulher moderna que exerce inúmeras tarefas em sua rotina.

Mas mesmo com toda essa quantidade de praticantes nas academias, ainda se vê poucas mulheres nas áreas de luta quando comparamos à quantidade de homens. Claro que eles ainda são maioria nas escolas, tanto como alunos quanto como professores. Porém, nos campeonatos a quantidade de competidoras e, por que não, árbitras também, poderia ser maior.

Para participar de um campeonato regional o custo não é tão alto quando existe a possibilidade de organização financeira. Sem contar que esses eventos ocorrem em sua maioria nos finais de semana e a pessoa pode tirar para se testar, sair da zona de conforto, enfrentar bloqueios internos como o nervosismo, a ansiedade e o medo. Infelizmente, o fato é que muitas mulheres acabam desistindo de lutar campeonatos por nunca haver outra mulher na mesma categoria.

Claro que competir não é pra todo mundo: é uma pressão lidar com a ansiedade antes do dia do campeonato e querendo ou não a pessoa está se colocando à prova. Mas se evolui muito com todo esse processo. O treino se torna diferente, a auto cobrança aumenta. Depois da luta, é importante analisar cada detalhe e perceber onde foram cometidos os erros e os acertos, mesmo quando se perde. E se vem a vitória, ainda volta repleta de alegria para casa. Na verdade, a luta em si é muito rápida; o processo pré e pós campeonato é que mexe com a pessoa.

Mas voltando à representatividade feminina nos ginásios, quanto mais mulheres nos campeonatos lutando ou arbitrando, mais mulheres se inspiram a fazer o mesmo. Afinal, representatividade é isso. É sobre representar um grupo.

No momento em que diferentes tipos de mulheres lutam, maior a quantidade e diversidade de mulheres inspiradas. Quanto mais inscritas nas diferentes categorias, maior a representatividade. Seja na juvenil, na adulto, na master, seja na galo, médio ou super pesado. Sejam mães, avós ou portadoras de deficiência. O que importa é representar!

Outro fator importante é sobre apoiar as competidoras, seja ajudando nos treinos, seja estando ao lado na hora da luta, ou apenas incentivando com palavras. As mulheres foram ensinadas por muito tempo a competirem entre si e agora, mais do que nunca, é hora de saber que se pode competir sim, mas que seja apenas na área de luta. E isso exige atitude positiva e ética no tatame e na vida.

O respeito, a humildade e o apoio devem prevalecer até mesmo com as adversárias, para que assim o jiu-jitsu feminino cresça com mais rapidez e força.

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