Professores de jiu-jitsu: transformadores de vidas


Dia 15 de outubro se comemora o dia do professor, uma profissão muto importante e de uma grande responsabilidade.

No jiu-jitsu esse dia também é importante, o mestre é aquele em que nos espelhamos e passa o que sabe sempre da melhor forma.

Cada dia que passa, as mulheres estão cada vez mais tomando conta dos tatames e guiando as suas próprias turmas. A Tatiana Peev, faixa marrom de 42 anos, da equipe Vassouras Bjj é uma das sinistras que se dedica a ensinar dentro da arte suave.

A Tati abriu o seu próprio CT junto com o seu marido em 2014. Desde a faixa azul ela sempre ajustou algumas posições por causa do seu peso e ensinava aos colegas algumas técnicas. Assim foi pegando o gosto por passar conhecimento.

Junto com a faixa roxa veio a oportunidade de abrir a sua própria turma de jiu-jitsu feminino, mas no segundo mês de aula a turma foi se transformando em mista.

Dificuldade e preconceito

A dificuldade da faixa marrom nunca foi em dar aula, mas com o tempo foi percebendo que para ser professora a sua resposta tem que sempre passar credibilidade.

Existe a necessidade e comprometimento de se atualizar, com seminários, aulas e participando ativamente desse mundo do jiu-jitsu.

Ela já passou por situações de preconceito, por exemplo, alguns alunos optando por horário que um homem esteja dando aula. Mas depois de conhecerem a casca grossa, isso logo muda. Porém, alguns homens ainda preferem só ter aula com outro homem.

Muitos comentários machistas também já foram feitos, mas hoje isso não acontece mais, não dentro da sua equipe.

Inspiração

Como todos os professores, a Tati serve de inspiração para muito dos seus alunos, e com eles, sempre aprende a se tornar uma pessoa melhor.

“Mudei bastante como pessoa. Aprendi e ainda aprendo a ser mais paciente e compreender cada ser humano que passa por mim.”

Ela tem certeza que está fazendo a diferença quando vê uma mulher recuperando a sua autoestima, confiança e força. Ou uma criança se preocupando com a prática do esporte em vez de ficarem só nos celulares.

Ser professor é uma troca de carinho, ensinamento e ajuda. O tatame se torna uma segunda família para todos que estão dentro dele e envolve o professor dentro do mundo dos alunos.

Projeto Social

No ano de 2017 a Tati deu inicio ao Projeto Social T3. O impulso foi dado por querer melhorar a vida das crianças e adolescentes da sua região, tirar dos celulares, das drogas e da violência doméstica.

O projeto começou com 120 crianças em aulas de karatê e jiu-jitsu. A maioria das crianças ainda continuam no projeto, e participam de competições oficiais e não oficiais com o auxílio dos recursos próprios do projeto.

“O jiu-jitsu mudou minha vida e eu pretendo também por meio dele mudar a das pessoas a minha volta.”

Para Tati, ser professora é gratificante. Por cada passo e degraus que seus alunos conquistam, cada movimento que acerta, cada briga na rua que foi evitada, cada medalha, cada abraço, cada aprendizado, cada conversa e choro.

Não tem coisa melhor para ela em saber que ali tem pessoas que confiam o seu corpo, sua saúde e sua mente por 60 minutos por dia e que nesse tempo ela está fazendo toda a diferença na vida deles.

E para encerrar o texto de hoje, um grande obrigado a cada professor que tem a coragem, paciência e dedicação para mudar vidas.

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