Eles por elas


Jiujiteiros, apoiem suas companheiras de treino!

Não seja o jiujiteiro que:

  1. Não admite ser finalizado por mulher.
  1. Não quer que a namorada treine com homem.
  1. Questiona  Exalta a capacidade daquela menina que é mais graduada que você.
  1. Manda xaveco furado no inbox Elogia o jogo da companheira de treino.
  1. Acha natural Reprova premiações maiores para homens que mulheres nos campeonatos.
  1. Inventa Não dá desculpas quando toma atraso de mulher no treino.
  1. Isola Integra as mulheres no treino.
  1. Subestima Respeita a companheira de treino e a ajuda fica fazendo pouco caso enquanto rola com ela.
  1. Faz Abomina comentários depreciativos do tipo: “Até fulana faz melhor que você” ou “Tá parecendo mulherzinha”.
  1. Não liga para Prestigia as lutas femininas em um campeonato, especialmente nas faixas mais baixas.

Não, não seja este jiujiteiro. Pelo contrário, seja aquele que apoia e, principalmente, estimule a mudança de visão dos seus pares.

Em cinco anos de jiu-jitsu, já tive o desprazer de experimentar ou presenciar cada uma destas dez situações acima. Não uma, mas várias vezes. E olha que aqui nem desfiamos todo o rosário, né? Muito menos de situações mais complicadas já discutidas.

Quando olhamos para situações como essas, fica fácil entender que existem barreiras de gênero no esporte. Quem nunca pisou no tatame na vida tem que ter peito para entrar e encarar um ambiente essencialmente masculino. Quem prossegue tem que persistir para não desanimar.

Um movimento lançado globalmente pela ONU em 2014 chamado “He for She” estimula justamente a remoção destas barreiras ao convidar os homens a saírem da omissão e a reconhecerem o papel fundamental que eles têm como parceiros do desenvolvimento feminino.

Alô, marcas: não seria incrível ter uma personalidade do jiu-jitsu personificando o movimento nos tatames?

Em um esporte que nasceu masculino, em que a própria Kyra Graciejá contou o quanto teve que suar para convencer sua família, o movimento é mais que necessário nos tatames: homens e mulheres, juntos, comprometidos na construção de um esporte saudável e igualitário.

Se você, jiujiteiro, não se viu em nenhuma destas dez situações tão rotineiras – maravilha, já está um passo a frente. Mas não seja omisso quando vir outro jiujiteiro se comportando dessa forma. O silêncio é apoio velado. Também não faça pouco caso. Seja aquele cara que, em vez de ficar impassível diante de uma dessas situações, chega para o companheiro de treino e diz: “Meu irmão, não é por aí.”

Somos umas poucas mulheres e, em contrapartida, são muitos os homens que poderiam estar ao nosso lado para incentivar, ativamente, a adesão e a permanência feminina no esporte. E no fim do dia, fortalecê-lo, que é o desejo de todos nós. Uma por todos. Todos por uma.

Afinal, já dizia Gandhi: “In a gentle way, you can shake the world“.

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