Jiu-Jitsu VS Huka-Huka: a luta corporal indígena


No dia 4 de outubro, aqui no Brasil é comemorado o Dia da Natureza. Pensando nesta importância com o meio ambiente, gostaria de abordar esta incrível luta tradicional brasileira dos povos indígenas do Xingu, o Huka-Huka. Uma arte marcial brasileira, pouco conhecida, dos povos indígenas que estão situados no estado do Mato Grosso, é uma das modalidades de luta corporal de demonstração dos Jogos dos Povos Indígenas, competição esportiva criada em 1996.

Se considerarmos alguns registros antropológicos nos quais revelaram presença de nativos organizados em tribos anteriores a 5.000 a.c., bem antes do descobrimento do Brasil, seguramente podemos afirmar que as Lutas Corporais Indígenas são as mais antigas praticadas em solo brasileiro.

Na atualidade, são realizadas por homens e mulheres, e estão inseridas na cultura de diversos povos como os xinguanos, Bakairi e os Xavante, os quais realizam a luta denominada “Huka-Huka”. Ao contrário da arte suave, as lutas iniciam-se com os atletas ajoelhados. Ela começa quando o dono da luta, um homem chefe, caminha até o centro da arena de luta e chama os adversários pelo nome. Os lutadores giram e agarram-se, onde a finalidade é levar seu oponente ao chão.

Os lutadores e lutadoras possuem muita técnica e força e por este motivo o Huka-Huka tem sido introduzido, em caráter experimental, na formação de policiais militares do Estado de São Paulo, aqui no Brasil. A ligação do Huka-Huka com o Jiu-jitsu está relacionada às mulheres, essa luta corporal indígena a alguns anos era praticada somente por homens. Esta prática era realizada no ritual do “Quarup” (ritual de homenagem aos mortos ilustres, celebrado por estes povos indígenas).

Hoje esta luta também é praticada por mulheres, mas deve respeitar os dias do ritual, podendo acontecer somente fora dele. Podemos aqui correlacionar este ganho feminino à arte suave, mas os principais fatores que a luta indígena trouxe as mulheres deste povo são: o próprio fato de poderem lutar igualmente aos homens, a troca de experiências entre elas, pois lutar com povos diferentes trouxe maior interação, a independência das mulheres indígenas através deste intercâmbio destes jogos olímpicos, pois acredite é através daqui que saem novas ideias para o fortalecimento das mulheres indígenas.

A luta também tem sido estudada por lutadores de artes marciais mistas, de maneira a aplicá-la em combates profissionais. Foi assim que aconteceu recentemente com o lutador Anderson Silva em uma pequena experiência em uma aldeia indígena do Alto Xingu. Anderson pode experimentar essa luta com lutadores desta aldeia, foi devidamente preparado para a luta com pinturas específicas e com adereços da mesma.

No final, com toda a troca de experiência entre ele e os índios, Anderson finalizou: “a mente tem que ser igual a um paraquedas: sempre aberta”. Com essa frase te convido a fazer a diferença em sua academia, abra a sua mente, estejam dispostas as mudanças e ao fortalecimento feminino! Acredite, você faz a diferença!

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