Vegetarianismo e o rendimento do atleta


Você sabe a diferença entre os tipos de vegetarianismo? Segundo a nutricionista Mariana Vila Flor, existem 4 tipos: Ovo-lacto-vegetariano (não come carnes, mas consome ovos, leites e seus derivados); Lacto-vegetariano (não consome carnes nem ovos, mas consome leite e derivados); Ovo-vegetariano (não consome carnes, leite e derivados mas consome ovos – esse tipo é o mais raro); Vegetariano estrito (não se alimenta de nada de origem animal, nem carnes, ovos, leite, mel).

Veganos: São pessoas que buscam excluir TODA forma de exploração animal, dentro do possível e do praticável. Logo, vai muito além da alimentação.

A nossa sociedade tem o costume de comer uma grande quantidade de carnes e derivados de animais. Por isso, formas diferentes de alimentação geram tanto espanto. Porém as recomendações atuais são de uma alimentação integral baseada em plantas, para todos, incluindo os atletas.

A alimentação integral baseada em plantas não é necessariamente vegetariana, nem a dieta vegetariana é necessariamente baseada em alimentos integrais e em plantas. Então um atleta vegano pode ter um bom rendimento? Depende. Independente do veganismo, como é a alimentação dele?

Estudos mostram que não há diferença na performance de atletas vegetarianos e onívoros (que consomem carnes e derivados de animais). A capacidade para alto rendimento é a mesma! O que realmente faz diferença é se a alimentação é nutricionalmente adequada, o nível de treinamento, sexo, idade, entre outros fatores.

O que seria essa alimentação nutricionalmente adequada? Quando há o aporte de energia, carboidratos, proteínas, gorduras, micronutrientes necessários, além de uma boa quantidade de compostos bioativos que são excelentes na alimentação. Como conseguimos isso? Com uma alimentação integral baseada em plantas!

A alimentação vegetariana consegue facilmente alcançar todos esses parâmetros. O único elemento que não está presente na dieta vegetariana estrita é a vitamina b12, que deve ser analisada em exames laboratoriais para definir como e quando suplementar.

E as proteínas? Essa é uma das grandes preocupações quando se fala em vegetarianismo. Mas o que realmente acontece é que a população em geral consome uma quantidade excessiva de proteínas, o que pode gerar consequências negativas por afetar o metabolismo de cálcio, a função renal e a saúde óssea e cardiovascular. O vegetariano estrito consegue obter a quantidade necessária de proteína na alimentação, nem sendo obrigatória a suplementação.

Só falar que é possível obter as proteínas no reino vegetal não adianta… Onde elas estão? Simplificando, o que fazemos na prática é recomendar o consumo de leguminosas (que são a principal fonte de proteínas dos vegetais) e de cereais, para obtermos todos os aminoácidos nas quantidades necessárias. Ah, mas e os cogumelos? Eles até tem proteína, assim como grande parte dos vegetais, mas em pequena quantidade e devido ao alto custo, seria necessário gastar uma grana para conseguir uma grande quantidade de proteínas vindo dos cogumelos, o que não precisa.  Consumindo diariamente, leguminosas (que são feijões, grão de bico, lentilha, ervilha, soja…) e cereais (arroz, trigo, quinoa, milho, centeio…) é possível alcançar a necessidade proteica com facilidade.

Concluindo, a alimentação vegetariana pode ou não ser saudável, assim como a dieta onívora. O ideal é basear a alimentação em vegetais e alimentos integrais. Não tem diferença entre o rendimento do atleta onívoro e do atleta vegano, logo o atleta vegano pode ter a performance tão boa quanto qualquer outro!

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