Quais motivos levam a mudanças de equipe?


Procuramos o jiu-jitsu para mudar de vida, a arte marcial trás sensações únicas e experiências incríveis. Mas muitas mulheres acabam tendo dentro do tatame experiências não muito legais, o que faze muitas desistirem do esporte e outras optarem em mudar de equipe.

A arte marcial tem que ser leve, não precisa de competições e rivalidades dentro ou fora da academia.

Alguns motivos que levam a uma mudança de equipe são:

  • Assédios e abusos do professor ou colegas de treino.
  • Falta de estímulo do professor.
  • Rivalidade entre colegas de equipe.

Falta de estímulo

Em uma conversa com a Dani ela me contou que não sente mais aquela vontade de chegar ao CT e aquela sensação de felicidade após um treino produtivo.

A Dani sente que a falta de motivação do seu professor é uma das principais causas do seu desanimo. Está decidindo mudar de equipe para poder dar uma revigorada.

O medo dela é um medo comum entre muitas pessoas que decidem mudar de academia: o de se afastar dos colegas que se tornam uma segunda família, aqueles que comemoram todas as suas vitórias e dão força em cada derrota.

Começar tudo novo não é tão fácil, existem muitas mudanças. De uma equipe para outra, o mestre, a didática, as regras e os colegas de treino.

O maior incômodo para quem está entrando em uma nova equipe é a receptividade dos novos companheiros. Em alguns lugares, por você ter sido de outra academia, acabam não sendo tão calorosos com quem está entrando. Mas isso vai se superando a cada dia e em um lugar que preza pelo bem-estar dos alunos, isso não vai acontecer.

Creonte

rivalidade entre equipes não é mais tão marcante quanto era há alguns anos. Mas ainda o termo “creonte” incomoda as pessoas que tomaram a decisão de mudança.

O termo creonte foi criado por Carlson Gracie e foi referido às pessoas que são ingrat s aos colegas de treino, a academia, ao professor. Sabemos que isso existe sim, mas não necessariamente toda pessoa que muda de equipe é creonte. Às vezes existe um motivo muito forte por trás daquilo, algo mais sério, e quem vê de fora só enxerga ingratidão.

Ser chamado de creonte incomoda, pois muitas vezes a decisão de mudança não é falta de gratidão ou de reconhecimento. As pessoas são gratas aos ensinamentos do mestre e o acolhimento dos colegas de tatame, mas uma hora precisamos pensar no melhor para si.

Não deixe os “rótulos” te impedirem de ser feliz, esteja no tatame que te faz bem. Recomeçar não é simples, mas se coloque em primeiro lugar.

Assédios e abusos

É muito triste ver que dentro do tatame ainda encontramos meninas que são assedias e sofrem abusos por professores ou colegas de treino.

A UOL (na série Vozes no Tatame) relatou em algumas reportagens assédios e abusos que aconteceram com praticantes de jiu-jitsu, e muitas das meninas que contaram as suas histórias, não tiveram o apoio da antiga equipe.

Os abusos não pode ser comuns dentro do tatame ou em lugar algum. Devemos nos unir como mulheres, dando forças umas para as outras, ajudar cada menina que decide mudar e ser resiliente.

Rivalidade de equipes é uma coisa que está ficando cada vez mais no passado, temos que nos importar e respeitar os colegas de treino como seres humanos que podem escolher o que é melhor para cada um.

Se tiver em dúvida para que lado seguir, entenda que mudar faz bem. Principalmente quando você não se sente mais confortável no lugar que está hoje. Isso vale para o jiu-jitsu e também para tudo na nossa vida.


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