Já parou para pensar quais situações fazem você se superar diariamente? Inúmeras são elas, podemos citar aqui o simples fato de você acordar e levantar e encarar o seu dia, ir ao treino, se desafiar naquela competição, treinar mais ou até mesmo vestir a sua “armadura” sim, vestir o seu kimono será um ritual pré-treino. Mas acredito que a nossa maior superação é superar a nós mesmos, é superar o que a vida nos impõe.

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No dia 21 de setembro aqui no Brasil, é comemorado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, esta data foi criada com o objetivo de conscientizar sobre a importância do desenvolvimento de meios de inclusão das pessoas com deficiência na sociedade. Oficialmente, esta data foi criada a partir do decreto de lei nº 11.133, de 14 de julho de 2005, mas já era celebrada a nível extraoficial desde 1982. A criação deste dia foi uma iniciativa do Movimento pelos Direitos das Pessoas Deficientes – MDPD, grupo que debate propostas de transformações sociais em prol das pessoas com deficiência desde 1979.

No jiu-jitsu podemos ver muitas pessoas que encontraram na arte suave a autoestima que começou a faltar na sua vida após algum acidente. Ou, mais forte do que isso, praticar essa arte e ter algum dos membros amputados, sim isso acontece, você pode ser uma campeã mundial de jiu-jitsu e de repente a vida te impõe isso, um acidente ou uma doença grave que necessite que você tenha um membro amputado.

O fato é que desenvolver a arte suave te ajudará a ser uma guerreira na vida. Quando algo nesta dimensão acontece na vida de uma mulher isso afeta seu emocional, sua vida muda drasticamente é preciso um apoio, amor e carinho familiar, é preciso pessoas que entendam o que está acontecendo porque muitas vezes você não saberá o que está transcorrendo e irá se perguntar várias vezes sobre isso, podendo então desencadear sérios problemas de saúde como a depressão.

É incrível como o jiu-jitsu desenvolve a autoconfiança, inclusive nas mulheres, isso propicia a uma superação dos seus limites diários, vencer na vida não é tarefa fácil, mas ela fica muito mais acessível dentro dos tatames, com pessoas sejam elas homens e mulheres que estejam ali para a inclusão não somente física, social, mas também com todo carinho com o qual todos nós seres humanos precisamos dentro e fora das nossas academias. Vontade será o ponto de apoio de tudo, mas não é qualquer vontade, é a tua vontade interna, é vencer a si mesma é a força da guerreira em vencer o que a vida está te impondo.

Portanto, somos todos “pessoas com deficiências” portadores de direitos e deveres, segundo a nossa Constituição de 1988, seres humanos convictos de sonhos, cheios de incertezas e medos, mas com a ousadia que o jiu-jitsu nos permite realizar, nós mulheres estamos cada vez mais unidas em prol de uma arte suave mais inclusiva, sim somos repletas de medo, mas com a intenção de conquistar o mundo.

Te convido a ser a guerreira que sobrar de qualquer incômodo que a vida te impor! Oss

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