O jiu-jitsu enquanto defesa pessoal


Nos dias atuais as mulheres buscam diferentes formas de se empoderar: estudam, trabalham, são empresárias, diretoras, motoristas, escritoras, mães, enfim, possuem o poder de construir as suas próprias estórias. Caminhando ao lado dessas mudanças percebe-se um aumento significativo de mulheres que procuram o jiu-jitsu com o intuito de aprender técnicas de defesa pessoal.

Visto que o Brasil é um país em desenvolvimento onde existe alta violência nas ruas e com forte cultura machista e, infelizmente, ainda existam homens que abusam fisica e sexualmente das mulheres, a procura por esta arte marcial acaba sendo elevada devido a sua eficiência. Assim, é muito importante que se procure um profissional capacitado, pois é de extremo perigo uma pessoa acreditar estar preparada para se defender quando na verdade não está.

Com o tempo, depois de certa experiência e treino, as praticantes passam a se sentirem mais confiantes e seguras. A expressão corporal começa a se transformar. Pode parecer bobagem mas, às vezes, apenas a postura com que se anda na rua evita que alguma situação de risco gerada por terceiros aconteça.

Por exemplo, se alguém está andando na rua e olha duas pessoas: uma está com os braços cruzados, os ombros caídos e a cabeça baixa e a outra está com a cabeça erguida, os braços ao lado do corpo e a espinha ereta. Qual dessas duas, possivelmente, venha a ser vítima de um ataque? Muito provável que a primeira por estar com a postura mais retraída. Então, pode-se dizer que a prática da arte marcial transforma até mesmo os mínimos detalhes de nossos movimentos no dia a dia.

Além disso, o jiu-jitsu se mostra tão eficiente quando se trata de defesa pessoal devido ao fato de usar a força do oponente contra ele mesmo. A própria história nos conta que esta luta era usada pelos guerreiros samurais como forma de se defender ou incapacitar um adversário. Segundo Kauê Bizzar em seu livro “A história do jiu-jitsu brasileiro” antes mesmo de os samurais utilizarem estas técnicas em guerras, monges budistas desenvolveram um sistema de autodefesa com as mãos nuas. Por razões morais e religiosas eles não podiam andar armados, mas sofriam muitos ataques em suas peregrinações quando tentavam expandir o budismo, o que os fez desenvolver o chamado “jujutsu”. Por meio deste eles conseguiam combater inimigos mesmo tendo os corpos mais frágeis devido às suas dietas. Muito tempo depois foi surgir aqui no ocidente o jiu-jitsu como o conhecemos, que foi aprimorado e desenvolvido pelo renomado mestre Hélio Gracie.

Na defesa pessoal são treinadas respostas a diversos tipos de ataques em pé como: puxão de cabelo, estrangulamentos, tapas, agarrão por trás, agarrão pela frente, gravata, assim como diferentes tipos de ataques no chão. As respostas aos ataques de chão além de servirem para a vida, são úteis também no jiu-jitsu esportivo por serem finalizações que aparecem em vários momentos nos rolas.

Além ser um esporte que encanta cada vez mais pessoas em todo o mundo, o jiu-jitsu tem a capacidade de empoderar e transformar tanto interna quanto externamente quem o pratica.

Se nós mulheres, na maioria das vezes, temos menos força física quando comparada aos homens, então porque não praticar uma luta que exija menos força mas mais técnica quando se pensa em defesa pessoal?

Fotos: @viannelius

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