Masters, com orgulho!


Foto: Maggie Left / IBJJF

Se a gente vive dizendo que ainda somos poucas no tatame, imagina quando falamos de masters – as mulheres acima de 30 anos. Mais difícil ainda, certo?

Sim e não: somos um número ainda tímido, é verdade, mas vamos marcando nossa presença também – e lindamente! Basta ver os números do evento mais cobiçado da categoria. O Mundial de Masters de Las Vegas, que termina hoje, reuniu nada menos que 793 masters, representando 16% de um total de 5.000 participantes. E o mais legal: mulheres inspiradoras competindo da master 1 até a 7 – acima de 61 anos – uma raridade em qualquer campeonato.

Aqui já levantamos um ponto: nem todos os campeonatos oferecem essas subdivisões. Então, a master que quiser lutar, muitas vezes tem que se testar no adulto, o que pode ser uma grande desvantagem, especialmente se falamos de master 3 em diante. E será que é porque não temos meninas? No Sul Americano da IBJJF no ano passado, minha então categoria – master 1 roxa – tinha mais competidoras que a divisão adulto.

No início, eu, mesmo sendo master, competia frequentemente no adulto na faixa branca por não haver a categoria em muitos campeonatos. E o que muda do adulto para master? Mudam tempo de luta e especialmente o gás: enquanto as mais novas têm mais explosão, as masters geralmente trazem a força e a maturidade para o tatame, privilegiando o jogo mais justo e cadenciado.

O que não quer dizer diferença de qualidade. Basta ver sinistras como Claudinha do Val e Talita Treta que representaram neste Mundial, e Carina Santi, que estreou na categoria há poucos meses no Master International South America, no Rio. E se há qualidade e competidoras, premiação é outro ponto nebuloso: dinheiro é raridade no master feminino.

As masters também nos mostram que nunca é tarde para começar no jiu-jitsu. Até porque hoje temos uma geração de “balzaquianas” bem diferentes de antigamente, que muitas vezes aparentam bem menos idade do que costumam ter, muito por conta da prática de esportes e hábitos saudáveis. E o jiu-jitsu só contribui para empoderá-las ainda mais.

No International Novice IBJJF, campeonato que aconteceu no dia 21 de agosto e reuniu só faixas brancas, tivemos 257 masters, sendo 27% mulheres. Foram 70 atletas, do master 1 a 5. Entre todos os atletas master 1, por exemplo, elas representaram 40%.

Mais um motivo para incentivarmos sempre nossas pares. A próxima conquista está logo ali! Seja de conhecimento, de campeonato, de evolução. As masters trazem muita história para contar com sua vivência, acolhem como ninguém, têm o jeito de mãezona, contribuem e muito para a troca enriquecedora que o tatame nos proporciona.

Sabemos que muitas de nós, como masters, temos que nos desdobrar pra conciliar tudo. E esse tudo tem suas prioridades – trabalho, filhos, família, estudo, projetos pessoais. O treino, coitado, acaba ficando ali no meio, muitas vezes capengando. Mas não o deixe de lado, não. Continua evoluindo com a gente, incentivando com seu exemplo e fortalecendo a nossa categoria que só tem a inspirar ainda mais.

Confira aqui os resultados do Mundial de Masters IBJJF 2019.

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