Saiba mais sobre o drama de Ericka Almeida, ex-lutadora do UFC que sofreu agressões de seu ex professor de jiu-jitsu


(Foto MMA Junkie)

Recentemente, vimos uma matéria exclusiva no Fantástico onde Ericka Almeida expõe o drama de agressões que sofreu com o seu antigo professor, Herman Gutierrez. Hoje ela nos conta como conheceu Herman Gutierrez, e como começou e terminou a sequência de agressões físicas e verbais em sua vida. Confira:

Foto: Reprodução/TV TEM

– Como você conheceu o Herman e quanto tempo treinou com ele?

Ericka: Eu conheci o Herman quando comecei a trabalhar como recepcionista numa das academias que ele dava aula, em 2007. Quando ele montou a sua própria academia, ele me convidou para trabalhar com ele, e eu fui.

– Como era esse casamento dele? Ele tratava a esposa da mesma maneira? Com agressões, físicas, verbais etc

Ericka; O casamento dele é um relacionamento de aparências, de futilidade. Porque se mostrar como família linda e sólida é muito mais importante do que ser, de fato. Ele a agride sim, já agrediu na minha frente, na frente das crianças, ele a humilha e a desmerece também. E ela é tão vítima quanto todas nós, porque ele a conheceu quando ela tinha 14 anos… isso se não for a maior vítima. Imagine a lavagem cerebral que ele fez desde nova, fora a prisão física e psicológica também.

 – Sabemos que na época que você resolveu abandonar a vida em Sorocaba, você simplesmente saiu e não quis tornar público ou denunciar. O que te moveu depois de certo tempo a colocar realmente o caso na justiça e na Tv aberta?

Ericka: Bom, eu fugi de Sorocaba e não queria mostrar onde eu estava, mas alguém contou pra ele onde eu estava e então eu comecei a postar nas redes sociais onde eu estava treinando, pois até então eu nem saía nas fotos dos treinos. E então eu continuei fazendo meu trabalho, passei na faculdade, arrumei emprego etc.

 

“Hoje eu dou aula para mulheres. Eu as ajudo a se defenderem, falo pra elas não deixarem que ninguém as diminua, pois de certa forma, com tudo isso que aconteceu eu tirei uma lição de vida muito grande, para não deixar que isso nunca mais se repita na minha vida.”

Então ficando eu quieta no meu canto, eu estava protegendo muito mais a ele do que a mim. E eu tentei fazer um B.O. em 2018, e não deu em nada! Nem a medida protetiva me deram. O Herman tem uma influência muito grande na cidade. Então por isso eu tenho certeza que alguém “passou pano” pra ele na época, e inclusive ele tirava sarro de não ter dado em nada.

Pra ele não ficar repetindo isso, pois da mesma forma como eu fui vítima, muitas outras também foram. Eu queria evitar que ele fizesse mais vítimas, como meninos e meninas, e por isso eu decidi expor na TV pra que isso parasse de vez, e para que todos conhecessem a verdadeira face dele. Tanto que o pessoal da TV ficou surpreso com os meus vídeos e provas, pois a gente já tinha dado entrevista pra TV em campings de luta etc, e das outras vezes ele era super simpático… político, né? Na frente dos outros ele não mostrava esse lado agressivo, por isso ficaram bem surpresos com tudo o que eu trouxe para o Fantástico.

– De acordo com o ocorrido, você acha que ele continuará tendo alunos e uma pessoa querida por todos, principalmente na região?

Ericka: Ele continua tendo apoio de muita gente lá. Obviamente muita gente vai deixar a equipe, por não compactuar com o que ele faz, mas muitos ainda continuarão com ele, tipo “ah, não foi comigo, não tenho nada a ver com isso, eu só quero treinar jiu-jitsu” e muita gente ainda defende ele com unhas e dentes. Eu espero que isso mude com o fim das investigações, porque por enquanto ele ainda é suspeito, né? Não foi condenado ainda, mas quando ele for, eu espero que tudo isso mude. Mas mesmo assim ainda acho que eles vão continuar apoiando-o, afinal, infelizmente o povo tem memória curta, que é algo que eu espero que mude logo. Pra você ter ideia, teve gente que presenciou agressões dele contra mim que hoje ainda o protegem, que não quiseram prestar depoimento etc.

– Onde você acha que estaria hoje em sua carreira no MMA, caso não tivesse ocorrido todo esse pesadelo?

Ericka: Eu acho que não teria ido pro MMA se não fosse ele, porque a ideia foi dele. Mas caso ele não fosse desse jeito ou eu estivesse com outro treinador, com certeza eu estaria bem mais à vontade lutando. Pra mim, os treinos eram um inferno, eu só treinava com homem, e ele ficava mais preocupado se minha bunda estava levantada nas posições do que se eu estava lutando bem. Era uma merda, era horrível. Eu acredito que sem ele nos treinos eu estaria bem mais relaxada lutando, com certeza. Mas eu não pretendo voltar ao MMA, pois foi muita coisa ruim que passei nos treinos pras lutas, o MMA não me traz boas lembranças. Toda vez que vou a Sorocaba eu sinto vontade de vomitar de pisar naquela cidade. Quando fazíamos camps no Rio de Janeiro também, toda vez que eu vou ao Rio eu me sinto muito mal. Por isso eu pretendo continuar lutando só jiu-jitsu mesmo, porque é a modalidade que me faz bem nos dias de hoje.

Hoje, Ericka é faixa preta da Gracie Barra Curitiba, equipe liderada por Nika Schwinden e Pimpolho. Ela segue dando aulas para mulheres e competindo no jiu-jitsu. O caso de Herman segue em investigação, mas sabe-se que ele já foi afastado de dar aulas por conta do ocorrido.

Ericka, toda a equipe do Bjj Girls Mag se compadece com tudo o que você sofreu nas mãos de Herman Gutierrez. Estamos torcendo para que tudo se resolva e para que justiça seja feita. Sigamos em frente! Oss <3

 

 


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