Ensinar muda nossa forma de aprender: a experiência de dar aula para crianças


Existem diversos objetivos no jiu-jitsu. Praticar como atividade física, se beneficiar dos valores da arte marcial, ser atleta, dar aula, dentre outros. Hoje vamos falar sobre a caminhada até a faixa preta, com o objetivo de ser professor(a). Não é todo mundo que quer dar aula, e tudo bem. Mas quem quer, precisa se preparar desce cedo para isso.

Desde antes do jiu-jitsu, sempre gostei da ideia de passar meu conhecimento e ajudar outras pessoas. Quando comecei a treinar, não demorou muito para me encantar pelo projeto de ser professora. Com esse objetivo em mente, busco não só absorver o que meus professores passam nas aulas, mas prestar atenção em como passam. A didática, a relação com os alunos e tudo que envolve esse difícil e maravilhoso trabalho de dar aula.

Tive a oportunidade de começar auxiliando em turmas infantis ainda na faixa azul, há mais ou menos 3 anos. Hoje, vejo como isso vem fazendo diferença na minha caminhada na arte suave. Tanto como aluna, como quanto alguém que quer ser professora. É como se fosse um estágio que você faz quando está na faculdade. Um período de aprendizado, de oportunidades para viver na prática o que você vem aprendendo.

Ensinar muda a nossa forma de aprender. Sinto muita diferença no meu olhar com o jiu-jitsu. Sempre tento ir além no meu aprendizado, pois sei que isso vai ser útil não só pra mim, mas para quem eu passar isso adiante depois. Você começa a ver mil possibilidades e formas de como aquilo pode ser passado. A se desafiar buscando alternativas para diferentes níveis, seja faixa branca ou graduados, adultos ou crianças.

Falando em crianças, estar presente em uma turma infantil é incrível. É desafiador, principalmente na faixa etária de 4 a 7 anos. Nessa idade, não dá pra ensinar como se ensina o jiu-jitsu para adolescentes ou adultos, ou seja, com posições e técnicas em si. É preciso inovar. Redescobri o jiu-jitsu e comprovei que ele vai muito além disso. Valores, defesa pessoal, brincadeiras e movimentos para consciência corporal, relação entre ganhar e perder, conter o ego, autoestima, autoconfiança, enfim, uma lista interminável.

É incrível ver a felicidade de uma criança ao conseguir fazer um simples rolamento. A admiração que ela tem por quem está ali na frente ensinando. A magia que elas enxergam em algum movimento que pode parecer fácil para a gente, mas totalmente novos para o mundo delas. Trabalhar com crianças é uma baita de uma oportunidade não só no jiu-jitsu, mas para a vida.

Hoje, com mais amadurecimento e já na faixa roxa, continuo aprendendo e vendo como fazer esse “estágio” é importante para o meu objetivo. Vejo como evoluí e me sinto mais à vontade no tatame dando aula. Como o meu olhar em relação ao jiu-jitsu mudou. A caminhada ainda é grande, mas eu aproveito cada momento dela para absorver o máximo de ensinamentos e me aprimorar cada vez mais em direção à faixa preta.

Qual sua reação

Curtir Curtir
1
Curtir
Amei Amei
2
Amei
Haha Haha
0
Haha
uau uau
0
uau
Triste Triste
0
Triste
Grr Grr
0
Grr

Comments 0

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Ensinar muda nossa forma de aprender: a experiência de dar aula para crianças

log in

reset password

Voltar para
log in