As Minas do BJJ: treinão feminino no mês das mulheres


Março, mês das mulheres. Era um sábado ensolarado e quente em Feira de Santana. As pessoas circulavam curiosas com aquela estrutura montada num dos corredores do shopping da cidade. Placas de tatame amarelas, área devidamente cercada, presença de DJ e muitas meninas conversando com seus kimonos coloridos em baixo dos braços. Era a primeira vez que os feirenses assistiam um encontro público d’As Minas do BJJ.

As idealizadoras do projeto, Marina Shigueme, faixa azul da equipe Corpo e Mente Jiu-jitsu e Rebeca Fernandes, também faixa azul da Aliance Jiu-jitsu, tiveram seu primeiro encontro numa competição. Um “brutal” armlock da Marina sela o início de uma amizade e de um movimento que convida mais e mais meninas a ocupar um espaço ainda predominantemente masculino: os tatames.

“Sem o rancor do Armlock, viramos amigas e marcamos um treino juntas. Por sermos de equipes diferentes, fui treinar com ela e ela também veio na minha equipe. Daí surgiu a ideia: Por que não chamar mais meninas e expandir isso?” – Marina.

A ideia inicial das “Minas” era que muitas mulheres não tinham oportunidade ou não se aproximavam do jiu-jitsu por acreditar ser um esporte para homens. A vontade de desconstruir essa imagem e de ter a possibilidade de treinar com mais mulheres fez surgir o primeiro encontro, depois outro, até chegar em sua sexta edição no shopping da cidade. O que chamou a atenção das famílias e principalmente das mulheres que transitavam pelos corredores.

“Começamos a incentivar as meninas a participar dos treinos, a interagir. Descobrimos que tem muitas mulheres espalhadas nas academias de Feira, e antes, só nos encontrávamos nos campeonatos, umas contra as outras. Agora temos a oportunidade de nos conhecer, incentivar a treinarem sempre e o mais importante, que a rivalidade só existe na hora da competição. Fora isso, estamos aqui para ajudar e torcer pelas outras.” – Rebeca.

O encontro aconteceu no dia 9, um dia após o Dia Internacional de Luta das Mulheres, e além de confraternizar em comemoração à data, teve a defesa pessoal como pauta. A presença dos homens foi fundamental para que as atletas pudessem vivenciar as técnicas de uma forma mais próxima da realidade. Mas também foi simbólica.

Professores e atletas de várias equipes se uniram para que a luta das Minas ganhasse mais força, apoiando a causa, e alertando para a urgente necessidade de mais mulheres praticarem o jiu-jitsu como defesa pessoal, tendo em vista os alarmantes dados de violência doméstica, sexual e psicológica. Dicas importantes, trocas de experiência e claro, o treinamento das técnicas pelas participantes foi priorizado.

As várias pessoas que pararam e observaram estes momentos, puderam perceber do que o Jiu-jitsu Brasileiro, mediado por pessoas éticas, é capaz. Pode ser uma excelente ferramenta social de inclusão e provocar reflexões necessárias a questões que devemos superar, buscando a melhor maneira para se alcançar os objetivos: Lutando! As Minas já iniciaram o combate.

Como falei na ocasião, o Judô já conseguiu alguns avanços: A Confederação Brasileira de Judô igualou a graduação mínima para mulheres e homens e estabeleceu cotas para árbitras internacionais. E não esquecendo, já nomeou uma mulher como técnica da seleção masculina de Judô. Podemos chegar lá também! Já estamos dando passos.

Deus tem nos abençoado muito e colocado muitas pessoas em nosso caminho para nos apoiar e ajudar, somos gratas a cada um que contribuiu positivamente de alguma forma para a nossa ideia se tornar cada dia mais consistente” – Rebeca e Marina

Foi uma experiência muito proveitosa. Espero que possamos ajudar mais e mais “Minas”. Que este movimento ganhe raiz e chegue para todas, nas academias, nas escolas, nas empresas. Que mais e mais meninas e meninos se unam, fortalecendo a luta das mulheres!

Muito obrigado pela lição, Minas BJJ. Parabéns!

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