Fala, galera! Hoje quero falar sobre um tema que venho observado e vendo inclusive uma certa dificuldade/cobrança nesse sentido, de ambas as partes, por isso gostaria de falar um pouquinho disso.
De um lado, temos a atleta que se dedica integralmente ao esporte, passa o dia treinando, faz preparação, musculação, tem acompanhamento nutricional e tudo o mais. Ela vive para o esporte, certo? Na cabeça dela, como ela “só faz isso”, por isso sua obrigação é chegar ao campeonato e ganhar, ponto.
Do outro lado, temos a mulher que trabalha das 09h às 18h, depois do trabalho vai treinar, faz musculação e procura manter a alimentação equilibrada para poder treinar bem. Ela também gosta de competir, e sua jornada diária é tão “difícil” como a do atleta profissional, afinal ambos estão trabalhando ao longo do dia.
Porém, o jiu-jitsu não pergunta se você vive disso ou não. No dia do campeonato, vai todo mundo sair na porrada, são todos são iguais. Se você se inscreveu, a única pessoa que vai saber sobre como está seu desempenho é você mesmo. Quem vai saber quantos treinos na semana você fez é você mesmo, e é isso que vai te ajudar no dia do evento.
Tanto o atleta profissional quanto o praticante ocasional de jiu-jitsu tem chances de ganhar, e eu mesma já vi atleta que vive disso perdendo pra quem tem emprego, família, faz faculdade. No fim das contas, o que vai contar é o quanto você se dedica ao momento, a sua condição psicológica, e o quanto você acredita em si mesmo.
A diferença está somente na “obrigação”. Você não é obrigado a ganhar. Nem o profissional nem o praticante. Tire esse peso das duas costas, e quando se inscrever num campeonato pense: hoje vou me divertir, vou por em prática o que treinei. Pronto! A obrigação é de fazer uma boa luta, entrar as posições, suas técnicas. Uma vez em um seminário da Michelle Nicolini, ela disse uma coisa que achei muito interessante:
“No fim das contas, ganhar ou não não tem muita importância, mas sim se você fez uma boa luta. É legal a galera comentando depois sobre como você lutou, como você foi bem. Ganhar é bom, mas não é o principal.”
Isso eu ouvi de uma atleta que foi 8 vezes campeã mundial. Quando for lutar, dê o seu melhor e não se preocupe com o tipo de treino que o outro faz, as chances de levar são de ambas as partes.



