Atleta da Semana – Carolina Mascaro

Fala, galera! O #AtletaDaSemana de hoje recebe Carolina Mascaro, faixa marrom da Barbosa Jiu Jitsu, de São Paulo. Hoje ela nos fala um pouco sobre sua trajetória no esporte, sobre como concilia trabalho e treinos, campeonatos etc.

Anúncio

Carol conta que começou a treinar jiu-jitsu em 2009, na época em que fazia cursinho. Ao lado do cursinho tinha uma academia Bio Ritmo, onde começou a fazer musculação, e já que já tinha praticado outras artes marciais como o judô e o karatê, ela questionou se haviam aulas de artes marciais por lá. De início, começou com o MMA na academia, depois acabou migrando para o jiu-jitsu, onde está até hoje.

Sobre as mudanças que o esporte trouxe em sua vida, ela diz que conseguiu muita disciplina, pois não é uma arte em que você já tem toda memória motora, muito pelo contrário, você tem que desenvolver tudo isso, o que requer tempo e disciplina para evoluir.

Perguntamos também à ela sobre as dificuldades no esporte, e ela respondeu que uma delas foi em relação à vaidade:

“As mulheres, de uma maneira geral, são muito mais vaidosas do que os homens quando treinam entre elas, o que é muito complicado uma vez que a vaidade não auxilia na sua evolução, muito pelo contrário, só atrapalha. Outra dificuldade que costumo enfrentar é o fato de eu ser mulher e treinar jiu-jitsu, as pessoas não dão credibilidade ao seu desempenho e à sua capacidade, ou até mesmo pelo fato de não parecer uma lutadora e ter uma vida paralela ao esporte.”

Sobre o seu estilo de jogo, ela diz gostar muito de jogar por cima, é uma das posições em que se sente mais confortável. Gosta de passar de meia e montar, ou ir para as costas e finalizar… tudo depende de como o adversário reage durante um treino ou uma competição.

Confira os principais títulos da atleta: 

1º lugar: Campeonato Internacional de Equipes, 2011 – faixa azul

1º lugar: 2º Campeonato Interno Barbosa Jiu -Jiítsu – faixa azul

2º lugar: II Etapa do Circuito Paulista, 2011 categoria  – faixa azul

3º lugar: II Etapa do Circuito Paulista, 2011 – absoluto – faixa azul

1º lugar: 2º Campeonato Interno Barbosa Jiu -Jiítsu – faixa azul

1º lugar: Circuito Mandala de Lutas, 2015 – faixa roxa

2º lugar: Circuito Mandala de Lutas, 2015 – absoluto – faixa roxa

Sobre sua rotina de treinos, ela concilia de acordo com as suas aulas na faculdade, mas tenta treinar pelo menos 3 vezes por semana. Agora que suas aulas estão acabando, a meta é treinar todos os dias ou intercalar com treinos de fortalecimento, pois recentemente teve uma lesão séria de cotovelo e ficou 4 meses sem treinar.

Para manter a alimentação equilibrada, Carol procura comer bem todos os dias, sempre colocando salada e legumes no prato,  reduzindo a quantidade de carne e procura substituir por outras proteínas, mas afirma não ser vegetariana e que, embora goste de carne, não come todos os dias. Diz também que adora doces e não se priva de comer o que gosta, porém procura não exagerar em nada e assim continua mantendo a sua rotina de treinos.

Perguntamos à Carol sobre a opinião dela a respeito redução de meninas nos campeonatos a partir da faixa marrom. Segundo ela, o número de mulheres nas faixas roxa, marrom e preta é reduzido uma vez que muitas pessoas são movidas pela graduação e não pelo amor ao esporte. “Existem pessoas da mesma faixa e que se encontram em níveis diferentes de treino e disciplina. Graduar para a faixa azul é fácil, pouco tempo de treino na faixa branca com uma boa base e já é possível graduar, mas graduar à faixa marrom é um divisor de águas, só vai se manter no esporte quem efetivamente ama a rotina de treinos e faz por prazer e não por faixa. Quando as mulheres vêem que não será o mesmo tempo para graduar como foi na faixa azul, elas e muitas pessoas desistem.”

Perguntamos também se ela já sofreu alguma dificuldade ou preconceito por ser mulher no jiu-jitsu. Ela disse que com frequência existe um preconceito, mas não por ser mulher, mas sim por ser mais graduada. Muitas mulheres a subestimam ou testam por pura vaidade e isso é muito comum, e como ela disse, é muito complicado o relacionamento entre as mulheres dentro do tatame. Por conta disso, afirma que acaba tendo uma relação muito mais madura e bacana com os meninos do que com as meninas.

Sobre conciliar treinos, estudos e trabalho, ela afirma ser bem difícil conseguir conciliar tudo. Carol está no último ano de Farmácia. “Todo segundo é precioso, o momento em que eu chego e saio do trabalho, o horário que eu chego na academia, o horário que eu chego na faculdade. Todo segundo é precioso e é importante saber harmonizar todas as responsabilidades. Às vezes, quando estou muuuito cansada e desisto do treino, vou para casa dormir, mas fico com muito peso na consciência, pois como diz o meu mestre Barbosa: ‘você deve ir aos treinos que você se propôs a ir’, mas infelizmente existem momentos em que o corpo precisa de descanso.” Agora  que ela vai terminar a faculdade, seu ritmo de treinos será muito maior, tudo no seu tempo e na hora certa.

Para te inspirar:

“Nunca desistam dos seus sonhos. Treino há bastante tempo mas tive que ser muito forte e perseverante para estar onde estou hoje. Já tive lesões mais simples que atrapalham os treinamentos, até lesões mais graves que me impossibilitaram de treinar, mas o amor pelo esporte e sua disciplina deve ser maior do que todas as adversidades da vida. Como eu digo, só não tem tempo para treinar quem não quer, pois eu consigo, sim, apesar do trabalho e dos estudos, conciliar os meus treinos de acordo com o que é possível. “

Carol tem 26 anos, trabalha como Analista de Garantia da Qualidade, estuda, treina, compete… aliás já vi ótimas lutas dela com a Sayuri Toledo, da Alliance, quando ainda era faixa roxa. Esperamos te ver atuando de marrom no ano que vem, Carol!

Vale lembrar também que Carol é atleta Dragão Kimonos, e na foto, usa o modelo Makoto, lançado recentemente por eles.

Leia também:

Posts relacionados