Tudo mês nós, os colunistas da BJJ Girls Mag, fazemos questão de trazer para vocês as melhores matérias relacionadas com as lutas, obstáculos, dificuldades e situações que como mulheres e praticantes de Jiu Jitsu encaramos diariamente.

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Lembram da nossa amiga Constância? Nas crônicas limos sobre a luta constante entre ela e seu namorado pelo fato dela praticar Jiu Jitsu. Uma luta que muitos conhecemos. A luta contra as palavras duras daqueles que acham que não é esporte de menina, contra os reclamos pelo tempo dedicado exclusivamente ao Jiu, contra os chefes que acusam de falta de compromisso por não trabalhar no sábado por conta de um campeonato, contra as piadas dos amigos que não entendem por que não podem faltar “só” um dia. Em resumo, a luta contra quem simplesmente não entende.

Se você acha que eles não entendem porque não praticam BJJ, você também não entende. A habilidade de entender ás outras pessoas, o que elas sentem, as decisões que elas tomam, se chama empatia.  Hoje, podemos identificar dois tipos de empatia, a empatia afetiva e a empatia cognitiva. A primeira consiste nos sentimentos que temos em resposta ás expressões dos outros, por exemplo sentimos aflição quando vemos alguém chorando. A segunda consiste em identificar e entender as emoções das pessoas.  

A empatia pode ser comparada com um músculo que infelizmente, por diferentes motivos, nem todos usam ou só usam de vez em quando, mesmo quando deveríamos usar sempre. Se você conhece alguém que precisa de usar mais o músculo da empatia para entender sua paixão pelo Jiu Jitsu, vamos das a seguintes dicas para você:

  1. Leva-o (a) para um treino. Ali tem três possibilidades.
    1. Empatia experimental: Ele pode treinar com você. Assim ele vai descobrir o que o Jiu Jitsu envolve e ensina.
    2. Cultivar curiosidade: Se ele não quiser treinar, tudo bem. Pede para ele só observar o treino em geral  com mente aberta. Depois de uns minutos ele vai sentir curiosidade pelos movimentos, as técnicas, as reações, as regras, etc. Ele vai querer saber mais.
    3. Se ele não quiser ver o treino, peça para que ele te observe. Peça para ele observar sua cara e seu corpo durante o treino. Com certeza ele vai observar e identificar a felicidade depois de acertar uma técnica, ou a tranquilidade no som do “Oss” no final da aula. Quando ele vir você sorrir por causa de uma finalização perfeita, ele não vai poder evitar sorrir com você.

4. Fale com ele. Uma das práticas associadas ás pessoas enfáticas é ouvir atenciosamente. Mas eles não podem ouvir se você não fala, né? Então, fale. Conte para ele que o BJJ pode dar sanidade ao louco ou loucura ao sensato. Que preenche aqueles buracos, acalma aquela ansiedade, destrói aquela insegurança. Fala para ele que nos dias que ele pediu para você não treinar mais, ele estava afastando você de tudo isso que te faz bem. Peça desculpas se as vezes isso faz com que ele se sinta ignorado ou sem importância, mas que acredite quando você fala que não tem nada a ver com quem ele é para você e tudo a ver como quem você é quando faz Jiu Jitsu.

Finalmente, você também pratique mais a empatia, entenda também os motivos pelos quais as pessoas da sua vida estão pedindo mais tempo ou atenção. Todos temos a habilidade de entender as emoções dos outros e responder a essas emoções. A empatia é uma de muitas ferramentas para fortalecer as relações entre pessoas e também para ser mais feliz, pois a felicidade depende muito da qualidade dessas relações.

Bom fim de semana à todos! Oss.

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