Meninas no tatame – Graduação Laranja

Uma das graduações em que o frio na barriga é constante, as cobranças são maiores, e na qual os erros podem e devem ser corrigidos. Nela, o aprendizado é diário e as surpresas com cada um deles são incríveis. Assim é a faixa laranja. São sinistras em formação. São futuras faixas verdes. São meninas que desde cedo escolheram o futuro que querem seguir. E estão mais dispostas a pagar o preço por suas vitórias do que você possa imaginar. Para o nosso bate-papo de hoje, trouxe a guerreira Ana Beatriz Cavalcante Paes de Barros, 14 anos, graduada faixa laranja dois graus pela Gracie Barra – AL. Boa leitura!

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Bjj Girls Mag: Ana, através de quem você começou praticar jiu-jitsu?

Ana Beatriz: Então, através da amiga da minha mãe. Ela nos convidou para um treino e, como acontece na maioria das vezes, me apaixonei pela arte suave a primeira vista!

Bjj Girls Mag: Por ser patrocinada, você se sente pressionada a vencer os campeonatos que participa?

Ana Beatriz  Não, a única coisa que me cobram é a dedicação. Independentemente se irei vencer, minha evolução é o mais importante, mas, lógico, que a vitória é sempre bem vinda! (risos)

Bjj Girls Mag: Falta reconhecimento da parte de academias ou campeonatos as quais você frequenta por conta da sua graduação?

Ana Beatriz: Não, pelo contrário, eles super valorizam! Pois também consideram minha graduação de grande importância.

Bjj Girls Mag: Quais são os principais fatores que leva a classe infanto-juvenil a não sentir interesse em competir?

Ana Beatriz: Acredito que falta incentivo por parte da família e academia. Sem falar que, uma boa parte não treina por amor à arte, nem têm o desejo de competir.

Bjj Girls Mag: Na sua opinião, há muita concorrência também no meio juvenil em relação a diferença de academia?

Ana Beatriz: Infelizmente sim! Porque queira ou não queira sempre queremos mostrar que nossa academia é a “melhor”.

Bjj Girls Mag: O fato das mulheres, em sua grande maioria ainda muito jovens, estarem aderindo a prática do jiu-jitsu representa algo para você?

Ana Beatriz: Penso que o jiu-jitsu tem se expandido muito. Acredito que as pessoas estão deixando os preconceitos de lado e quebrando o tabu.

Ana finalizou nossa matéria com uma linda mensagem de reflexão:

“Ser faixa laranja é assumir responsabilidades como qualquer outro graduado, sem se importar com opiniões desmotivadoras, e procurar sempre a evolução, batalhando por reconhecimento. Saber sempre agradecer a Deus, família, amigos e professores os quais buscam sempre nosso desenvolvimento é uma virtude” – Ana Beatriz.

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