Autoridade no tatame, qual o limite?

Fala pessoal, tudo bem? Então, que tal tratarmos de um assunto que é um dos principais fatores que afastam alguns praticantes da arte suave, e que nos deixa sempre com algumas dúvidas? Pois é, autoridade no tatame, qual o limite? Obviamente, a autoridade máxima dentro de um tatame é o nosso professor, faixa preta, ou o mais graduado que estiver responsável pelos treinos. Mas e quando vemos alguma atitude sendo tomada dentro do dojô, que não é do nosso professor?

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Não é muito comum os atletas indagarem sobre isso, as mulheres então, nem pensar! Mas acredito que muitos se fazem aquela pergunta: “É correto agir dessa maneira!? ” e algumas vezes chegamos a aceitar ofensas e críticas destrutivas de algumas pessoas apenas pelo simples fato de serem mais graduados ou por sermos mulheres.

Mas, não é bem assim que funciona.

Infelizmente, há casos de abuso de autoridade no tatame sim! Situações que deixaram de ser apenas uma “brincadeira” entre colegas de treino e tornaram-se agressões!

Há aqueles que protestam: “tatame é lugar de quem aguenta pressão, se quiser moleza que vá “dançar balé” ” Seria bom lembrar que, o Balé exige respeito, disciplina e cuidados! Sim, o cuidado com os colegas de treino mostra o quão gentil você é! E o quanto quer ver sua equipe crescer. Afinal, a equipe é nossa segunda casa, os amigos são a família que a vida nos permitiu escolher. Lembre-se disso!

Certa vez, disse o honroso Mestre Hélio Gracie: “A faixa só serve para segurar as calças.” Acredito que ao pronunciar tais palavras ele em momento algum quis ofender ou menosprezar a faixa, que ao ser carregada na cintura representa nossa honra, e sua cor nosso nível de experiência e aprendizado; Porém, acredito que Ele quis estimular aos demais o valor da humildade na arte suave.

A cor de sua faixa não lhe dá o direito de ofender e agredir (verbal ou fisicamente) um colega de treino; Como também sua graduação não lhe tira o direito de se defender e opinar em relação à uma situação que á deixa desconfortável em sua academia.

É importante conversar com seu Mestre e lhe deixar sempre ciente do que está acontecendo. Assim, ele saberá de que forma agir e a quais medidas recorrer. Respeitar e obedecer o mestre e essencial da parte do aluno, para seu próprio desempenho pessoal e coletivo.

Infelizmente, os maiores índices de incidentes desse tipo nas academias ocorrem por parte de graduados, atingindo assim seu público alvo: os faixas brancas; talvez por sua falta de informação, prática, técnica e seu pouco tempo de atividade no Jiu-Jitsu. Quantas vezes você viu um graduado “atropelando” um faixa branca inexperiente? Qual o mérito que o graduado tem em fazer isso com alguém que não sabe um terço do que ele sabe?

Se você é ou já foi um faixa branca, sabe bem como é difícil esse começo onde apenas “engatinhamos”, mas para chegar onde está precisou acreditar em você, e teve ao seu lado pessoas que também acreditaram. Se prova do sabor doce de suas vitórias hoje, sabe como amargo e doloroso foi no início. Ao ver um colega desmotivado, não seja a mão que o destruirá ainda mais, porém, seja a mão que o ajudará a se erguer novamente!

De qualquer maneira é bom que os mestres observem bem seus alunos, afinal, o aluno é o espelho que reflete o Mestre dentro e fora da academia. É bom também que não façam distinção entre seus alunos e competidores, do branca iniciante, ao preta experiente, todos almejam a cada dia aprender mais, se dedicam arduamente para crescer e evoluir com êxito naquilo que tanto amam fazer: Jiu-Jitsu! Oss!

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