Atleta da Semana: Virna Jandiroba


Quem assiste suas lutas nunca imaginaria que uma atleta dona de uma frieza e foco tão admirados no mundo das lutas, entrou no jiu-jitsu na adolescência para aliviar suas crises de ansiedade.

A “Carcará” (codinome que adotou nos combates) de Serrinha, cidade que fica a 184 quilômetros da capital baiana, Salvador, é dona do impecável card no MMA: 14 x 0, além de ser Campeã Mundial de jiu-jitsu. Mas sempre encontra na sua rotina disposição para vestir o kimono de jiu-jitsu que lhe trouxe tranquilidade no passado.

Faixa preta da equipe Corpo e Mente, aluna do Sensei Valdir Reis, ela nos conta um pouco sobre sua vida, seus títulos, e das dificuldades e superações de ser mulher num esporte predominantemente masculino. Com vocês, Virna Jandiroba.

Como foi sua aproximação com o Jiu-jitsu?

Eu comecei ainda adolescente, já tinha praticado Kung fu e Judô. O jiu-jitsu aconteceu em um momento que eu estava tendo crises de ansiedade e durante os treinos eu me sentia mais tranquila. Um mês depois estava competindo.

Como é sua rotina de treinos?

Atualmente eu luto MMA, mas sempre deixo um espaço pra treinar jiu-jitsu de pano! Geralmente treino três vezes ao dia, entre os treinos coletivos de MMA, jiu-jitsu e preparação física.

Na sua opinião, quais as dificuldades de ser atleta?

É difícil ser atleta por que é uma profissão deslegitimada. Algumas pessoas perguntariam: “profissão?”. Diante disso tudo fica mais complicado viver do esporte. A princípio a gente depende muito de patrocínio, iniciativa pública ou privada e muitas vezes o acesso é muito difícil!

Somando isso ao fato de ser mulher, de ter que provar todo tempo a sua habilidade, força e etc. Às vezes tendo essas questões postas em segundo lugar em relação a sua aparência (baseadas no padrão de feminilidade). Enfim, ter que buscar espaço e visibilidade em um esporte que é predominantemente praticado e pensado por e para os homens.

Quais os benefícios que a arte suave pode proporcionar?

Acho que o jiu-jitsu pode ser uma ferramenta de educação informal muito boa. Se mediado bem, traz princípios éticos básicos que podem nos ajudar a conduzir e pensar em um coletivo. Além de todas as questões agregadas a saúde, sobretudo a saúde mental, autoestima, segurança e etc.

Mesmo sendo inspiração, deve ter alguém que te inspire nas lutas?

Eu gosto muito do Demian Maia, ele vem do jiu-jitsu e o aplica de forma fantástica no MMA. Além disso, gosto da postura dele, acho que ele representa o jiu-jitsu como um verdadeiro Samurai!

Virna, a pergunta que não quer calar: UFC, quando?

Estão fazendo charme (risos). O caminho de alguns atletas às vezes é mais longo, nem sempre os critérios que são usados pelas organizações são, por exemplo, o cartel. O meu caminho é mais longo, mas tenho convicção que chegarei. Enquanto isso, continuo treinando e aproveitando o caminho!

Alguma mensagem para as meninas que pensam em seguir carreira no esporte?

Não é fácil, como todos os caminhos tem o ônus e bônus, mas é muito bom!!!

Virna é Campeã Mundial de Jiu-jitsu e campeã do Invicta FC MMA Card 14 x 0.

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