O jiu-jitsu não tem partido


Desde que entrei nas artes marciais, eu aprendi que ali se vive uma filosofia passada de geração a geração. Que, mesmo com a modernidade, ela impõe seus valores, princípios e se mostra sempre soberana a tudo de ruim que o mundo nos apresenta.

Para pisar o Dojo você tem que respeitar em primeiro lugar, respeitar as regras do dojo, a hierarquia das faixas. Mas, principalmente, saber que ali dentro não existem diferenças de tratamento ligadas a gênero, nem raça e muito menos opiniões políticas e religiosas.

Os últimos episódios presenciados em matérias e até mesmo posições políticas na internet de pessoas muito influentes na arte suave, me fizeram envergonhar perante aqueles princípios que sempre aprendemos sobre o jiu-jitsu.

Uma faixa é o maior símbolo da evolução, dedicação e honra de um praticante, sempre repudiamos o fato de ela ser banalizada em academias, contestando muitas vezes a índole de quem a comercializa na sua forma de ensino.

E então, em determinado momento, estamos vendo isso ser símbolo político, a maior honra do praticante que dedica anos da sua vida, a tão sonhada faixa preta, banalizada como prêmio político para sustentar egos inflamados.

Se você quer fazer a inclusão de alguém relevante para você no jiu-jitsu, dê um kimono, convide a um treino, mostre o nosso caminho, o que vivemos diariamente no tatame. Ou, ainda, falar sobre o esporte, para que as pessoas possam conhecer e valorizá-lo em seus projetos, no caso da política.

Precisamos continuar sendo superiores a tudo que corrompe valores, a tudo que separa os povos, que gera conflitos. Precisamos continuar sendo o exemplo de disciplina, educação, inclusão e respeito, e para isso não precisamos estar de um lado nem de outro, precisamos estar do lado do jiu-jitsu, por que ele é “para todos” como já dizia o Grande Mestre Hélio Gracie.

Isso é o que trouxe valor à arte suave, o que faz as pessoas quererem praticar, o que nos torna especiais dentre outras modalidades e apaixona quem conhece.

A política já se perdeu há muito tempo, mas não podemos permitir que o jiu-jitsu brasileiro se perca. Não era nem mesmo para existir um vínculo e comparação entre essas duas coisas.

Não deixe o Jiu-Jitsu decepcionar, como a política sempre nos decepcionou.



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