A vivência nos Emirados Árabes trabalhando com jiu-jitsu


Atualmente, Abu Dhabi é um dos lugares com maior referência no jiu-jitsu brasileiro do mundo, contando com grandes eventos como Grand Slam, Abu Dhabi World Professional e muito outros campeonatos que reúnem grandes lutadores de renome do mundo todo. Para conhecermos um pouco mais sobre essa cultura e o dia a dia desses jiu-jiteiros, entrevistamos a faixa preta Ana Paula Cardoso Nascimento, que morou em Abu Dhabi um pouco mais de 2 anos, dando aulas de jiu-jitsu, e nos conta um pouco de como foi a sua experiência.

A Ana tem 34 anos, faixa preta do Mestre Marcelo Ferreira, treina jiu-jitsu desde 1999, e atualmente está na equipe Claudio Bueno em Campinas. Em meados de julho de 2015 a Ana recebeu a proposta para lecionar jiu-jitsu em Abu Dhabi, achou interessante a ideia por poder aprimorar o inglês, conhecer uma nova cultura, adquirir nova experiência internacional no currículo e desenvolver seu lado profissional e pessoal.

A proposta surgiu de uma conversa de uma amiga chamada Pâmela, que comentou sobre a ideia, e perguntou se ela gostaria de ir. A Ana pensou em quantas portas essa oportunidade poderia abrir para ela profissionalmente, e disse sim, que tinha interesse em ir.

Os requisitos necessários para ir eram: ser formada em educação física, ser faixa preta de jiu-jitsu e ter um inglês intermediário, no mínimo. Ana já tinha todos, e então começaram os preparativos para a nova jornada. Entraram em contato com um grupo de mulheres que estavam indo para lá, correram atrás de toda papelada, e em setembro de 2015 embarcou para os Emirados Árabes.

Seu dia a dia lá era bem puxado, dava aula de jiu-jitsu quase o dia todo em uma escola para meninas na faixa de 10 a 12 anos, e folgava aos finais de semana. O objetivo maior da Ana, além da experiência internacional, era lutar o Gran Slam, mas a realidade que encontrou foi um pouco diferente do que imaginava, a carga horária de trabalho era bem alta e muitas vezes os horários das aulas que ela dava, não batiam com os horários de treinos, logo, o rendimento como atleta acabou caindo.

O salário era bom, dava para se manter tranquilamente, e todos professores (homens e mulheres), ganhavam a mesma coisa, mas existe uma hierarquia de graduação, então, quanto mais graduado, maior é o salário.

O que a Ana mais gostou em Abu Dhabi foi a oportunidade de encontrar a pessoa mais especial da vida dela, o marido, que também é faixa preta e professor de jiu-jitsu. Nos contou também que gostou das amizades que fez, do quanto aprendeu com a vivência em outro país totalmente diferente do Brasil, e que muitas coisas que aconteceram, fizeram ela ter visões diferentes sobre tudo que ela leva para a vida. Teve a oportunidade de estar ao lado de um dos maiores jiu-jiteiros que ela admira muito que é o Ramom Lemos e pôde melhorar bastante o inglês.

Mas Ana repensou algumas coisas nos anos que esteve nos Emirados Árabes, uma delas foi aprender que dinheiro é bom, mas se paga um alto preço por isso lá. E ela não estava disposta a colocar o seu caráter e índole a venda por isso, pois dinheiro nenhum do mundo compraria isso dela.

Se fosse para Ana dar um conselho para alguém que estive indo para lá agora, ela falaria: “Se você tiver a oportunidade de conhecer outra cultura de outro lugar, vá . Se essa for a sua única oportunidade, agarre. Esteja preparado psicologicamente, emocionalmente, esteja com a mente blindada para ir até o limite dos seus pensamentos, pois o nosso pior inimigo, somos nós mesmos, e estar em outro país, outra cultura longe da sua zona de conforto é um desafio único. Só você é capaz de saber até onde você pode ir, seja forte, aprenda, aprenda, aprenda, e quando você não puder mais aprender se mude.”

Por fim, Ana retornou ao Brasil fevereiro desse ano (2018). Seus planos para o futuro são aprender mais, dedicar mais à vida de atleta, voltar a competir mais, e dar o seu melhor para todos os seus alunos.

Atualmente Ana leciona jiu-jitsu e defesa pessoal para mulheres em uma academia em Campinas, interior de São Paulo. É atleta de jiu-jitsu, boxe, dá aulas de personal fight e é esposa!

Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho dela o instagram é @anapaulapersonal

Obrigada Ana por compartilhar com a gente um pouco da sua jornada no jiu-jitsu, por ser referência e inspirar tantas mulheres a sua volta, oss!

 


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