Graus e os desafios da faixa branca


Eu sei que para quem está na sua faixa azul, roxa, marrom e até na faixa preta estar na faixa branca pode não parecer tão desafiador assim. Porém, apesar de ser aquela fase de aprendizado, em que tudo é novidade e que você talvez tenha mais liberdade para questionar e até para errar (sim, para errar), é uma fase em que também decidimos se queremos seguir em frente (apesar desse questionamento ser um pouco mais forte na faixa azul).

Por ser o início da sua trajetória no esporte, é importante o seu comprometimento uma vez que a sua base começará a ser formada, pois, é muito mais difícil você ter que reaprender algo depois de aprender da forma errada, do que começar aprendendo de maneira correta.

O que me levou a escrever sobre isso foi que nesses poucos meses de jiu-jitsu, percebi uma rotatividade em alguns alunos faixas brancas, muitos conseguem ir uma semana sim outra não, geralmente por não conciliar uma rotina de trabalho, faculdade, família e treinos. Porém, alguns que saem de uma vida sedentária, que nunca praticaram nenhum tipo esporte, que sofreram lesões entre outras razões acabam desmotivados pelo fato de sentirem que não estão evoluindo.

Isso parece ser ainda pior depois que você recebe um, dois ou três graus na sua faixa, afinal cada grau que você recebe, cada troca de faixa representa o reconhecimento da sua evolução no esporte, mas traz junto mais responsabilidade. Quando parece que todos evoluem e você não, quando as pessoas aparentemente veem o seu progresso e você não, é difícil se manter motivado.

Mas lembre-se que o seu professor leva em consideração não só a quantidade de treinos que você faz (nossa, não aguento mais essa menina aqui, vou dar um grau pra ela rs) mas como você melhorou a sua defesa, a sua evolução nos pontos que você tinha mais dificuldade, seu comportamento em relação aos companheiros de treino, seus objetivos. Até porque além de metas diferentes, a forma de aprendizagem e o tempo de desenvolvimento da técnica não é o mesmo para todos.

Essa sensação de estagnação, de que todos evoluem e você não pode ser corrosiva. Mas, lembre-se que o esporte além de exigir o seu desempenho físico, tem uma estreita relação com a sua mente. Muitas vezes somos exigentes demais com nós mesmos, nos cobramos em excesso e damos muita atenção ao que ainda falta, e não ao que fizemos até aqui.

Ahhh e conversando com alguns graduados, adivinha? A sensação de que você precisa aprender algo novo e melhorar não acaba nunca, afinal, ninguém já aprendeu, desenvolveu e explorou tudo dentro de um esporte e no jiu-jitsu não é diferente.

Então treine duro, procure evoluir, trabalhe os pontos fracos, mas não deixe de valorizar as suas vitórias! Elas podem parecer pequenas, mas são importantes em cada etapa do seu desenvolvimento.

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Comments 2

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  1. Muito legal esse post. Realmente eu vinha sentindo que não estava evoluindo, isso me desmotivou e pensei em desistir várias vezes. A sensação de que os outros evoluem e você não é horrível! Mas muito obrigada por me motivar a continuar e ver as coisas que consigo fazer, que algumas não tenho mais dificuldade… Oss!

    1. Nossa, fico muito feliz Mayara!!! Eu tinha essa impressão rs Que todo mundo evoluía menos eu, até que as pessoas começavam a comentar de posições que eu sempre caía e eu comecei a defender, de golpes que eu consegui a encaixar e aí fui começando a prestar mais atenção nos meus rolas pra ver o que eu tinha melhorado e o que precisava melhorar rs Ainda tem muitaaa coisa pra melhorar, claro, mas é bom perceber nossas pequenas evoluções diárias!!! Oss

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