A importância do jiu-jitsu como defesa pessoal nas forças de segurança


Foto: portal do Governo do Estado do Amapá

Quando jiu-jitsu foi introduzido no Brasil, a defesa pessoal era a primeira parte do esporte que o aluno aprendia. Muitas vezes ele ficava até um mês aprendendo a se defender, para depois treinar as técnicas e a luta em si.

Às vezes os alunos podem deixar de aprender técnicas importantes para o dia a dia pelo fato de o professor não dar tanta importância assim à defesa pessoal. Ela deveria ser treinada tão exaustivamente, que quando necessário utilizá-la, já estivesse intrínseco. Além de proteger sua própria integridade, a mulher principalmente, protege seus filhos, familiares e precisa saber sair de uma área de risco e ficar em segurança.

Nas forças de segurança não poderia ser diferente ou até mais importante! É difícil hoje em dia as ocorrências policiais serem tranquilas. Vemos nas corporações em geral cada vez mais a necessidade da prática de artes marciais como defesa pessoal. Policiais civis, militares, guardas metropolitanas, exército, marinha, aeronáutica, com toda a certeza já passaram por situações em que precisaram se utilizar de técnicas de defesa para conter um indivíduo mais “resistente”, às vezes necessitando de mais de um agente para a imobilização.

Em todo curso de formação, policiais aprendem técnicas de defesa pessoal. Além de ser útil aos policiais, o jiu-jitsu é fundamental para a saúde emocional e o equilíbrio, influenciando diretamente na sua qualidade de vida.

Como exemplo, em 2014 durante a Copa do Mundo, a Polícia Militar de São Paulo utilizou o jiu-jitsu contra indivíduos violentos em protestos na cidade. Em Belo Horizonte existe a Tropa do Braço, que conta com cerca de 50 soldados, todos faixas pretas em alguma arte marcial.

Sem dúvidas, e temos diariamente este ensinamento, vencer um oponente nem sempre é eliminá-lo. Impedir que ele se exalte ou ataque violentamente é um grande avanço. Diante dessa filosofia, as forças de segurança brasileira, alemã, tropa de elite francesa, fuzileiros navais americanos, também possuem treinamento especial no jiu-jitsu.

Por outro lado, precisamos pensar que já que o objetivo é aplicar a arte marcial na atividade policial, por que seria o jiu-jitsu a arte ideal?

Não digo de maneira alguma que outra arte marcial não tenha o mesmo valor, porém, o agente precisa entender que ele não está atuando sozinho, mas em nome da corporação que representa e, dessa forma, deve evitar fraturas ou lesões muito graves, pois está sempre sendo assistido. Invariavelmente haverá alguém com um celular torcendo para o profissional cometer excessos e viralizar pelas redes sociais o vídeo desse momento. Tudo o que um repórter sensacionalista precisa é de um agente de segurança quebrando um dente ou um braço do abordado para colocar como destaque principal da ação.

É previsto no Código Penal (art. 23) e no Cód. de Processo Penal (art. 284, 292) o uso da força em serviço, mas se destaca o profissional que treina regularmente e utiliza-se menos da força e mais da técnica. É tão importante o conhecimento, quanto saber o momento certo de aplicá-lo. Vale lembrar que a mesma lei que permite o uso, prevê punição para os excessos.

A Cabo PM Kelli Vaz deu seu depoimento em relação ao uso do jiu-jitsu em seu trabalho. Ela tem 44 anos, trabalha na PM em SP há 21 anos. Atua diretamente em situações de rua como manifestações, protestos, jogos de futebol. Treina jiu-jitsu há 9 meses: “Já usei o jiu-jitsu para abordagens, uma vez que oferece melhor preparo físico e desenvoltura, principalmente quando há resistência à prisão. Sou novata no esporte, mas a PM sempre nos fornece a defesa pessoal. O jiu-jitsu veio para agregar muito em tudo na minha vida. Pratico dentro do Batalhão com uma equipe de policiais e um Mestre que vem dar as aulas.”

Temos também outras atletas que já tiveram suas histórias contadas relatando experiências desde tentativas de assalto a situações de trabalho em que tiveram que utilizar dos conhecimentos em jiu-jitsu para se manter a salvo.

Como diz o ditado, melhor saber e não precisar, que precisar e não saber.

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