Defesa pessoal: uma porta de entrada para as mulheres no jiu-jitsu


A arte marcial é definida como um conjunto de disciplinas físicas e mentais divididas em diferentes graus, que tem como objetivo o desenvolvimento de seus praticantes para que possam SE DEFENDER, ou SUBMETER o adversário mediante técnicas.

Desde o princípio, as artes marciais eram artes de defesa. Apenas utilizando o próprio corpo ou armas brancas. As guerras, antigamente, eram travadas em combates corpo a corpo e os indivíduos que possuíam mais técnica se destacavam.

Hoje em dia, mesmo depois da pólvora, ainda sim as artes marciais têm seu espaço como defesa pessoal. É claro que mesmo aprendendo a tomar uma arma de fogo de alguém não é o que deve ser feito em casos de assalto, por exemplo. Mas em casos de vida ou morte, em que a única chance é tentar desarmar o individuo ou se proteger de um ataque, a técnica pode te salvar.

Para as mulheres, em especial, é muito importante conhecer técnicas de defesa pessoal. É como diz o ditado que, com certeza, vocês já devem ter ouvido: é melhor saber e não precisar do que precisar e não saber.

Se você for atacada de alguma forma, ou com golpes, ou quando um indivíduo te segura ou te agarra, seja lá qual for o objetivo do atacante, você precisa estar preparada para responder de maneira eficiente, ou seja, utilizado técnicas, pois apenas fazer força ou se debater pode não ser o suficiente para cessar o ataque.

Existem muitas artes marciais, mas a nossa arte suave é a que mais se encaixa no programa feminino, pois por conceito o jiu-jitsu é a arte em que o mais fraco fisicamente pode subjugar o mais forte. Também não devemos esquecer que nossa arte é um combate agarrado e no chão, que são as situações que mais acontecem em agressões. Quem nunca viu uma briga que acabou com os dois indivíduos agarrados no chão se agredindo?

O jiu-jitsu, justamente por ser uma arte de muito contato, ainda sofre muito preconceito, principalmente por parte das mulheres. Já que a maior parte de praticantes é homem e ainda existem poucas turmas femininas exclusivas, é constrangedor ficar se “agarrando” com desconhecidos já na primeira aula (eu pensei a mesma coisa quando fui “obrigada” a participar da aula experimental pra dar uma moral pra uma amiga, engraçado, eu continuei e ela não).

Algumas até gostariam de tentar, mas também tem que lidar com o ciúme de maridos e companheiros que não entendem como funciona a arte. “Mas você vai ficar se agarrando com aqueles caras no chão?” (acontece também das esposas reclamando, mas hoje estou focando mais nas mulheres).

Nesse contexto, os cursos ou turmas de defesa pessoal baseada em técnicas de jiu-jitsu funcionam como uma porta de entrada para as mulheres no jiu-jitsu propriamente dito. Lá elas não serão jogadas em meio ao mar da arte e já começar com o kimono as “cozinhando”, rolando no chão com pessoas desconhecidas, tomando amasso, sem conseguir respirar. Esses cursos propiciam que elas sejam apresentadas ao jiu-jitsu de maneira gradativa e mais suave.

Começam aprendendo a se defender, que é SUPER importante, e assim vão tomando gosto por aprender cada vez mais técnicas até que enfim acabam se apaixonando pela arte.

Se você nunca se arriscou a praticar jiu-jitsu porque parece estranho o pessoal “se agarrando” no chão em posições diferentes, procure uma turma de defesa pessoal. Com certeza, o aprendizado dessas técnicas vai ser muito útil, pela autoconfiança gerada, por saber se defender ou mesmo que apenas como atividade física. Tenho certeza que você vai ter outra visão do jiu-jitsu e pode ser que venhamos a nos tornar companheiras de tatame. Bons treinos! OSS!

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