Pequenos ferimentos: cuidados que vão além da higienização


Que o tatame deve estar limpo e que devemos manter os hábitos de higiene em dia (unhas das mãos e dos pés cortadas, kimono limpo) para a prática do jiu-jitsu todos nós já sabemos (ou pelo menos, deveríamos). Porém, ainda assim é necessário ficar atento com alguns detalhes que acabam passando despercebidos.

Na prática do jiu-jitsu, além dos famosos roxos, é comum ralarmos/queimarmos algumas partes do nosso corpo, principalmente os pés e as mãos. Como consequência, ficamos com alguns pequenos machucados (o que é perfeitamente normal) que geralmente são tratados de forma bem simples, inclusive com o uso do famoso esparadrapo.

No entanto, quando não cuidamos desses leves ferimentos da maneira adequada, eles podem evoluir e tornar-se algo mais grave. Por exemplo, ao perceber que um pequeno corte não fecha, não cicatriza, devemos ficar em alerta, pois pode ser um sinal de que não estamos tendo o devido cuidado com ele.

Você deve estar pensando “o que aquele ralado de ontem tem a ver com higiene, tatame e kimono?” Tudo. Ferimentos podem ser leves ou graves, contraídos dentro ou fora do tatame, porém é fundamental cuidar, por menores que eles sejam, pois mesmo que você esteja limpo, com o kimono limpo, tatame limpo, expor uma ferida não tratada durante o treino pode ter consequências desagradáveis e que trazem riscos a sua saúde, como infecções.

Devemos ter em mente, que apesar da higiene, ferimentos podem exigir cuidados específicos e quando expostos a liberação de suor (seu ou outras pessoas) a chance de bactérias entrarem em contato com seu corpo, na sua corrente sanguínea aumenta. A pele constitui uma barreira natural de proteção do nosso corpo, quando essa barreira é rompida de alguma forma ficamos mais vulneráveis a presença de bactérias em nosso organismo.

Uma dica válida é sempre lavar pequenos ferimentos com sabão e água correte , visto que quanto mais rápido o ferimento é lavado, menores são as chances de complicações.

No caso dos ferimentos mais profundos, geralmente são utilizados alguns produtos específicos, todavia, o ideal é procurar um profissional de saúde pois ao invés de evitar uma inflamação ou infecção, um tratamento inadequado pode ter o efeito totalmente oposto.

Uma ressalva é que algumas pessoas com doenças crônicas como diabetes apresentam dificuldade no processo de cicatrização e podem demandar cuidados distintos.

Enfim, os roxos e os ralados são comuns no jiu-jitsu, afinal estamos falando de um esporte de contato. Porém, quando se fala em ferimentos que expõem sua pele, por menores que eles sejam é necessário ter atenção aos sinais do seu corpo e respeitar o tempo de recuperação e cicatrização.


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