As faces da competitividade no Jiu-Jitsu


competividade

Na matéria de hoje abordaremos sobre um assunto muito questionado quando se começa a treinar  Jiu-Jitsu ou qualquer outro esporte: competir, ou não competir?

O Jiu-Jitsu para muitos, é um estilo de vida. É o momento onde o praticante relaxa, estuda novas posições, treina duro, e isso já é suficiente para ele. A filosofia por trás do  Jiu-Jitsu inspira a todos os atletas a ultrapassarem seus limites em treinos, nas próprias academias ou campeonatos, mas respeitando o perfil de cada um. A Arte Suave se molda perfeitamente para todas as personalidades de lutadores, sendo eles competidores ou não.

            Do conhecimento e aprendizado que tive nesse tempo em que pratico o Jiu-Jitsu é que encontramos diferentes tipos de perfil, de busca, de vontade em cima do tatame. Quando uma pessoa se dispõe a entrar no meio esportivo, seja ele por motivos de saúde ou por gosto da própria competição, automaticamente depois de um tempo surge uma pressão dos colegas de treino ou até mesmo do próprio professor sobre essa questão. Acredito que essa pergunta deve perseguir a mente de todos lutadores, vou competir ou não? Será que já estou preparado?

Muitos procuram a arte suave para aprender uma luta, entrar em forma física, sem qualquer ambição de disputar campeonatos ou de serem campeões, treinam para superar seus próprios limites, é mais uma questão de superação pessoal. Mas também você pode entrar com foco para campeonatos, treinando com a mente em alerta sobre pontos e as vantagens, testando estratégias e posições.

A questão é, existe alguma diferença de quem compete para quem não compete? A competição é algo pessoal, existe o competidor que compete com ele mesmo e tenta sempre se superar e existe o que compete com os outros para provar algo, como também existe o que compete porque ama essa adrenalina. A superação é pessoal, não dá para diferenciar quem é melhor ou pior.

São os parceiros de treino, a equipe, o desafio lançado pelo professor/mestre que dão força, os amigos e a própria vontade do atleta.

Sobre o fator “competir”, acredito que o mais importante é o aluno ter a vontade e seu professor achar que ele está preparado tecnicamente e fisicamente. A confiança entre professor, aluno e competidores devem estar unidas à disciplina e preparo com planejamento, visando sempre as competições como uma forma de desenvolverem a evolução.

Competir sempre é uma pressão, uma expectativa que fica com o atleta. Dentre os perfis dos que gostam de competir, existem atletas que são competidores natos e que controlam bastante sua adrenalina antes, durante e depois do combate como também existe aquele em que sente medo, mas que gosta da adrenalina. O medo surge facilmente nesses momentos e traz inúmeros questionamentos que são da natureza humana: “será que vou ganhar’? Será que vou completar a prova? Será que vou me machucar?  Todo competidor deve estar consciente de sua condição para ir lutar um campeonato. Treinou duro? O aeróbico está em dia? Está batendo o peso certo? Crie seus objetivos e trace sua meta! As competições por mais assustadoras que possar parecer para os iniciantes, têm que ser encaradas com seriedade.

Como praticante dessa arte suave, já me permiti a participar de algumas competições, (mesmo que não seja o meu foco no Jiu-Jitsu – Veja na abordagem da matéria “Mudar o roteiro da sua vida não tem preço”), vejo a competição como um desafio, uma experiência que todo atleta deveria vivenciar, mesmo que não goste de competir, sair da zona de conforto e viver esse desafio é instigante. E para esses atletas, recomenda-se que além de estar preparado fisicamente e mentalmente, procure se especializar nas regras, técnicas e saber ganhar uma vantagem, isso pode ser um diferencial e tanto naquela luta que parece ser difícil.

Para finalizar, qualquer um que queira praticar Jiu-Jitsu , o não querer competir não faz de você mais fraco, inferior, despreparado, incapaz do que outro que queria competir. Existem excelentes lutadores que não tem esse perfil de competição mas dão excelentes treinos e são excelentes alunos. Esses lutadores têm de ser respeitados em seus pontos de vista, pois para eles estarem no tatame, muitas vezes, já é uma vitória pessoal. Seja vencer a timidez, a inércia, o medo, afinal, todo rola seja em qual tatame for, um sairá vencedor e o outro TAMBÉM. A final, ao perder um rola, temos a melhor vitória… a EVOLUÇÃO.

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