O famoso “ranço”


No ano de 2017 a palavra mais usada pelos internautas brasileiros nas redes sociais foi “gratidão”, mas há quem diga que a palavra ranço não ficou atrás rs… Brincadeiras a parte, nos últimos meses eu tenho percebido como esse termo tem se tornado tão popular em postagens nas redes sociais, mas também como tem sido comum ouvir essa expressão em conversas informais do dia a dia.

A palavra “ranço” tem sido utilizada para expressar um sentimento de repúdio em relação a outra pessoa com ou sem motivos, inclusive alguns sites que disponibilizam dicionários da língua portuguesa além de possuir a palavra ranço em seu banco de dados, passaram a considerar o verbo “rançar” (sim!!! Eu ranço, Tu ranças, Ele rança, Nós rançamos rsrs).

Nesse ponto, a realidade das academias não é muito diferente. Sempre tem aquelas pessoas com as quais você tem mais afinidade, aquelas que você não conhece tão bem assim e infelizmente, em alguns casos, aquelas pessoas com as quais você cria um certo tipo de ranço.

Em que ponto o fato de você criar ranço de alguém deixa de ser saudável? Isso não é um convite para aceitar qualquer tipo de abuso ou desrespeito, isso não quer dizer que você vai ser o melhor amigo de todo mundo e também não é promover a ideia de que é normal sair por aí criando ranço, mas propor uma reflexão e uma abordagem diferente sobre o assunto.

Gente, novamente, a intenção desse texto não é te encorajar a aceitar um comportamento abusivo e desrespeitoso, seja nos tatames ou fora deles, ok? O objetivo é trazer uma reflexão sobre o tema, afinal, em um mundo de tanta intolerância, onde a maioria vive no piloto automático, muitas pessoas acabam passando despercebidas e muitas pessoas têm criado preconceitos e os famosos ranços sem motivo aparente.

Quantas vezes ouvimos frases como “amizade entre homem e mulher não existe” ou “amizade entre mulher é na base da falsidade”? Esse tipo de pensamento é um exemplo dentre tantos outros que poderiam ser citados e representa dois extremos. Quando isso é reproduzido são criados padrões sociais e são encorajados comportamentos que criam cada vez mais distanciamento entre as pessoas. Aliás, aqui no BGM temos um texto falando sobre cumplicidade feminina nos tatames. Vale a pena conferir.

A arte suave não nos ensina apenas técnicas e posições, mas valores que infelizmente andam em desuso. Não tem nada mais desagradável do que ouvir pessoas falando mal de seus professores e colegas, criando conceitos e opiniões sem conhecer o outro. Então, lembre-se de que as pessoas têm dias e fases ruins, limites a serem ultrapassados dentro e fora dos tatames e que promover empatia e cumplicidade pode começar pela gente.

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