Mulheres no tatame


A presença das mulheres no tatame sempre foi uma fonte de pesquisa e orgulho para mim, ver a história de como diversas mulheres quebraram barreiras para poderem pisar nos tatames. Desde as pioneiras até as que hoje em dia ainda enfrentam estigmas de uma sociedade que acredita que o jiu-jitsu atende somente o público masculino.

Mas o que me fez refletir ainda mais sobre essa questão foi que no dia 21 de janeiro, domingo retrasado, eu e uma amiga participamos de um seminário de jiu-jitsu e entre mais ou menos uns 100 homens havia somente cinco mulheres (contando com a gente). Essa diferença gritante foi um dos questionamentos de parte da imprensa que estava cobrindo o evento e teve como resultado uma resenha no vestiário.

Entre vários assuntos abordados nessa resenha (que podem ser tema de outros artigos rs), entendemos que mesmo com a mudança de cenário do esporte nos últimos tempos, nós, mulheres, além de enfrentar os clássicos preconceitos acabamos sendo muito cobradas para ter um desempenho perfeito, notas perfeitas, corpo perfeito, isso quando não nos cobramos dessa mesma forma ou com mais intensidade. Além disso, outro ponto que levantamos foi como temos que nos dividir entre casa, trabalho, faculdade, academia e por aí vai (sabemos que a rotina de vocês também é puxada meninos, não fiquem bravos).

A proposta não é dizer que você não pode ter um belo corpo, se destacar no trabalho, ser uma ótima mãe e ir treinar, porque você pode fazer tudo isso e muito mais. A questão é que não tem nada errado você impor seus limites. Além de não ser obrigada a ser todas essas coisas, se você não quiser.

Você deve estar pensando “Legal, e o que tudo isso tem a ver com o seminário, as cinco mulheres e tal?” É nesse ponto que eu queria chegar, às vezes na tentativa de abraçar o mundo a gente acaba esquecendo de tirar um tempo pra fazer aquilo que a gente ama, cuidar da nossa saúde, definir nossas prioridades, tocar nossos projetos. Também não estou falando que você não deve se esforçar e cumprir suas responsabilidades, mas que, se você é mais uma dessas mulheres do tatame, não coloque você, seu esporte ou sua saúde em segundo plano, afinal conciliar não é fácil, mas é possível.

Dessa forma, você até pode chegar a atingir mais mulheres a sua volta e o jiu-jitsu feminino vai crescer ainda mais. Sabemos que não é fácil, mas não desista. Vamos nos apoiar e continuar firmes em busca de nossos sonhos!

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