Atleta da Semana – Ana Luiza Oliveira


Hoje o Atleta da Semana desembarca no Piauí para conhecer a história da atleta faixa roxa da equipe QG da Luta, Ana Luiza Oliveira. Ela tem 19 anos, é natural de Recife-PE e no final de 2005 mudou-se para Teresina com a família (por conta do trabalho de seu pai).

Tudo começou quando o seu pai, Luiz Oliveira, resolveu dar aulas de jiu-jitsu e fundar o Projeto Social QG da Luta em 2006. Logo em seguida, ela começou a treinar e desenvolveu o amor pelo pela arte suave. Na época em que iniciou teve o apoio da família, porém foi criticada no colégio por não haver meninas praticando jiu-jitsu, inclusive na mesma faixa etária que ela (8 anos de idade). Ela se dedicou aos treinos e resolveu competir, e desde então não parou mais, sempre que pode está competindo (a nível local, regional e nacional) e com o passar do tempo o jiu-jitsu trouxe alguns benefícios.

Mas como qualquer pessoa, um tempo atrás ela estava se cobrando em querer evoluir que nada estava saindo, o medo da derrota era enorme e o resultado não era satisfatório para ela. O jiu-jitsu trouxe inúmeros benefícios para a vida de Ana, o maior de todos foi o controle emocional, ou seja, saber lidar com as derrotas, saber levantar, “sacudir a poeira” e continuar seguindo em frente. Foi através dessa mudança que ela resolveu continuar se dedicando, não deixou que o medo a dominasse e está conseguindo pouco a pouco realizar os próprios sonhos.

Todos nós sabemos que a rotina de um atleta não é fácil, e a de Ana Luiza é corrida como a de muitas outras atletas. Ela tenta conciliar os treinos com a faculdade, com espaço especial para a preparação física. Pela manhã, vai para a faculdade (de Educação Física) e também para o estágio. Às 12h faz o primeiro treino de JJ (com duração de 1h30min), depois almoça e descansa para o próximo treino, que é às 16h30min (também de 1h30min). Além dos treinos normais de jiu-jitsu, ela vai à academia (três vezes na semana) e também aproveita o intervalo entre um treino e outro para fazer um específico de posições (duas vezes na semana). No sábado a tarde ela também faz Pole Dance Fitness (outra paixão além da arte suave).

Ana Luiza, em sua trajetória no jiu-jitsu, coleciona muitos títulos locais e nacionais, dentre eles: 3º lugar no Sul Americano CBJJ (2017), 2x Campeã Brasileira CBJJ (2015, 2017), 2x Campeã Mundial CBJJE, Campeã Sul Americano IBJJF (2014), Campeã São Paulo BJJ Pro CBJJ (2016), Campeã Salvador Open GI e NOGI (2016), 3º lugar no  Absoluto Salvador Open (2017), Campeã Categoria e Absoluto International João Pessoa UAEJJF 2017). Seus títulos mais recentes (na faixa roxa, em competições nacionais) foram no Salvador Open em 2017, em que se sagrou campeã GI e NO GI (categoria) e ficou em 3º lugar no absoluto.

Se depender de Ana Luiza, os títulos não vão parar por aí. Em 2018 ela pretende lutar mais Opens da CBJJ, o Campeonato Brasileiro e Sul Americano e Campeonato Brasileiro Sem Kimono. Também quer em breve poder realizar um dos seus maiores sonhos: lutar o Mundial da IBJJF.

 

Ela possui grandes inspirações, como seu pai Luiz Oliveira, o namorado Lívio Ribeiro e seus amigos de treino do PSQGL. Além disso, tem também ídolos como Bia Basílio, Bia Mesquita, Gezary Matuda, Michelle, Mackenzie Dern, Andressa Cintra. Ela também aproveita para olhar as lutas dessas atletas e estudar o forte de cada uma para tentar colocar no próprio jogo.

Uma das principais curiosidades por parte de algumas pessoas que a conhecem é saber qual a principal dificuldade ao lutar um absoluto, e ela nos contou : “Acredito que minha maior dificuldade ao lutar absoluto seja meu peso e tamanho, mas sempre procuro lutar para ficar me testando. Acredito que na mudança de faixa (da azul para a roxa) o que acabou pesando mais foi a estratégia, acho que tem que ter mais paciência e estratégia na hora da luta, seja no absoluto ou na categoria”.

Ana Luiza aproveitou a entrevista para destacar a evolução e crescimento do jiu-jitsu feminino no Brasil: “acho simplesmente incrível, principalmente em ver que o JJ feminino cresceu tanto em quantidade quanto em qualidade (as lutas são simplesmente de parar e admirar até o final). As academias estão cheia de meninas e atualmente contam com a ajuda dos portais dedicados às mulheres atletas de jiu-jitsu, em especial o BJJ GIRLS MAG, e isso acaba motivando uma a outra a continuar na batalha da vida”.

“Queria aproveitar esse espaço e agradecer primeiramente a Deus por me dar saúde, oportunidade e pessoas incríveis para ajudarem em meu sonho, obrigada a BJJ GIRLS MAG pela oportunidade. Ao meu pai Luiz Oliveira por sempre estar me apoiando independente de qualquer coisa, ao meu namorado Lívio Ribeiro que em todos os momentos está lá para comemorar ou me consolar, que está comigo no dia a dia me ajudando em pequenas coisas que significam muito para mim. Não posso me esquecer dos meus amigos do PSQGL que estão comigo todos os dias batalhando em busca do mesmo sonho, que apesar de todas as diferenças e dificuldades estão lá um ajudando ao outro. Espero que um dia eu também possa brilhar nos tatames mundialmente e inspirar alguém a não desistir, independente da dificuldade. Muito obrigada a todos e vamos lá para as próximas batalhas!”

“Não tenham medo de ir em busca do que querem, não tenham medo de lutar, pois só conquista algo quem tenta. Mesmo que demore muito tempo para você conseguir, uma hora sai. E quem realmente gosta de você vai apoiar seu sonho e estar com você até o final. OSS”

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