Atleta da Semana – SAMYA FREIRE


Nas margens do São Francisco, a 712 Km de distância da capital pernambucana, Recife, o calor de 35,8°C não está interferindo em nada nos treinos nem nos projetos dessa obstinada lutadora. Nada que um bom mergulho nas águas claras do velho chico não resolva. Bom para a arte suave, bom para Petrolina, bom para os meninos e meninas que recebem o apoio de Samya Freire em seu projeto. Ela tem 26 anos, é faixa roxa da equipe Dojo-RS Team, nossa Atleta da Semana de hoje.

Treino Jiu há cinco anos, mas luto desde os dez anos de idade. Iniciei com o Judô. Ganhei vários títulos, o maior foi o de campeã brasileira. Mas, quando comecei o Jiu me apaixonei, ai larguei o Judô. No Jiu tenho vários títulos: Campeã brasileira, sul-americana, pan-americana, mundial pela FIJJD, campeã do Open Internacional da CBLP, do pernambucano da FPJJ e baiano da FJJEBA, entre outros títulos. Já competi também na Argentina. São 98 medalhas em cinco anos.”

E como são nossa “hermanas” no Jiu-jitsu?

Samya – O jiu-jitsu brasileiro realmente é o melhor. Fora do país tem muitas meninas boas, mas, nada se compara ao nosso jiu-jitsu.

O que te estimula a treinar?

Samya – O que me estimula a treinar sempre mais é sempre tá no topo, sempre ser melhor… Uma coisa que sempre coloco em mente, quando não dá vontade de ir treinar, por preguiça, é: Minha adversária tá treinando duro, então, porque eu vou ficar aqui descansando?

Algum(a) atleta tem parcela nessa inspiração?

Samya – A Gabriela Fechter.

Sua família te apoia?

Samya – Minha família sempre me apoiou, principalmente meu pai.

E daqui a cinco anos, a Samya Freire vai estar…?

Samya – Daqui há cinco anos pretendo estar na faixa marrom e ganhar muitos títulos importantes pela CBJJ. Além de continuar com meu projeto social e poder ajudar muitos atletas que não tem condições financeiras.

Você pode nos contar um pouco sobre seu projeto?

Samya – O projeto fica no Campus zona rural do Instituto Federal, sertão pernambucano. É para atletas entre 13 e 40 anos, feminino e masculino. O Instituto ajuda cedendo o lugar, os tatames, o almoço, alguns kimonos e vans para eventos próximos. Algumas pessoas ajudam em anonimato, em relação aos kimonos para eles. Mesmo assim, esse é um dos maiores problemas. Ainda tem muito atleta que não tem kimono. O que me incentivou a abrir esse projeto social foi o fato de eu me ver neles. Nunca tive condições financeiras de bancar o jiu. Sempre treinei porque as pessoas ajudavam, eu ganhava bolsas para treinar nas academias. Vejo interesse neles em treinar mas eles não têm como bancar uma mensalidade em uma academia, nem comprar kimono, muito menos ir até a cidade para poder treinar, pois são da zona rural.

E qual o caminho para nossas guerreiras novatas no jiu-jitsu?

Samya – Para as meninas que estão entrando agora, o conselho que dou é não querer um treino mais fraco só porque é mulher. Mostre que você pode fazer igual ou até melhor que o sexo masculino. Treinem duro. Se estiver com preguiça, vai com preguiça mesmo. Tenha em mente títulos altos. E nunca deixe ninguém dizer do que você é capaz de fazer, pois quem decide é você.
Segredo para ser uma boa lutadora: Compre um kimono e não falte treino.

Agradecemos pela participação, Samya! Sucesso na jornada. Oss!

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