Não basta ser professor, tem que ser torcedor


ser professor de jiu jitsu

Como se não bastasse todas as responsabilidades assumidas por um professor quando este decide repassar o seu conhecimento sobre o jiu-jitsu para outras pessoas, ainda há um item que quase sempre passa despercebido entre as suas funções: fazer-se presente nas competições dos seus alunos.

Ora, todo professor faz isso, certo? Errado! Não é raro ver alunos em competições acompanhados somente pelos pais, amigos ou colegas de academia. Muitas das vezes são os colegas que orientam o companheiro na hora da luta, pois nem sempre o professor está disponível para fazer este trabalho.

E se você é professor e acha que há um exagero quando se trata desta questão e que os alunos não precisam tanto assim deste apoio, faça um teste e pergunte para cada competidor da sua equipe o que a sua presença representa numa competição em que eles estejam participando. Tenha certeza de que palavras como segurança, motivação, responsabilidade e disposição estarão entre as mais citadas.

E não importa se o competidor é experiente ou de primeira viagem, ele sempre vai preferir a presença daquele que lhe ensina, que acompanha o seu desenvolvimento e, claro, também há muitas questões pessoais intrínsecas nisso tudo, pois o aprendiz quer mostrar a sua evolução e quer que seu professor veja o que ele leva da academia para dentro da área de competição, ou seja, quer mostrar o seu valor. E mesmo que o aluno não consiga aplicar com eficiência tudo o que aprendeu, que seu professor esteja na competição para ver os seus erros e assim, posteriormente, possa fazer os ajustes e correções pertinentes

Portanto, ser professor não é se restringir às paredes da academia, é ir além. É estar com os discípulos nos melhores e piores momentos. É saber o que fazer e para quem ligar em caso de acidentes de combate. É contestar a arbitragem dentro dos limites das regras. É motivar o seu aluno na hora da luta até a voz falhar. É conduzi-lo ao pódio e lhe dar os parabéns, tirar a foto, mostrar orgulho. É consolar o aluno na derrota e dizer que ele não perdeu, mas que ganhou experiência e que desistir não é opção. É, de fato, esquecer-se de si, das vaidades e até da vida pessoal para pensar naqueles que estão sendo formandos não só para o jiu-jitsu, mas para a vida. É, por fim, fazer valer o discurso de que ninguém ganha nada sozinho.

Lógico, sempre é preciso levar em conta situações que não permitam ao professor estar com os seus alunos em todas as competições, mas não estar em nenhuma é considerada uma falha na qual nenhuma desculpa cabe. Portanto, é preciso ter em mente que não basta mesmo ser apenas professor, é preciso participar, ser torcedor e incentivador do aluno, porque, além de tudo o que já fora mencionado aqui, é também uma forma indireta de dizer para o seu aluno: “eu estou com você para o que der e vier”.

Leia também: A importância da família e da equipe nos campeonatos

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