A influência do jiu-jitsu na sociedade (parte II)


Não foi difícil perceber a importância e a colaboração do jiu-jitsu na sua comunidade depois de termos comentado um pouco sobre todo esse movimento de amor ao próximo, não é mesmo? Porém, hoje eu quero trazer um pouco sobre a vida e a labuta diária das pessoas que resolveram acreditar nesses projetos, que resolveram se doar a eles. E se você acha que é fácil, eu vou te contar alguns dos obstáculos enfrentados por esses atletas que têm acreditado na mudança da sociedade através da arte.

Aos poucos, acompanhei vários professores (que irei apresentar no nosso próximo e último post sobre esse assunto complexo e apaixonante), cada um com sua forma de trabalhar e desenvolver as habilidades de seus alunos. Cada um com seu próprio modo de ensino e adaptação, homens e mulheres que todos os dias levantam da cama com um único foco: finalizar opressores de sonhos, libertar mentes incríveis, motivar a superar limites.

Esses são os mesmos que têm família, uma jornada de oito horas de trabalho por dia, alguns ainda são estudantes. Entre um milhão e meio de obrigações, deveres diários, pressões por todos os lados, eles decidem cooperar com o crescimento de uma outra pessoa que não seja eles mesmos.

Uma das principais características que me chamou atenção foi o fato desses professores, em sua grande maioria, trabalhar de modo voluntário para esses projetos. É literalmente abraçar a causa e mostrar através de seus esforços e de suas dedicações que há entre nós um amor que faz AGIR, que escolhe abdicar de seus momentos de lazer com amigos, para dedicar cada segundo a seus alunos. Para lhes ajudar no que for preciso, para tirar aquela centena de dúvidas, para simplesmente conversar sobre a vida e aconselhar, como se por alguns minutos não fossem apenas professores e sim pai e mãe daquelas crianças e adolescentes. Eles choram com as derrotas de seus alunos, se entristecem com as dificuldades, ajudam no que podem, vibram com as vitórias nos campeonatos, com as notas boas na escola,  com as resoluções dos problemas dos quais foram conselheiros. Com o tempo, tornam-se uma grande família.

Não é difícil perceber a diferença do jiu-jitsu propagado em uma academia e em um projeto social, não é difícil perceber a proximidade dos alunos com os professores, dos sorrisos espontâneos, dos abraços mais que sinceros, das risadas que ecoam do tatame até a porta de entrada. Não que na academia não haja tudo isso, mas é que quando as coisas são feitas realmente de coração, realmente por amor, é diferente. A gente sente. É como um “lance” de alma, sabe?

A importância pra o desenvolvimento pessoal do aluno é uma bem mais intensa. Esses professores, lutadores, batalhadores, essas figuras ímpares que surgem nesses locais que necessitam de algo para que mude sua história sabem e entendem bem a realidade daquelas crianças e adolescentes. Muitos deles com cicatrizes profundas, dúvidas sobre seus futuros, com dores que fazem a alma desses profissionais sangrar, e ainda assim acreditam na possibilidade da transformação na vida de cada um deles. Esses professores têm uma mania bonita de guardar suas dores no bolso pra cuidar das feridas dos outros; e isso os torna heróis da vida real.

Ser professor de projeto social envolve mais que vontade, que querer, que status, envolve amor. Um amor capaz de te levar a ficar de joelhos, se necessário. Um amor que transforma a vida de quem é alcançado. Um amor que carrega consigo as digitais que marcaram almas para sempre. Um amor que se responsabiliza a contar coma ajuda de Deus para tornar rascunhos em histórias lindas de superação e vitória. Parabéns, vocês espelham o significado da frase “amor pela arte”. Oss!

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Comments 1

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  1. Estes dois textos me fizeram muito bem, eu só via lutador de jiu-jítsu como pessoas do mal envolvidas com brigas e covardias. Playboys arrogantes que treinavam para agredir os outros, um esteriótipo muito gravado em minha mente.
    É difícil para mim, que fui jovem nos anos 80/90 quando muitos participantes do jiu-jítsu tinham comportamento criminoso, apagar essa imagem contudo tenho lido tanta coisa boa e esclarecedora que já não temo mais os praticantes, já os vejo como pessoas normais e do bem.

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