A influência do Jiu-Jitsu na sociedade (parte I)


Que o esporte tem transformado vidas e mudado o rumo de muitos não é novidade, mas que o jiu-jitsu tem contribuído com a melhoria social de comunidades carentes, sim. Há algum tempo, resolvi me envolver e acompanhar de perto mais um projeto social e descobri lá que a prática da arte suave tem levado oportunidades de ouro pra vida de crianças e adolescentes de diversos bairros carentes e escassos de educação, segurança e lazer.

Dentre essas oportunidades, destaco as bolsas de estudos em centros educacionais renomados e as parcerias qualificadas com auxílio financeiro para esses atletas mirins, coisa que outrora era praticamente impossível de encontrar. Sabemos bem a dificuldade que vários atletas enfrentam para conseguir apoio e infelizmente um dos motivos muitas vezes é justamente a falta de reconhecimento do atleta no meio esportivo.

Mas, qual seria o real objetivo da implantação do jiu-jitsu nesses locais públicos (centros comunitários, escolas, quadras esportivas…)? Seria apenas com o intuito da abertura de novas academias? Mais uma estratégia para formar novas equipes? Ou será que o objetivo é transformar vidas através da filosofia da arte suave?

Ao acompanhar os projetos fora das “quatro paredes” em que são realizados, percebi que a contribuição do jiu-jitsu é bem maior do que imaginava! Não modifica apenas a vida do atleta em si, como também de toda a sua família. Geralmente, esses projetos desenvolvem ações sociais com contribuição para a família desses pequenos guerreiros e o envolvimento dos mesmos. Um dos rapazes disse no fim de um treino: “nesse mesmo horário, há uns dois meses, eu não tinha o que fazer da vida, não tinha nada que me desse sentido pra viver, hoje já não me imagino fora desse tatame”. Ouvir essas palavras trouxe mais que conforto e alegria ao meu coração, trouxe esperança! Me fez acreditar que haverão mudanças, que uma sociedade incrível está por vir.

Uma sociedade tolerante, compreensiva, que ama ao próximo a ponto de retribuir tudo de bom que a vida já lhes trouxe. O jiu-jitsu tem desempenhado um papel de extrema importância na vida dessas pessoas que estão crescendo e se desenvolvendo a cada novo amanhecer. Homens e mulheres, independente de suas graduações, têm cooperado de forma direta e indireta com essa missão que nos foi imposta. A prática do jiu-jitsu em sociedade, principalmente em comunidades carentes têm formado mais que opiniões, tem formado caráter, personalidade, cidadãos. E o resultado tem sido extremamente positivo! Oss.

Qual sua reação

Curtir Curtir
3
Curtir
Amei Amei
2
Amei
Haha Haha
0
Haha
uau uau
0
uau
Triste Triste
0
Triste
Grr Grr
0
Grr

Comments 1

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Bom Dia, Eu fui jovem nos anos 80 e naquela época essa luta era associada a gente violenta e arruaceiros, os chamados pitboys, que treinavam e queriam se testar agredindo jovens leigos em baladas, no trânsito , por causa de um esbarrão enfim qualquer coisa era motivo para desencadearem terríveis agressões. O que hoje chamam de autoconfiança era arrogância. Isso era estimulado pelas academias pois os jovens se viam obrigados a treinar alguma luta para se defenderem aumentando sua clientela mas com a repercussão na mídia, o surgimento das câmeras de vigilância, investigação policial e processos as agressões diminuíram e hoje não vejo mais esse tipo de problema com frequência. O jiu-jitsu ficou mal visto e afastou as famílias foi quando os Mestres começaram a mudar o discurso e incutir algum tipo de valor e filosofia. Hoje sei que existem excelentes pessoas praticando, lutam porque gostam, querem praticar e competir e não são violentos. Eu sempre achei que quem treina fica menos tolerante pois sabe que num confronto leva incomensurável vantagem e que inconscientemente vai forçando os limites para qualquer desavença terminar em briga. Eu nunca consegui enxergar no treino do Jiu-Jitsu algo positivo mas o filho de um amigo meu,que é faixa roxa, um dia conversou longamente comigo, e ele que sempre foi um rapaz muito bom, falou-me de disciplina, dos projetos sociais, resgate de auto-estima , proteção contra bullying e que a maioria que treina é como ele composta de boas pessoas. A partir daí fui ler um pouco mais , me informar e a péssima visão que eu tinha se desfez. Aquele comportamento horroroso dos anos 90 não existe mais e quando muito orientado o Jiu-Jitsu é um instrumento de civilidade e não de agressão além de manter jovens num bom caminho. (Confesso que custei a acreditar nisso, o esteriótipo do lutador de orelha estourada, marrento agressivo era muito forte na minha mente )

A influência do Jiu-Jitsu na sociedade (parte I)

log in

reset password

Voltar para
log in