Tatame: fábrica de amigos


Amigo quando chega na vida da gente conquista alma e coração! Às vezes logo no primeiro contato, já da pra saber quem está só de passagem e quem chegou pra ficar. Um treino aqui, outro ali, é só conviver alguns dias da semana que as outras afinidades começam a aparecer, adicionamos nas redes sociais, whatsapp, e assim nasce um novo amigo. E não importa como e quando, os amigos são fundamentais. Na companhia de um amigo, o que é ruim fica bom, o que é chato fica divertido, qualquer encontro vira festa e é claro, se tiver tatame vira treino.

O tatame é um excelente lugar para fazer amigos. Gosto de comparar o tatame com a praia, vestidos de roupa de banho e de kimono, todos nós somos literalmente iguais, independente de raça, cor, religião, profissão ou status social. Essa diversidade oriunda dos mais improváveis lugares faz com que as pessoas se aproximem sem um julgamento prévio, sem interesses, trazendo os mais sinceros sentimentos de amizade.

Ter amigos no tatame faz com que você tenha uma motivação extra para estar lá, seja pra treinar, apoiar alguém, ou até mesmo ‘zoar’ o amigo, quem nunca? Dá aquela vontade quase incontrolável de estar nos tatames todos os dias, e mesmo quando não vamos treinar por algum motivo, é sempre uma boa opção ir na academia pra assistir as aulas, rir com a galera e renovar as energias. No jiu-jitsu, a maioria das posições a serem treinadas são em dupla, e quando temos um amigo fica um tanto quanto motivador, principalmente quando se tem aquele amigo que não alivia para você, e que faz a evolução de ambos ser ainda maior.

No tatame, conhecemos as pessoas tal qual elas realmente são, tímidas, corajosas, egocêntricas , inseguras, protetoras. Sem que a gente note, é no tatame que deixamos a mostra nossas mais profundas qualidades e defeitos, e lidar com nossos defeitos ao lado de pessoas que nos motivam, e não nos deixam desistir por qualquer coisa, é um enorme presente da vida. A maioria das escolas e academias de jiu-jitsu possuem a filosofia de ajuda mútua, superação, que desperta um “instinto” na equipe de ajudar o outro, ficando mais fácil pra fazer amigos, e não rivais.

Duas ou mais pessoas juntas conseguirão realizar mais atividades e por maior tempo do que elas separadamente. Então, realizar tarefas e atividades físicas na companhia de amigos e pessoas que gostamos de ter por perto, pode aumentar significativamente os resultados. E é claro que no jiu-jitsu não é diferente.

Não é só no tatame que ficam as amizades do treino, você vai se ver em vários outros momentos com a galera e vai agradecer muito ao jiu-jitsu por isso, nas resenhas pós-treino, nos encontros, nas reuniões para assistir lutas na TV, nas viagens para competir ou ir a seminários.

Amigos, amores, parceiros de treino, no tatame temos a “família que podemos escolher“, e isso tem trazido bem mais adeptos aos tatames, esse clima de amizade e respeito contagia e já é uma marca positiva na imagem no jiu-jitsu.
Amigo é apoio quando temos lesões, é ombro amigo quando pensamos não estar evoluindo. É alívio em dias difíceis. Amigo empresta kimono porque o seu ficou na chuva, e aquece a nossa alma quando nada parece fazer mais sentido. Amigo não deixa a gente desistir na metade do caminho, nem no início, nem nunca, não desistir no tatame, não desistir na vida!

Compartilhe sua experiência! O jiu-jitsu já trouxe muitos amigos pra você? Conta pra gente!

Bons treinos e até a próxima 🙂

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