A ascensão das mulheres em esportes antes considerados apenas masculinos


Que a discrepância entre a presença das mulheres e dos homens em alguns esportes é absurda a gente sabe. Até o século XVIII as mulheres eram proibidas de praticar e até assistir os jogos e, ainda hoje, é possível escutar coisas do tipo “isso é esporte de homem”. Quantas vezes alguém torceu o nariz ao ouvir falar que uma moça estava praticando jiu-jitsu? Quantas histórias ouvimos de pais que não permitem que as filhas façam esse ou aquele esporte, pois é coisa de menino?

Apesar dessa falta de representatividade feminina, em determinados esportes, ser uma realidade recorrente em muitas modalidades, algumas mulheres fazem a diferença abrindo caminhos em lugares antes apenas ocupados por homens. E é esse processo que ajudará uma integração e apreciação das modalidades esportivas independente do gênero.

Uma importante figura nessa luta de conquista por uma maior representatividade feminina nos esportes foi a francesa Alice Milliat. Canonista profissional, mas também era amante da natação e do hóquei e foi uma ferrenha defensora do direito das mulheres participarem dos Jogos Olímpicos, além de ter fundado a Federação Internacional Desportiva Feminina.

No jiu-jitsu, não dá para não falar de Kyra Gracie, que, apesar de ter o sangue Gracie correndo nas veias, sofreu preconceito dentro do próprio clã ao ouvir para ela deveria deixar a luta com os homens. Kyra é um exemplo de determinação e prova que as mulheres são tão capazes quanto os homens, chegando a ser cinco vezes campeã mundial e tornando-se uma referência no esporte, da mesma forma que os homens Gracie.

No futebol, o esporte nacional, a maravilhosa jogadora Marta chegou e dominou, ultrapassando, em dezembro de 2015, a marca de 95 gols vestindo a camisa amarela – que pertencia a ninguém menos que Pelé. Marta tornou-se a maior artilheira da Seleção Brasileira com incríveis 98 gols.

Saindo do Brasil, também temos alguém como a incrível Fatima Moreira de Melo. A atleta não apenas é bem-sucedida e bastante conhecida como jogadora de hóquei, ajudando o seu país a levar para casa o título de Campeão Mundial na Hockey World Cup Feminina e sendo eleita a Personalidade Feminina do Esporte em Rotterdam, no ano de 2006, como também se engajou no poker – tendo significativas premiações ao longo da carreira profissional. Ou seja, isso significa que ela conseguiu realizar a difícil tarefa de representar as mulheres em dois esportes tipicamente dominados por homens.

No golf, atividade de origem escocesa e tão tradicional e outrora apenas masculina – ao ponto de o mais antigo club de golf, apenas este ano, 2017, decidir permitir, pela primeira vez em 273 anos de história, a presença de mulheres em seus campos – possui algumas destemidas e essenciais figuras femininas, como Patricia Jane Berg, Annika Sörenstam, Mae Louise Suggs e Mary Kathryn Wright. Além disso, Victoria Lovelady fez história ao ser a primeira brasileira a participar de um torneio entre homens e ganhar boa parte dos jogos.

Já a brasileira Ana Beatriz Figueiredo foi a primeira a disputar uma categoria top do automobilismo mundial, sendo também a primeira a participar de uma competição integral da Fórmula Indy.

Esses são apenas alguns exemplos de mulheres que correram atrás de seus sonhos, fizeram e continuam fazendo a diferença no meio de um mundo machista. Então, da próxima vez que você escutar que “tal esporte é coisa de menino”, simplesmente ignore e siga em frente!

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