Sobre famosas e o jiu-jitsu


Hoje quero tratar de um tema um pouco ~polêmico~, mas que acredito ser muito necessário colocar a discussão em pauta para o crescimento das pessoas enquanto lutadoras e na situação de pessoas que queiram melhorias dentro do esporte.

Pois bem, como já falamos, o jiu jitsu não é olímpico. O jiu jitsu não está presente em todos os países do mundo, tendo uma concentração maior no Brasil, EUA e alguns outros países.

Você, leitor: há quanto tempo você quer que o jiu jitsu esteja cada dia mais repleto de mulheres treinando, aprendendo, ajudando umas as outras? Eu comecei treinando muito com homens (o que é ótimo) mas ficaria muito feliz se a minha academia tivesse ainda mais mulheres. Uma das chaves para que as academias estejam a cada dia mais cheias de mulheres é fazer com que cheguemos na TV, no rádio, nos outdoors… e isso vamos conseguir como? Quando respeitarmos e entendermos o quão necessário e importante é o trabalho da mídia nesse sentido. Recentemente vimos que Paolla Oliveira está fazendo o papel de uma lutadora na novela das oito, da Rede Globo.

Não precisei ir muito longe para observar comentários como “nossa, ela já tem muita visibilidade, vamos olhar mais para quem precisa de patrocínio, matéria furada”. Ou na entrevista da Dani Bolina, que já era famosa e entrou de cabeça no mundo do jiu jitsu: “Jiu jitsu de modinha, faixa branca…” etc etc.

Primeiro ponto: essas celebridades já eram conhecidas antes de entrar pro esporte. O que elas fizeram foi trazer o mundo delas (que não é o do jiu jitsu) para o nosso. Pense em quantas meninas começaram a praticar jiu jitsu depois disso?

Jiu jitsu não é um esporte com poucas vagas em que precisamos ficar controlando quem entra. Pelo contrário: com ele em pauta na mídia, muita gente conhece melhor, outras pessoas vêm conhecê-lo, mais pessoas competem, mais campeonatos, mais patrocínios. Todas (principalmente as mulheres) só temos a ganhar!

E começo a pensar sobretudo em como deve ser para elas lidar com isso, como se o que elas fazem no tatame fosse uma palhaçada armada. A mídia em si é uma faca de dois gumes, onde existem os que estão lá só aguardando uma brecha sua para rirem da sua cara, e existem também os que torcem por você. Mas é muito fácil comentar sentadinho lá na sua cadeira. O difícil mesmo é ir lá mostrar a cara, se expor, fazer diferente, sair da zona de conforto. Pra quem gosta de arrumar problema com isso, só digo uma coisa: treinem mais, galera. Se cada um cuidasse mais do seu treino e menos do treino dos outros, com certeza teríamos um mundo bem melhor.

Bons treinos a todos. Oss

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