Sobre o relacionamento com as adversárias


O Jiu Jitsu (conhecido também como Arte Suave) é um esporte que possui grande número de praticantes (com destaque para as mulheres, que estão em ascensão no esporte) e um alto dinamismo entre professor e aluno, e também entre alunos (que são colegas de treino), onde há interação, união, e troca de conhecimentos. É fácil ver essa união nos treinos, e fora das academias. Mas, e nos campeonatos? É difícil ver isso entre atletas que competem na mesma categoria?

Há competidoras que são tipo “Bad Girls”, que pensam que o Jiu Jitsu é a arte de quebrar ossos, e ficam se vangloriando na academia ou redes sociais por tais “feitos” em campeonatos. E hoje vamos falar um pouco sobre essa “polêmica”.

Como em todo esporte, no Jiu Jitsu também há regras, dentre elas destacamos o respeito ao oponente, ao professor e à hierarquia. Grande parte dos atletas seguem essa regra, e em muitos casos possuem até amizade com seus oponentes, professor, colegas de treino, e atletas de outras equipes. No entanto, outra parte dos atletas não seguem essa regra é acabam criando situações em que não há respeito mútuo entre dois oponentes, o que gera um mal-estar na competição, ou até mesmo nos treinos (quando os atletas são da mesma academia/turma).

Sabemos que é inevitável que haja competitividade (em um nível saudável) entre os competidores, mas o ideal é que acima de tudo, haja respeito. Em uma pesquisa/enquete em um grupo de whatsapp, colhi relatos (presenciados por alguns de nossos colunistas), dentre eles :

* Algumas meninas rindo por machucarem a adversária
* Atleta discutindo com juíz (sem manter o respeito)
* Atleta jogando medalha de prata no lixo
* Atleta dando um soco no rosto da adversária só porque não ganhou a luta

Esses fatos chocam desde os menos graduados aos mais graduados. Algumas atletas que são consideradas bad girls devem ter bastante cautela ao terem algumas atitudes “polêmicas”, uma vez que os mais graduados servem de espelho e inspiração para os pequenos e para os iniciantes, dentro do tatame. Então o cuidado deve ser redobrado, afinal os mais novos são o futuro só nosso esporte. E o que fazem hoje, daqui há uns anos terá consequências.

No entanto, não há apenas o lado negativo de toda essa competitividade entre as atletas. Há também o lado positivo, em que mesmo após competirem se cumprimentam, e às vezes conversam e se tornam colegas, ou até amigas. E isso é o mais bonito no esporte, conhecer novas pessoas e poder fazer novas amizades.

É essa a lição que devemos levar quando formos competir – o primeiro objetivo é ganhar, porém nada impede de você conversar com as adversárias e “quebrar o gelo”, afinal sem suas adversárias você nunca será uma campeã.

Então, para nosso esporte continuar evoluindo e se fortalecendo, devemos ter o máximo de respeito ao próximo e honrar os ensinamentos dos nossos mestres. E também, devemos incentivar a união entre os atletas pequeninos, para que cresçam com o espírito positivo do esporte.

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Comments 1

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  1. Sacanagem e falta de respeito essa de socar a cara da outra.
    Acredito que se acontecesse com algum aluno (a) da minha academia, o meu professor o expulsaria.

Sobre o relacionamento com as adversárias

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