Em mulher não se bate!


Neste final de semana presenciamos um ato, no mínimo covarde, de um homem agredindo uma mulher em Minas Gerais. Esse vídeo rodou as redes sociais e deixou muita gente revoltada com a atitude deste indivíduo, aliás, atitude é o que ele não tem.

Ate quando vamos presenciar isso? Até quando haverá tolerância para esse tipo de violência?

“Verme, nojento, vagabundo, covarde, lixo,” são esses os adjetivos escancarados nas redes sociais, como um grito de socorro por parte das mulheres que assistiram ao vídeo… Junte todos os adjetivos e eles não serão o suficiente para representar o que nós mulheres sentimos e passamos. Não é porque nunca fui agredida que não me revolto com tal atitude, sinto vontade de entrar no vídeo e ajudar aquela mulher, sinto vontade de agredir com violência pra ele sentir na pele o que ele faz com as mulheres. Mas não dá…

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Sim minha gente: mulheres no plural! Este indivíduo agrediu no mesmo dia a vigilante do clube e sua esposa. Vamos entender o caso:

O homem do vídeo, um comerciante de 34 anos, estava agredindo sua esposa dentro do carro e ela se jogou do veículo. Ele parou o veículo foi ate a esposa e a agrediu. A esposa pegou a chave do veículo e jogou fora pra conseguir fugir. Neste momento os vigilantes do clube onde estavam foram tentar resolver a situação. Entre os vigilantes estava uma mulher de 23 anos que foi conversar com ele e dizer que não havia necessidade de agredir a esposa. Foi então que ele deu um soco e pontapé na vigilante, conforme este vídeo. Diga-se de passagem, a esposa do agressor é Delegada da Cidade de Três Corações – MG.

A Lei Maria da Penha, criada em 2006, é voltada para mulheres que sofrem agressões de seus parceiros ou familiares. Conforme a Lei, a vigilante não se enquadra como vítima, pois ela não tem ligação alguma com o agressor, nem afetiva nem de parentesco.

Essas situações são de cair o queixo, esses machistas que se acham fortões e batem em mulheres não passam de covardes. São atitudes medíocres como a dele que deixam muitas mulheres acuadas, envergonhadas e com muito medo de tomar alguma atitude. Precisamos mudar isso, ajudar essas mulheres a REAGIR!

Precisamos dar força, apoio moral, precisamos exigir mais dos legisladores para que as leis se tornem mais rigorosas. Não podemos ficar caladas! Não podemos deixar que nossos filhos cresçam vendo isso nas redes sociais e achar q é normal, não é!

Gostaria de deixar agora a opinião de um homem a respeito do ocorrido, porque nem todo homem pensa assim!

“Solicitei para minhas estimadas colegas uma pequena participação neste texto com o objetivo de expor o lado “masculino” sobre o episódio intragável da agressão. Elas, como sempre gentis e doces, me cederam um espacinho. Fiquei pensando o que dizer que justificaria tal atitude. Um momento de advogado do diabo mesmo. Vamos ver:

1- Estou alcoolizado e perdi a cabeça.

2- Meu sentimento de injustiça (injustiçado) foi tão forte que reagi instintivamente.

3- Uma mulher, por ser fisicamente mais fraca, não deveria ter enfrentado um homem sozinha.

4- Tenho problema com autoridades e se fosse um homem a minha atitude teria sido a mesma.

5- Sou machista mesmo e a mulher mereceu apanhar.

Enfim, eu acho que poderiam se pensar várias justificativas. Talvez, entre todas, a mais absurda foi provida pelo próprio agressor dizendo “eu queria desmaiar ela” (grifo próprio).

Qual meu sentimento como homem? Vergonha total. Pois não há justificativa aceitável para a agressão. É um fato inegável para mim que vivemos numa sociedade machista e agressiva. Mais agressiva ainda contra as mulheres. A agressão física é injustificável e mais temerosa ainda quando é contra as mulheres. Que desde o início da civilização vivemos em sociedades machistas não há dúvidas. Mas o que não quer calar é a pergunta que sempre se faz: – Até quando?

Infelizmente este ato, que teve grande proporção por ter sido gravado e divulgado nas mais diferentes mídias sociais, não foi isolado. Atos como este acontecem diariamente. E o pior é que as vítimas costumam sofrer caladas, suportando a dor da “inferioridade” cultural imposta. Sim, nós homens somos indesculpáveis. Em especial nos dias atuais. Para vocês mulheres, me permito em nome dos homens de valores, pedir as mais sinceras desculpas. O que é pouco…

Sr. Agressor, se tivesse sido com sua mãe, irmã, esposa ou namorada, qual a justificativa que você aceitaria? Não sei qual, mas sei que as suas não aceitamos. Que a justiça seja feita. E que este episódio sirva de alerta para todos nós homens. Que nós temos a obrigação de ajudar a construir uma sociedade mais igualitária e justa. Até lá, somos não menos do que indesculpáveis…” Brenno Neto.

Aos homens que vão ler o artigo, eu deixo aqui uma frase que meu esposo certa vez disse: “Em uma mulher não se bate, nem com uma rosa.”

Oss

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