Jiu-jitsu: ame ou odeie!


Eu sempre digo para pessoas próximas a mim: o jiu-jitsu ou você ama ou você odeia, não existe um meio termo.

Quem gosta de jiu-jitsu, gosta realmente e, na maioria das vezes, logo de cara. E aí começa a falar só disso, só pensa em treino, só pensa em vídeos relacionados e acaba por respirar o jiu jitsu. Quem não gosta, desgosta realmente e sai dizendo que é luta de agarrar macho.

Quem não gosta, é simples explicar: geralmente, diz que não gosta porque tem que ficar enrolando no chão, também diz que não dá para entender nada, que é luta de gente fedida, que não quer ficar com orelha de couve-flor, que tem agonia de imaginar alguém em cima de você, que não ia conseguir se controlar e ia dar um soco na cara da pessoa. São motivos engraçados, mas são sinceros da parte de quem não curte. Respeito.

Mas quem ama nem precisa de muitos motivos para explicar, ainda que eles existam, às vezes não tem explicação.

O jiu-jitsu move minha vida e está inserido em todas as partes dela. Eu o levo para tudo e, se possível, para todos. A hora do dia que mais clamo para chegar é a do treino, porque vou encontrar meus amigos, conversar, deixar todos os meus problemas do lado de fora e esquecer que tenho uma vida “paralela”.

O jiu-jitsu me fez uma pessoa melhor, forjou meu caráter, me ensinou a distinguir muitas coisas certas das coisas erradas e isso me leva pra frente.

O jiu jitsu faz com que eu imagine arm locks e triângulos em cada pessoa que está me enchendo o saco, rs, por mais que por fora eu esboce uma reação de “tá tudo bem”, e isso não é falsidade, mas autocontrole. Ele me proporciona calma e paciência para ouvir sem interromper, para tomar porrada na cabeça sem precisar necessariamente revidar, inclusive quando sei que estou certa.

Eu gostaria de poder colocar o jiu-jitsu no meu currículo (pensei nisso agora), porque ele é realmente uma parte essencial da minha formação, mas fica muito difícil explicar para quem vê o que ele significa na minha vida e o quanto pode ser benéfico, porque certas coisas são só para quem sente.

O jiu-jitsu me fez crescer, como mulher e pessoa, me fez enfrentar desafios que jamais imaginei que suportaria.

O jiu-jitsu me fez focar em alguma coisa na vida, focar de verdade, enfrentá-los e não desistir. Isso me fez ter foco em todos os outros aspectos da minha vida, porque sempre fui uma pessoa persistente até a página dois: cansei, desisti. Hoje eu posso cansar, estar sem forças, mas se eu realmente quero, eu jamais desisto e, se tenho um foco, eu o sigo ele até o fim.

Ele é responsável pelos meus calos nas mãos, pelas minhas dores pelo corpo todo e a força que eu tenho para responder sempre que alguém me pergunta “você precisa mesmo disso?”.

Acho que nem preciso responder o quanto preciso disso e não abro mão. Não trocaria por nada e nem por ninguém. O jiu-jitsu me move e quero que seja ele o responsável por continuar me movendo até o final. Posso até desanimar, pensar em desistir, mas sei que jamais vou parar.

Para mim, ele é muito mais do que títulos e uma cor de faixa. E pra você?

Bons treinos!

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